Antigo Testamento · Patriarcas
Adão
- Significado do nome
"Homem", "humanidade"; o nome faz jogo de palavras com o hebraico *adamah*, "solo", "terra", de onde o homem foi formado e para onde volta (Gn 2.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 3.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))
- Posição / vínculo com a Bíblia
Primeiro homem criado por Deus, à sua imagem, e pai de toda a humanidade; por sua desobediência entraram no mundo o pecado e a morte, e o Novo Testamento o apresenta como figura de Cristo, o último Adão (Rm 5.12-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Co 15.45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))
- Nascimento
Formado por Deus do pó da terra no sexto dia da criação e colocado no jardim do Éden (Gn 1.26-31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 2.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))
- Morte
Aos 930 anos (Gn 5.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))
- Testamento
Antigo Testamento
- Grupo
Patriarcas
- Onde aparece
Gn 1.26–5.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Cr 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Os 6.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 19.4-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 17.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Rm 5.12-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Co 15.21-22,45-49 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Tm 2.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jd 14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)
Síntese histórica
Adão é o primeiro ser humano da narrativa bíblica, formado por Deus do pó da terra e animado pelo fôlego de vida, criado à imagem e semelhança de Deus para governar a criação e cultivar o jardim do Éden (Gn 1.26-28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 2.7,15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Com Eva, sua mulher, viveu em comunhão com Deus até que, desobedecendo à única proibição recebida, comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e foi expulso do jardim (Gn 3.6,23-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A Escritura não permite datar sua vida; registra apenas que gerou Caim, Abel e Sete, entre outros filhos e filhas, e que morreu aos 930 anos (Gn 4.1-2,25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 5.3-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Novo Testamento volta a ele para explicar a origem do pecado e da morte e, sobretudo, para apresentar Jesus como o último Adão, cabeça de uma nova humanidade (Rm 5.12-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Co 15.22,45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
História
A criação do homem
No relato da criação, o ser humano é a última obra do sexto dia. Deus decide fazer o homem à sua imagem, conforme a sua semelhança, para que domine sobre os peixes, as aves, os animais e toda a terra; e o cria homem e mulher (Gn 1.26-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em seguida os abençoa, ordena que sejam fecundos, que encham a terra e a sujeitem, e lhes dá as plantas como alimento (Gn 1.28-30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ao contemplar tudo o que fizera, Deus viu que era muito bom (Gn 1.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
O segundo capítulo aproxima a câmera desse mesmo acontecimento. O Senhor Deus forma o homem do pó da terra e sopra em suas narinas o fôlego de vida, e o homem passa a ser alma vivente (Gn 2.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A cena reúne as duas dimensões do ser humano: feito de terra, frágil e dependente, mas animado diretamente por Deus. O nome Adão, ligado à palavra hebraica para "solo", guarda essa origem (Gn 2.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 3.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Paulo resumiria essa condição dizendo que o primeiro homem é da terra, terreno (1Co 15.47 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
No jardim do Éden
Deus plantou um jardim no Éden, ao oriente, e ali colocou o homem que havia formado. No jardim fez brotar árvores agradáveis e boas para comer, e no meio dele estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal; um rio saía do Éden e se dividia em quatro braços (Gn 2.8-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Adão recebeu do Criador uma vocação: cultivar e guardar o jardim (Gn 2.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O trabalho, portanto, faz parte do propósito original de Deus, e não é consequência do pecado. Recebeu também uma única proibição: podia comer de todas as árvores, menos da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comesse certamente morreria (Gn 2.16-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Então Deus declarou que não era bom que o homem estivesse só e decidiu fazer-lhe uma auxiliadora que lhe correspondesse (Gn 2.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Trouxe a ele os animais para ver que nome lhes daria, e Adão deu nome a todos eles — um exercício do domínio confiado ao ser humano —, mas entre eles não se achou ninguém que lhe correspondesse (Gn 2.19-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Deus fez cair sobre Adão um sono profundo, tomou uma de suas costelas e dela formou a mulher, trazendo-a até ele. Adão reconheceu nela alguém da sua própria natureza, osso dos seus ossos e carne da sua carne, e a chamou de varoa, porque do varão fora tomada (Gn 2.21-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O narrador tira daí o princípio do casamento: o homem deixa pai e mãe, une-se à sua mulher, e os dois se tornam uma só carne (Gn 2.24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ambos estavam nus e não sentiam vergonha (Gn 2.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus apelaria a esse texto para ensinar sobre a permanência do casamento (Mt 19.4-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Paulo, para falar do mistério da união entre Cristo e a igreja (Ef 5.31-32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A queda
A serpente, a mais astuta de todos os animais do campo, aproximou-se da mulher e pôs em dúvida a palavra de Deus: primeiro distorcendo a proibição, depois negando a ameaça de morte e sugerindo que Deus escondia deles algo bom, pois se comessem seriam como Deus, conhecedores do bem e do mal (Gn 3.1-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A mulher viu que a árvore era boa para comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento; tomou do fruto, comeu e deu também ao marido, que estava com ela, e ele comeu (Gn 3.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
O detalhe de que Adão estava com ela é importante: ele não foi enganado, mas desobedeceu conscientemente (1Tm 2.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A responsabilidade da queda recai, no Novo Testamento, sobre ele como representante da humanidade (Rm 5.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Os olhos dos dois se abriram, mas não para a glória prometida pela serpente: perceberam que estavam nus e cobriram-se com folhas de figueira (Gn 3.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quando ouviram a voz do Senhor Deus que andava no jardim, esconderam-se. Deus chamou o homem e perguntou onde ele estava. Adão confessou que tivera medo por estar nu; diante da pergunta se havia comido da árvore proibida, culpou a mulher — e, de modo indireto, o próprio Deus, que lha dera (Gn 3.8-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A mulher, por sua vez, culpou a serpente (Gn 3.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A comunhão foi substituída pelo medo, e a transparência, pela acusação.
Deus pronunciou então as consequências. À serpente anunciou a maldição e a inimizade entre ela e a mulher, entre a descendência dela e a descendência da mulher: esta lhe feriria a cabeça, e ela lhe feriria o calcanhar (Gn 3.14-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). À mulher anunciou dores no parto e tensão no relacionamento com o marido (Gn 3.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Adão disse que, por ter dado ouvidos à mulher e comido da árvore, a terra seria maldita por sua causa: ele comeria dela com fadiga todos os dias, ela produziria cardos e espinhos, e com o suor do rosto comeria o pão até voltar à terra, porque dela fora tomado — pó era e ao pó voltaria (Gn 3.17-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Mesmo depois da sentença, há sinais de graça. Adão deu à mulher o nome de Eva, por ser a mãe de todos os viventes (Gn 3.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — um nome que olha para a vida que continuaria, apesar da morte anunciada. E o próprio Deus fez vestes de peles para Adão e sua mulher e os vestiu (Gn 3.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Por fim, para que o homem não estendesse a mão e comesse também da árvore da vida e vivesse para sempre naquela condição, Deus o lançou fora do jardim, para cultivar a terra de onde fora tomado, e colocou querubins com uma espada flamejante para guardar o caminho da árvore da vida (Gn 3.22-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Fora do Éden
Fora do jardim, Adão e Eva tiveram filhos. Eva deu à luz Caim, reconhecendo que o adquirira com o auxílio do Senhor, e depois Abel; Caim tornou-se lavrador, e Abel, pastor de ovelhas (Gn 4.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A primeira família depois da queda conheceu logo a primeira morte: Caim, enciumado porque Deus se agradara da oferta de Abel e não da sua, matou o irmão no campo (Gn 4.3-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O pecado que entrara pela desobediência no jardim manifestava-se agora como violência entre irmãos.
Adão e Eva tiveram então outro filho, a quem Eva chamou Sete, dizendo que Deus lhe concedera outro descendente no lugar de Abel (Gn 4.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O registro genealógico observa que Adão gerou Sete à sua semelhança, conforme a sua imagem (Gn 5.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)): a imagem de Deus permanece na humanidade, mas agora transmitida por um pai caído. Nos dias de Enos, filho de Sete, começou-se a invocar o nome do Senhor (Gn 4.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e da linhagem de Sete viriam Enoque e Noé (Gn 5.6-32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Adão gerou ainda outros filhos e filhas, e todos os dias da sua vida foram 930 anos; e morreu (Gn 5.4-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A frase "e morreu", repetida ao longo da genealogia de Gênesis 5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), ecoa a advertência do jardim (Gn 2.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)): a morte, anunciada como consequência da desobediência, alcança de fato o primeiro homem e todos os seus descendentes. A Escritura não registra o local da morte nem do sepultamento de Adão.
Fé e fraquezas
A Bíblia é sóbria sobre a vida interior de Adão depois da queda. Não registra uma oração sua nem descreve seu arrependimento, e por isso o texto também deve silenciar onde ela silencia. Há, porém, indícios que muitos intérpretes leem como resposta de fé: o nome de Eva, "mãe de todos os viventes", dado logo depois de ouvir a promessa sobre a descendência da mulher (Gn 3.15,20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e o fato de que a vida da família continua sob o cuidado de Deus, até que a invocação do nome do Senhor se torne pública (Gn 4.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O livro da Sabedoria, deuterocanônico, afirma que a sabedoria divina guardou o primeiro homem e o levantou da sua queda (Sb 10.1-2), mas trata-se de uma leitura da tradição judaica, e não do relato de Gênesis.
Suas falhas, ao contrário, são expostas com clareza. Adão estava ao lado da mulher no momento da tentação e não reagiu (Gn 3.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); comeu sabendo da proibição, sem ter sido enganado (1Tm 2.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); escondeu-se de Deus e, confrontado, transferiu a culpa para a mulher e, indiretamente, para o Criador (Gn 3.10-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O primeiro pecado humano aparece, assim, não só como desobediência, mas também como fuga da responsabilidade.
Ao mesmo tempo, a narrativa mostra que Deus não abandona o homem caído: vai ao seu encontro com uma pergunta (Gn 3.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), anuncia uma promessa de vitória sobre a serpente (Gn 3.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e cobre a sua vergonha com vestes feitas por suas próprias mãos (Gn 3.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Legado
Adão abre a primeira genealogia de Crônicas, que vai dele até o povo de Israel (1Cr 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O profeta Oseias, segundo uma leitura possível do texto hebraico, compara a infidelidade de Israel à transgressão de Adão contra a aliança (Os 6.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No Novo Testamento, Lucas termina a genealogia de Jesus em Adão, chamado "filho de Deus" (Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), mostrando que Jesus pertence a toda a humanidade e não apenas a Israel; Paulo, em Atenas, afirma que Deus fez de um só toda a raça humana (At 17.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); e Judas identifica Enoque como o sétimo depois de Adão (Jd 14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Paulo usa a ordem da criação e da queda ao tratar da conduta na igreja (1Tm 2.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e, sobretudo, constrói sobre Adão sua explicação da origem do pecado e da morte: por um só homem o pecado entrou no mundo, e pelo pecado a morte, que passou a todos os homens (Rm 5.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na teologia cristã, esse ensino deu origem à doutrina do pecado original, a compreensão de que toda a humanidade foi afetada pela queda do seu primeiro representante.
Vale registrar que, na teologia contemporânea, há diferentes leituras sobre o gênero literário de Gênesis 1–3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) e sobre como relacioná-lo à ciência. Os autores do Novo Testamento, de todo modo, tratam Adão como pessoa real, inserida na genealogia de Jesus e na história da redenção (Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Rm 5.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Co 15.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Conexão com Cristo
O próprio Paulo afirma que Adão é figura daquele que havia de vir (Rm 5.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A comparação é feita por contraste: por uma só transgressão veio a condenação para todos, e por um só ato de justiça veio para todos a justificação que dá vida; pela desobediência de um só muitos se tornaram pecadores, e pela obediência de um só muitos se tornarão justos (Rm 5.18-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Onde o pecado abundou, a graça superabundou (Rm 5.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Adão e Cristo são os dois cabeças da humanidade: em Adão todos morrem, e em Cristo todos serão vivificados (1Co 15.21-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Paulo chama Jesus de último Adão. O primeiro foi feito alma vivente; o último, espírito que dá vida. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo, do céu. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial (1Co 15.45-49 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A imagem de Deus, desfigurada pela queda, é restaurada em Cristo, que é a própria imagem do Deus invisível (Cl 1.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Co 4.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e à cuja imagem os que creem estão sendo transformados (Rm 8.29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Cl 3.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A primeira promessa da Bíblia, feita logo depois da queda, aponta para ele: a descendência da mulher feriria a cabeça da serpente, sendo ferida no calcanhar (Gn 3.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A tradição cristã chamou esse versículo de protoevangelho, o primeiro anúncio do evangelho, e o Novo Testamento ecoa essa vitória ao dizer que o Filho nasceu de mulher (Gl 4.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), que por sua morte destruiu aquele que tinha o poder da morte (Hb 2.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e que Deus esmagará Satanás debaixo dos pés dos seus (Rm 16.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
O paralelo aparece também nas tentações. Logo depois de terminar a genealogia de Jesus em Adão (Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), Lucas narra a tentação de Jesus no deserto (Lc 4.1-13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)): onde o primeiro Adão caiu num jardim cheio de fartura, o último Adão venceu no deserto, com fome, respondendo ao tentador com a palavra de Deus. Na mesma linha, pode-se ver nos espinhos da coroa de Jesus (Mt 27.29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) uma imagem de que ele carrega a maldição pronunciada sobre a terra (Gn 3.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gl 3.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e a tradição cristã leu a formação de Eva do lado de Adão adormecido como prefiguração da igreja, nascida do lado aberto de Cristo na cruz (Jo 19.34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ef 5.31-32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). São leituras tipológicas que se apresentam com moderação, mas que expressam bem o centro da mensagem.
Por fim, o caminho para a árvore da vida, fechado por querubins quando Adão foi expulso do Éden (Gn 3.24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), é reaberto em Cristo: no fim da Bíblia, a árvore da vida reaparece na nova Jerusalém, com folhas para a cura das nações, e já não haverá maldição (Ap 22.2-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
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