Pular para o conteúdo
Farol Bíblico
Início

← Salmos

Salmos · 19 de 66 · Antigo Testamento

Salmos — Capítulo 113

Infográfico de “Salmos 113 — Capítulo a capítulo”, gerado automaticamente a partir do estudo publicado, com 3 partes: O nome louvado em todo tempo e lugar; O incomparável que se abaixa para ver; Do monturo ao lugar dos nobres.

Título do capítulo: O Altíssimo que se inclina até o pó
Gênero literário: Poesia/Salmo (hino de louvor: o chamado aos servos do Senhor para bendizer o seu nome em todo tempo e lugar, a confissão do Deus incomparável, entronizado acima das nações e dos céus, que se abaixa para olhar e levanta o pobre do pó e a estéril da vergonha; abre o Hallel egípcio, Sl 113–118 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), cantado nas festas de Israel e na ceia da Páscoa)
Número de versículos: 9

Nota de precisão: a numeração segue a tradição das Bíblias em português. O salmo não tem inscrição de autoria nem de ocasião; começa e termina com o halelu-yah, que no hebraico faz parte do primeiro e do último versículo, de modo que os números coincidem com os do texto hebraico impresso. Na antiga tradução grega, que junta os Salmos 9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) e 10, este é o salmo cento e doze. Alguns manuscritos e a antiga tradução grega ligam o halelu-yah final ao começo do salmo seguinte; a tradição hebraica o mantém no fim deste. A ordem das palavras nos vv. 5-6 admite mais de uma leitura, discutida no lugar próprio.


🏛️ 1. Contexto Histórico e Cultural

O Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) abre uma das coleções mais conhecidas do Saltério, os Salmos 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) a 118, que a tradição judaica chama de Hallel, louvor, e mais especificamente de Hallel egípcio. O nome vem do salmo seguinte, que começa com a saída de Israel do Egito (Sl 114.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e da ligação da coleção com a festa da Páscoa. Distingue-se do chamado Grande Hallel, nome que a tradição dá ao Salmo 136 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), com o seu refrão sobre o amor leal de Deus que dura para sempre.

O Hallel era cantado nas grandes festas de peregrinação de Israel: a Páscoa, a festa das Semanas e a festa das Tendas. Mais tarde passou a ser recitado também na festa da Dedicação e no início de cada mês. Na ceia pascal, conforme a descrição da Mishná, a coleção era dividida em duas partes: uma cantada antes da refeição e outra depois, junto com o último cálice. A Mishná registra uma discussão antiga entre as escolas de Shammai e de Hillel sobre onde terminava a primeira parte: para os de Shammai, ia até o fim do Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), até a mãe alegre com os filhos; para os de Hillel, até o fim do Salmo 114 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), até a rocha transformada em fonte. A Mishná foi compilada por volta do ano 200 d.C., e não se pode afirmar com certeza que todos os detalhes valiam um século e meio antes, mas a tradição do canto do Hallel na Páscoa é antiga e muito provavelmente já existia no tempo de Jesus.

Isso dá ao Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) um lugar especial na leitura cristã. Mateus e Marcos contam que, ao fim da última ceia, Jesus e os discípulos entoaram os cânticos de louvor e então seguiram para o monte das Oliveiras (Mt 26.30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 14.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A maioria dos intérpretes entende que esse hino era a segunda parte do Hallel, os Salmos 115 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) a 118. Se assim foi, o Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) terá sido cantado por Jesus e pelos discípulos naquela mesma noite, antes da refeição, poucas horas antes da prisão no Getsêmani. É uma inferência razoável, não um dado narrado pelos Evangelhos, e deve ser tratada como tal; mas dá uma profundidade particular a um salmo que fala do Deus que se abaixa para levantar o pobre.

Não há indicação de autor nem de data. O salmo tem afinidades claras com o cântico de Ana (1Sm 2.1-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)): os vv. 7-8 reproduzem quase palavra por palavra uma das suas linhas (1Sm 2.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e o v. 9, sobre a estéril que se torna mãe, evoca a história da própria Ana. Os estudiosos discutem qual dos dois textos depende do outro, ou se ambos bebem de uma tradição comum de louvor. O importante é que o salmo se insere numa linhagem de cânticos que celebram a inversão operada por Deus, que humilha os orgulhosos e exalta os humildes, uma linhagem que continuará no Novo Testamento com o cântico de Maria (Lc 1.46-55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O salmo é curto, nove versículos, e de uma composição muito cuidada. Tem três estrofes de três versículos: o chamado ao louvor (vv. 1-3), a grandeza incomparável de Deus (vv. 4-6) e a sua ação em favor dos humildes (vv. 7-9). O movimento vai de cima para baixo e de baixo para cima: dos céus onde Deus está entronizado ao pó onde o pobre está caído, e do pó de volta aos lugares de honra.


📜 2. Resumo Narrativo / Conteúdo do Capítulo

O salmo começa com uma convocação: os servos do Senhor são chamados, e chamados de novo, a louvar, e o alvo do louvor é o nome do Senhor (v. 1). Que esse nome receba bênção a partir de hoje e sem limite de tempo (v. 2), e que seja celebrado em toda a extensão percorrida pelo sol, do lado em que ele aparece ao lado em que desaparece (v. 3).

A segunda estrofe contempla a grandeza de Deus. O Senhor está acima de todos os povos, e a glória dele ultrapassa os próprios céus (v. 4). Ninguém se compara ao nosso Deus, diz o salmista em forma de pergunta: ele tem o trono nas alturas (v. 5) e, ainda assim, se curva para olhar o que há no céu e na terra (v. 6).

A terceira estrofe mostra o que ele faz quando se curva. Ergue o pobre que estava no chão e recolhe do depósito de lixo quem não tem nada (v. 7), para lhe dar lugar ao lado dos nobres, os nobres do seu próprio povo (v. 8). À mulher que não podia ter filhos ele dá estabilidade no lar e a alegria de ser mãe. E o salmo se fecha como se abriu, chamando ao louvor (v. 9).


🔍 3. Análise por Seções (Perícopes)

Versículos 1-3 — O nome louvado em todo tempo e lugar
O salmo abre com uma tripla convocação ao louvor. O verbo halal, louvar, aparece três vezes no v. 1, e o objeto do louvor, na segunda e na terceira vez, não é simplesmente o Senhor, mas shem YHWH, o nome do Senhor. O nome, na Bíblia, não é um rótulo, mas a própria pessoa tal como se deu a conhecer. Louvar o nome é louvar Deus tal como ele se revelou, sobretudo no Êxodo, quando se apresentou a Moisés pelo nome da aliança (Ex 3.13-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Nos três primeiros versículos, a palavra shem aparece três vezes, uma em cada versículo, como uma batida que sustenta toda a estrofe.

Os convocados são 'avde YHWH, os servos do Senhor. A expressão pode designar os sacerdotes e levitas que serviam no templo, como no Salmo 134 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), que chama os servos do Senhor que permanecem na casa do Senhor durante a noite (Sl 134.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e no Salmo 135 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Sl 135.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas também pode designar o povo inteiro, que no Êxodo passou da servidão ao Faraó para o serviço do Senhor (Lv 25.42, 55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Num salmo cantado na Páscoa, a segunda leitura tem força especial: os antigos escravos do Egito agora são servos de Deus, e o seu serviço é o louvor.

O v. 2 amplia o louvor no tempo. O nome do Senhor seja mevorakh, bendito, me'attah we'ad-'olam, desde agora e para sempre. O verbo barakh, bendizer, quando tem Deus como objeto, significa reconhecer com gratidão a sua bondade, declará-lo fonte de toda bênção. O louvor não é um momento litúrgico isolado; atravessa o tempo, do presente até o futuro sem fim.

O v. 3 amplia o louvor no espaço. Mimmizraḥ-shemesh 'ad-mevo'o, desde o nascer do sol até o seu ocaso. A expressão pode ser lida de dois modos, e ambos são verdadeiros. Em sentido temporal, indica o dia inteiro, da manhã à noite. Em sentido espacial, indica o mundo inteiro, do oriente ao ocidente. O profeta Malaquias usa a mesma expressão para anunciar que o nome do Senhor será grande entre as nações, do nascente ao poente (Ml 1.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O salmo começou com os servos do Senhor, provavelmente Israel reunido no templo, e já no v. 3 o horizonte se abriu para toda a terra. O louvor que começa no templo de Jerusalém está destinado a encher o mundo.

A estrofe tem, assim, uma progressão: de quem louva (os servos), para quando se louva (sempre), para onde se louva (em toda parte). E o centro de tudo é o nome.

Versículos 4-6 — O incomparável que se abaixa para ver
A segunda estrofe explica por que o nome deve ser louvado. O v. 4 afirma a transcendência de Deus em duas direções. Ele é ram 'al-kol-goyim, elevado acima de todas as nações: nenhum império, nenhum rei, nenhum povo está acima dele. E 'al hashshamayim kevodo, sobre os céus está a sua glória: nem mesmo o céu, que para os antigos era o mais alto que se podia conceber, contém a sua majestade. Salomão, na dedicação do templo, reconheceu que nem a imensidão dos céus é capaz de conter Deus, e muito menos a casa que ele acabara de construir (1Rs 8.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O v. 5 faz a pergunta central do salmo: mi kaYHWH 'eloheinu, quem é como o Senhor nosso Deus? A pergunta é retórica, e a resposta é ninguém. Ela lembra o cântico de Moisés à beira do mar, depois da travessia, quando Israel perguntou quem, entre os deuses, se compara ao Senhor, cujo esplendor está na santidade (Ex 15.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A incomparabilidade de Deus é tema frequente nos salmos e nos profetas (Sl 35.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Sl 89.6-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Is 40.18, 25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mq 7.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas o que torna Deus incomparável, neste salmo, não é apenas a sua altura. É a combinação da altura com o abaixamento.

Os vv. 5-6 usam dois particípios com uma terminação rara em hebraico, uma vogal final que rima: hammagbihi lashavet, o que se eleva para sentar-se, e hammashpili lir'ot, o que se abaixa para ver. Gavah é ser alto; shafel é ser baixo. Deus é ao mesmo tempo o que está no mais alto e o que desce ao mais baixo. Ele se senta nas alturas, no trono, e se inclina para olhar.

A segunda linha do v. 6 diz que ele se abaixa para ver bashshamayim uva'arets, nos céus e na terra. Há aqui uma questão de leitura. Pode-se entender que Deus é tão alto que precisa se abaixar até mesmo para ver os céus, quanto mais a terra. Ou pode-se ler a frase em forma cruzada, ligando os termos de dois em dois: Deus está entronizado no alto, nos céus, e se abaixa para ver o que está embaixo, na terra. As duas leituras levam ao mesmo ponto. A transcendência de Deus não o afasta das criaturas; ela é a condição da sua condescendência. Só pode se abaixar quem está acima. Isaías expressa o mesmo paradoxo quando apresenta o Deus altíssimo, que mora na eternidade e no lugar santo e, no entanto, escolhe morar também com quem está quebrado e se humilha (Is 57.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O verbo ra'ah, ver, tem aqui a carga que tem no Êxodo. Quando Deus chamou Moisés na sarça, disse que tinha reparado no sofrimento do seu povo no Egito, que os gritos dele lhe tinham chegado e que vinha agir para tirá-lo dali (Ex 3.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na Bíblia, o olhar de Deus não é contemplação distante; é o primeiro passo da ação. Deus vê e desce. Num salmo cantado na Páscoa, a ligação é inevitável.

Versículos 7-9 — Do monturo ao lugar dos nobres
A terceira estrofe mostra o que Deus vê quando se abaixa e o que faz quando vê. O v. 7 tem dois personagens. O dal, o pobre, o fraco, o que não tem recursos, é levantado me'afar, do pó. O 'evyon, o necessitado, o que depende dos outros para sobreviver, é erguido me'ashpot, do monturo. O 'ashpot era o depósito de lixo e de cinzas fora das cidades, o lugar onde se jogava o refugo e onde, muitas vezes, os mais miseráveis viviam, os doentes, os mendigos, os excluídos. Quem estava ali estava no fundo da escala social, literalmente no meio do lixo.

O pó também tem ressonância bíblica. É o lugar da humilhação e do luto (Jó 2.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Is 47.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e é, sobretudo, a matéria de que o ser humano foi feito e para onde volta na morte (Gn 3.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Sl 22.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Levantar alguém do pó é tirá-lo da humilhação extrema e, num sentido que o Novo Testamento desenvolverá, da própria morte.

O v. 8 mostra o destino dessa elevação. Deus os levanta lehoshivi 'im-nedivim, para fazê-los sentar com os nobres, e a expressão se repete: 'im nedive 'ammo, com os nobres do seu povo. Os nedivim são os príncipes, os líderes, os que ocupam os lugares de honra. A inversão é completa: do monturo à mesa dos príncipes. O cântico de Ana tem praticamente a mesma linha, com o acréscimo de que Deus dá aos levantados um trono de glória como herança (1Sm 2.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A história de José, tirado da prisão e posto à frente do Egito (Gn 41.14, 41-43 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e a de Davi, tirado de trás das ovelhas para ser príncipe sobre Israel (2Sm 7.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), são exemplos concretos dessa inversão.

Note-se o jogo com o verbo yashav, sentar, habitar. No v. 5, Deus se eleva lashavet, para sentar-se no trono. No v. 8, ele faz o pobre lehoshivi, sentar-se com os nobres. No v. 9, ele faz a estéril moshivi, habitar numa casa. O Deus que está assentado no alto faz os humildes se assentarem em lugares de honra e de segurança. A sua posição não é um privilégio que ele guarda para si; é algo que ele compartilha.

O v. 9 encerra com uma imagem diferente e muito íntima. Moshivi 'aqeret habbayit, ele faz habitar a estéril da casa, isto é, dá à mulher estéril um lugar firme no lar, 'em-habbanim semeḥah, como mãe alegre de filhos. Na sociedade antiga, a esterilidade era uma das maiores dores que uma mulher podia sofrer. Não era apenas uma frustração pessoal; trazia vergonha social, insegurança econômica e, às vezes, a ameaça de ser substituída ou desprezada. A mulher sem filhos tinha um lugar precário na casa. O salmo diz que Deus lhe dá um lugar estável e a alegria da maternidade.

A Bíblia conhece muitas mulheres estéreis que Deus fez mães, e quase sempre os filhos delas tiveram papel decisivo na história da salvação: Sara, mãe de Isaque (Gn 11.30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 21.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Rebeca, mãe de Jacó (Gn 25.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Raquel, mãe de José (Gn 29.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 30.22-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); a mulher de Manoá, mãe de Sansão (Jz 13.2-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Ana, mãe de Samuel (1Sm 1.2, 19-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No Novo Testamento, Isabel, mãe de João Batista (Lc 1.7, 24-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O padrão é constante: onde a possibilidade humana se esgota, Deus abre um caminho. E os profetas usaram a mesma imagem para falar de Jerusalém desolada que voltaria a ter filhos (Is 54.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), texto que Paulo aplica à Jerusalém do alto, mãe de todos os que creem (Gl 4.26-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O salmo termina com o halelu-yah, fechando a moldura. Começou com o chamado ao louvor e termina com ele; entre os dois, o motivo do louvor: um Deus incomparavelmente alto, que se abaixa para levantar quem está no fundo.


✨ 4. Versículos-Chave

Sl 113.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) — O louvor ao nome que se estende de leste a oeste. O versículo dá ao louvor uma extensão universal, no tempo e no espaço. Ele anuncia o que Malaquias profetizará (Ml 1.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e o que o Novo Testamento verá começar: a adoração do Deus de Israel espalhando-se entre as nações. Paulo dirá que Deus deu a Jesus o nome que supera todos os outros, a fim de que a criação inteira se curve diante dele e o reconheça como Senhor, para a glória do Pai (Fp 2.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O nome que o salmo manda louvar de leste a oeste ganhou um rosto.

Sl 113.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) — A pergunta pelo Deus sem igual, entronizado no alto e inclinado para ver. É o coração teológico do salmo: a incomparabilidade de Deus está na união da majestade com a condescendência. Os deuses das nações eram distantes ou caprichosos; o Deus de Israel é altíssimo e, ao mesmo tempo, próximo dos humildes. A tradição cristã leu esses versículos como uma antecipação da encarnação, em que o Altíssimo desceu de fato até a condição humana.

Sl 113.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) — Do pó e do lixo para a mesa dos nobres. Os versículos repetem quase literalmente uma linha do cântico de Ana (1Sm 2.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e anunciam o tema do cântico de Maria (Lc 1.52-53 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). São a expressão mais concreta do que significa Deus se abaixar: não é apenas olhar com simpatia, mas mudar a sorte do humilhado. Paulo ensinará que Deus ressuscitou os crentes com Cristo e os fez assentar com ele nos lugares celestiais (Ef 2.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), a elevação mais alta que se pode imaginar.

Sl 113.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) — A casa e a alegria dadas à mulher sem filhos. O versículo traz o louvor para a intimidade da casa e da dor feminina. Ele ecoa as histórias de Sara, Rebeca, Raquel e Ana, e se cumpre de modo especial em Isabel e Maria, no começo do Evangelho de Lucas. Na tradição cristã, foi lido também como imagem da Igreja, que, nascida de um pequeno grupo de discípulos, gerou filhos em todas as nações (Is 54.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gl 4.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).


⛪ 5. Temas Teológicos Centrais

A transcendência e a condescendência de Deus. O salmo une duas verdades que o pensamento religioso tende a separar. Deus está acima de tudo, das nações e dos céus; ninguém se compara a ele. E esse mesmo Deus se abaixa para ver o que acontece na terra e para agir em favor dos humildes. Muitas religiões e filosofias imaginaram um deus tão alto que não se importa com os homens, ou um deus tão próximo que se confunde com o mundo. O Deus da Bíblia é ao mesmo tempo totalmente outro e totalmente presente. A sua grandeza não o afasta; ela torna possível a sua graça. É exatamente porque ninguém está acima dele que ele pode descer até onde quiser.

A inversão operada por Deus. O salmo pertence a uma linhagem de textos que celebram a inversão das posições humanas: o pobre levantado, o necessitado posto entre os nobres, a estéril feita mãe. O cântico de Ana (1Sm 2.1-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e o de Maria (Lc 1.46-55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) são os grandes representantes dessa linhagem, e Jesus a resumiu ao ensinar que a autopromoção termina em vergonha e a humildade termina na honra que Deus concede (Lc 14.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 18.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Essa inversão não é revolta social, mas revelação do caráter de Deus: ele não se impressiona com o que impressiona os homens, e escolhe o que o mundo despreza (1Co 1.26-29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Tg 2.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O nome do Senhor e o louvor universal. O salmo insiste no nome: louvar o nome, bendizer o nome, o nome louvado do nascente ao poente. O nome é a revelação de Deus na história, especialmente no Êxodo. E o salmo espera que esse nome seja conhecido e louvado em toda a terra, não só em Israel. Essa expectativa atravessa o Antigo Testamento (Sl 67 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Sl 117 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Is 45.22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e se cumpre na missão da Igreja, quando o evangelho começa a ser anunciado a todas as nações (Mt 28.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 1.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), até a visão final de uma multidão de todos os povos diante do trono (Ap 7.9-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O Deus que vê e age. O verbo ver, no v. 6, conecta o salmo à história do Êxodo, quando Deus viu a aflição do seu povo e desceu para libertá-lo (Ex 3.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O olhar de Deus na Bíblia é sempre um olhar que leva à ação. Agar chamou o Senhor de Deus que vê (Gn 16.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e esse ver significou a sua salvação no deserto. Para quem está no pó e no monturo, a primeira boa notícia é que Deus vê; a segunda é que ele não fica só olhando.


✝️ 6. Visão Cristocêntrica — Cristo neste Capítulo

6.1 — A Grande Narrativa: onde este capítulo se encontra no arco redentor?

O Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) se apoia na Criação: Deus está acima dos céus e da terra, que são obra sua, e o ser humano foi formado do pó. A Queda está presente na situação dos que o salmo descreve: o pobre no pó, o necessitado no monturo, a mulher estéril humilhada. O pó é a marca da morte que entrou no mundo pelo pecado. O salmo canta a Redenção em andamento, a ação de Deus que levanta os humildes, como fez no Êxodo, com Ana, com Davi e com tantos outros. Cantado na Páscoa, ele celebra a libertação de Israel do Egito, quando Deus viu, desceu e tirou os escravos da servidão para fazê-los povo seu. Na Redenção consumada, o Deus que se abaixa para ver desceu de fato: na encarnação, o Altíssimo veio até o pó, morreu, e ressuscitou para levantar consigo os que estavam caídos. E na Nova Criação, os que foram levantados do pó estarão assentados com Cristo no seu trono (Ap 3.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e o louvor ao nome do Senhor encherá a terra do nascente ao poente.

6.2 — O Deus que se abaixa: a encarnação como cumprimento do v. 6

O v. 6 diz que Deus se abaixa para olhar os céus e a terra. No Antigo Testamento, esse abaixamento era uma metáfora do cuidado de Deus. No Novo Testamento, tornou-se um acontecimento. O Filho eterno, que partilhava a condição divina, não tratou essa igualdade como algo a defender para si; abriu mão das suas prerrogativas, assumiu a condição de escravo, passou a existir como ser humano e desceu ainda mais, obedecendo até morrer, e morrer crucificado (Fp 2.6-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Paulo descreve uma descida em degraus: da glória à humanidade, da humanidade à servidão, da servidão à morte, da morte à morte mais vergonhosa. É o hammashpili do salmo, o que se abaixa, levado ao extremo.

Mas o hino de Filipenses não termina na descida. Por isso, diz Paulo, Deus o elevou ao lugar mais alto e lhe deu o nome que supera todos, de modo que o universo inteiro se ajoelhe diante de Jesus e o reconheça como Senhor, para a glória do Pai (Fp 2.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O salmo começou com o nome do Senhor louvado em toda a terra (vv. 1-3); Filipenses mostra que esse nome, agora, é confessado em Jesus. Os dois movimentos do Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), a altura incomparável e o abaixamento, encontram-se na mesma pessoa.

Jesus mostrou esse movimento num gesto concreto, na noite da última ceia, a mesma em que, provavelmente, cantou este salmo. João conta que, consciente da autoridade que recebera do Pai e da sua origem e do seu destino em Deus, Jesus deixou a mesa e, com uma toalha à cintura, pôs-se a lavar os pés dos discípulos (Jo 13.3-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Senhor de tudo se ajoelhou diante dos pés sujos de pescadores. Não é preciso forçar a conexão: o Deus do Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) que se abaixa e o Mestre que lava os pés revelam o mesmo coração.

6.3 — O cântico de Maria: o salmo cumprido no ventre de uma jovem pobre

O Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) e o cântico de Ana estão por trás de outro cântico, o de Maria, no início do Evangelho de Lucas (Lc 1.46-55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Maria, uma jovem de uma aldeia sem importância, engrandece o Senhor porque ele pôs os olhos na condição humilde da sua serva (Lc 1.48 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O verbo é de olhar, como no v. 6 do salmo: o Altíssimo se inclinou e viu. Ela reconhece as obras grandiosas que o Todo-Poderoso realizou na sua vida e proclama santo o nome dele (Lc 1.49 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), retomando o tema do nome. E canta a inversão que o salmo celebra: Deus derruba do poder os que se julgavam fortes e põe no alto os pequenos; sacia quem tem fome e deixa sem nada os que confiavam na própria riqueza (Lc 1.52-53 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Lucas coloca lado a lado duas mulheres que vivem o v. 9 do salmo de maneiras diferentes. Isabel, idosa e estéril, recebe um filho quando já não havia esperança (Lc 1.7, 24-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), 36). Maria, virgem, recebe um filho por obra do Espírito Santo (Lc 1.34-35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Nas duas, o padrão das matriarcas se repete e se supera: onde a possibilidade humana termina, Deus age. E o filho de Maria é aquele em quem todo o Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) encontra o seu centro: o Altíssimo que desceu até o ventre de uma mulher pobre, nasceu num lugar improvisado (Lc 2.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e cresceu numa cidade de que se duvidava que pudesse sair algo bom (Jo 1.46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Esta leitura não é tipologia arbitrária. Lucas constrói deliberadamente os seus primeiros capítulos com a linguagem dos salmos e dos cânticos do Antigo Testamento, e a ligação do Magnificat com o cântico de Ana e com o Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) é reconhecida pela grande maioria dos comentaristas.

6.4 — Levantados do pó, assentados com os príncipes

Os vv. 7-8 dizem que Deus levanta o pobre do pó e o faz sentar com os nobres. No Novo Testamento, essa elevação ganha uma dimensão que o salmista não podia imaginar. O pó é o lugar da morte (Gn 3.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Levantar do pó, em última instância, é ressuscitar. E foi isso que Deus fez com Cristo: o Filho que desceu até o pó da morte foi levantado e assentado à direita do Pai (Ef 1.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E Paulo diz que os crentes, que estavam sem vida por causa dos seus pecados, receberam vida junto com Cristo, foram levantados com ele e ganharam lugar ao lado dele no mundo celestial (Ef 2.4-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O v. 8 diz que Deus faz o pobre sentar com os príncipes do seu povo. Paulo diz que os crentes se sentam com o próprio Cristo. O Apocalipse vai além: a quem vencer, Cristo promete um lugar no seu próprio trono, do mesmo modo que ele, depois da vitória, tomou lugar no trono do Pai (Ap 3.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os que estavam no monturo, por causa do pecado e da morte, são levados ao lugar mais alto da criação, não por mérito, mas porque o Rei desceu até onde eles estavam.

Jesus mesmo contou uma parábola em que os convidados importantes recusam o banquete e o dono da casa manda buscar nas ruas e nos becos da cidade os pobres e os doentes que ninguém convidaria (Lc 14.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O banquete do Reino é o cumprimento do v. 8: os que estavam no monturo à mesa do Rei.

6.5 — O Evangelho no capítulo

O Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) é, num sentido profundo, um resumo do evangelho em nove versículos. Primeiro, ele afirma que Deus é incomparavelmente alto: acima das nações, acima dos céus, sem rival. Isso desfaz toda pretensão humana de chegar até ele por esforço próprio. Ninguém sobe até onde Deus está.

Depois, afirma que esse Deus se abaixa. Não é o ser humano que sobe; é Deus que desce. E ele desce até o fundo: até o pó, até o monturo, até a vergonha da mulher estéril. No evangelho, essa descida tem nome e data: Jesus, nascido de Maria, crucificado sob Pôncio Pilatos. O Altíssimo desceu até a morte.

Por fim, o salmo afirma que Deus, ao descer, levanta. Ele não desce só para olhar, mas para tirar o pobre do pó e sentá-lo com os príncipes. No evangelho, Cristo ressuscitou e leva consigo os que creem nele, do pó da morte ao trono da glória. Pregar o Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) é anunciar ao ouvinte que, por mais baixo que ele esteja, no pecado, na vergonha, na dor, na morte, o Deus altíssimo já desceu até lá em Cristo, e quer levantá-lo.

E o salmo termina, como começou, com o louvor. A resposta adequada a esse evangelho não é apenas a fé, mas a gratidão que se torna canto, do nascer ao pôr do sol.


🔗 7. Conexões Bíblicas (Teologia Bíblica Canônica)


🌍 8. Aplicação Prática Contemporânea com Fundamento Cristológico

Louve o nome do Senhor em todo tempo. O salmo convida a um louvor que não depende do momento litúrgico: do nascer ao pôr do sol. Para muitos crentes, o louvor ficou restrito ao domingo e ao templo. O salmo propõe que ele atravesse o dia: ao acordar, no trabalho, nas refeições, ao deitar. Não se trata de recitar fórmulas, mas de viver com a consciência de que tudo vem daquele cujo nome é digno de louvor, e que esse nome, agora, é o de Jesus.

Não confunda grandeza com distância. Muitas pessoas imaginam que Deus é grande demais para se importar com os seus problemas pequenos. O salmo desfaz essa ideia: o Deus que está acima dos céus é precisamente o que se abaixa para ver o pobre no monturo e a mulher sem filhos na sua dor. Em Cristo, essa proximidade tomou forma humana. Nenhuma dor sua é pequena demais para ele, e nenhum lugar em que você esteja é baixo demais para que ele chegue.

Aprenda a se abaixar. Se o Deus altíssimo se abaixa, os seus servos não podem viver olhando de cima. Jesus lavou os pés dos discípulos e mandou que eles fizessem o mesmo uns aos outros (Jo 13.14-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na prática, isso significa dar atenção a quem a sociedade ignora: o morador de rua, o idoso esquecido, o doente que ninguém visita, a pessoa que vive à margem por qualquer motivo. A Igreja que conhece o Deus do Salmo 113 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) não pode ser uma igreja de pessoas importantes que só convivem entre si.

Leve a sua vergonha a Deus. A mulher estéril do v. 9 representa todos os que carregam uma dor que traz vergonha: esterilidade, desemprego, divórcio, doença mental, fracasso. Há dores que as pessoas não contam porque têm medo de ser julgadas. O salmo diz que Deus vê exatamente essas dores e age a respeito delas. Isso não significa que todos os pedidos serão atendidos do modo como desejamos, pois nem toda mulher estéril recebeu filhos, e a Bíblia não esconde isso. Mas significa que nenhuma vergonha é definitiva diante do Deus que, em Cristo, carregou sobre si a vergonha da cruz (Hb 12.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e prometeu aos seus uma alegria que não lhes será arrancada (Jo 16.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Receba o seu lugar à mesa. O v. 8 diz que Deus faz o pobre sentar entre os príncipes. Muitos crentes vivem como se ainda estivessem no monturo, sentindo-se indignos, com medo de se aproximar de Deus. O evangelho diz que, em Cristo, você já foi levantado e assentado com ele (Ef 2.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Isso não é orgulho; é aceitar o lugar que a graça lhe deu.


🤔 9. Perguntas para Reflexão e Estudo

  1. O salmo repete a palavra "nome" três vezes nos vv. 1-3. O que significa louvar o nome do Senhor? Como Fp 2.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) ajuda a entender esse nome à luz de Cristo?
  2. Os vv. 5-6 unem a altura de Deus e o seu abaixamento. Por que essas duas verdades precisam estar juntas? O que acontece com a fé quando uma delas é esquecida?
  3. Compare os vv. 7-9 com o cântico de Ana (1Sm 2.1-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e com o cântico de Maria (Lc 1.46-55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quais temas se repetem? O que o cântico de Maria acrescenta?
  4. Como a encarnação, a morte e a ressurreição de Cristo cumprem o movimento do salmo, de cima para baixo e de baixo para cima?
  5. Quem são, na sua cidade e na sua igreja, as pessoas que estão no pó e no monturo? Que passos concretos você poderia dar para se abaixar até elas, como Cristo se abaixou?
  6. Para meditação e oração: pense numa área da sua vida em que você se sente no pó ou envergonhado. Leia devagar os vv. 5-9 e entregue essa área ao Deus que se abaixa, agradecendo porque, em Cristo, ele já desceu até você.

📚 10. Para Aprofundamento

Cristocêntrica / Teologia Bíblica:

  • Sidney Greidanus — Preaching Christ from the Old Testament (Eerdmans, 1999)
  • Christopher J. H. Wright — Conhecendo Jesus através do Antigo Testamento (Ultimato) / Knowing Jesus Through the Old Testament (IVP, 1992)
  • Dietrich Bonhoeffer — Das Gebetbuch der Bibel (1940), sobre os salmos como oração de Cristo com a Igreja
  • Richard Bauckham — God Crucified: Monotheism and Christology in the New Testament (Eerdmans, 1998), sobre a identidade divina de Jesus no hino de Filipenses

Comentários dos Salmos:

  • Derek Kidner — Salmos 73–150 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba): introdução e comentário (Vida Nova, série Cultura Bíblica)
  • Leslie C. Allen — Psalms 101–150 (Word Biblical Commentary)
  • Frank-Lothar Hossfeld e Erich Zenger — Psalms 3: A Commentary on Psalms 101–150 (Hermeneia, Fortress, 2011)
  • Nancy deClaissé-Walford, Rolf A. Jacobson e Beth LaNeel Tanner — The Book of Psalms (NICOT, Eerdmans, 2014)
  • James L. Mays — Psalms (Interpretation, John Knox, 1994)
  • Agostinho — Comentário aos Salmos (Paulus, coleção Patrística)

Sobre o Hallel e a Páscoa:

  • A Mishná, tratado Pesahim, capítulo 10, sobre a ordem da ceia pascal e o canto do Hallel

Sabedoria para o Cotidiano
O Deus que está acima de tudo não fica longe de ninguém: ele se abaixa para ver quem está no pó, no monturo e na vergonha, e não se contenta em olhar, mas levanta. Por mais baixo que você esteja hoje, não está fora do alcance dele; e por mais alto que esteja, não está dispensado de se abaixar pelos outros. Em Cristo, o Altíssimo desceu até a cruz e o túmulo para assentar consigo os que estavam caídos; louve o seu nome do nascer ao pôr do sol.

Ficou com alguma dúvida sobre este capítulo?

Pergunte ao Farol

Interpretação e comentários da Bíblia. Esta página não reproduz texto bíblico protegido: traz referência, interpretação e comentário.

Conteúdo criado com os recursos de inteligência artificial da plataforma, com a curadoria do Pastor Mário Levy. Ainda assim, a IA pode cometer erros — na dúvida, confira na própria Bíblia.