Pular para o conteúdo
Farol Bíblico
Início

← Todos os personagens

Jesus Cristo — o centro das Escrituras

Para quem toda a Escritura aponta

Outros nomes

Cristo, Messias, Emanuel, Filho do Homem, Filho de Deus, Filho de Davi, Verbo, Cordeiro de Deus, Senhor, Jesus de Nazaré, o Nazareno

Significado do nome

Jesus, forma grega do hebraico Yeshua (o mesmo nome de Josué), "o Senhor salva" — nome dado porque ele salvaria o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Cristo (grego) e Messias (hebraico) significam "Ungido" (Jo 1.41 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Posição / vínculo com a Bíblia

O Filho eterno de Deus feito homem, o Messias prometido a Israel e o Salvador do mundo; a pessoa para quem toda a Escritura aponta e em quem ela se cumpre (Lc 24.27,44 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 5.39 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Morte

Jerusalém, crucificado sob Pôncio Pilatos, por volta do ano 30 ou 33 d.C.; ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus quarenta dias depois (1Co 15.3-4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 1.3,9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Síntese histórica

Jesus de Nazaré nasceu em Belém da Judeia nos últimos anos do reinado de Herodes, o Grande (Mt 2.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), cresceu em Nazaré, na Galileia (Lc 2.39-40,51-52 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e, por volta dos trinta anos, iniciou um ministério público de pregação, ensino e milagres (Lc 3.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Evangelho de João menciona ao menos três festas da Páscoa nesse período (Jo 2.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 6.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 11.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o que indica um ministério de cerca de três anos. Anunciou a chegada do Reino de Deus (Mc 1.14-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), chamou discípulos e escolheu doze apóstolos (Mc 3.13-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e foi crucificado em Jerusalém, numa festa da Páscoa, por ordem do governador romano Pôncio Pilatos (Jo 19.14-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Para os Evangelhos, porém, a história não termina na cruz: ao terceiro dia o túmulo foi encontrado vazio, e Jesus apareceu vivo a muitas testemunhas durante quarenta dias (1Co 15.3-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 1.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), antes de subir aos céus (At 1.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A fé cristã confessa que esse homem da Galileia é o Filho eterno de Deus que se fez carne (Jo 1.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o Messias prometido a Israel e o Senhor que há de voltar (At 1.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O centro das Escrituras

Na tarde do domingo da ressurreição, a caminho de Emaús, o próprio Jesus ensinou a dois discípulos a ler a Bíblia: começando por Moisés e passando por todos os profetas, explicou-lhes o que em todas as Escrituras se referia a ele (Lc 24.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pouco depois, diante dos apóstolos, nomeou as três partes da Bíblia hebraica — a Lei de Moisés, os Profetas e os Salmos — e afirmou que tudo o que nelas estava escrito a seu respeito precisava se cumprir (Lc 24.44-47 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Esse é o fundamento do método do Farol Bíblico. O próprio Jesus disse que as Escrituras dão testemunho dele (Jo 5.39 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e que Moisés escreveu a seu respeito (Jo 5.46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Paulo afirma que todas as promessas de Deus encontram nele o seu "sim" (2Co 1.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pedro ensina que os profetas investigaram com cuidado os sofrimentos de Cristo e a glória que viria depois (1Pe 1.10-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E a Carta aos Hebreus resume toda a história da revelação: Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras pelos profetas e, por último, falou pelo Filho (Hb 1.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Por isso, cada página da seção de Personagens termina com uma Conexão com Cristo — e todas elas convergem para esta página. Isso não significa que todo personagem seja uma "figura" de Jesus. A ligação acontece de modos diferentes:

Em todos os casos, a pergunta é a mesma que Jesus fez aos discípulos em Cesareia de Filipe: quem é ele (Mt 16.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))?

Quem é Jesus: verdadeiro Deus e verdadeiro homem

Verdadeiro Deus

O Evangelho de João começa antes da criação: o Verbo já existia no princípio, estava com Deus e era Deus, e por meio dele todas as coisas foram feitas (Jo 1.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus aplicou a si o nome divino revelado a Moisés, "Eu Sou" (Jo 8.58 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Êx 3.14), afirmou ser um com o Pai (Jo 10.30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), perdoou pecados — algo que seus ouvintes reconheceram como prerrogativa exclusiva de Deus (Mc 2.5-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — e aceitou ser adorado (Mt 14.33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 28.9,17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Tomé, diante do Ressuscitado, chamou-o de Senhor e Deus (Jo 20.28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os apóstolos ensinam que nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), que ele é a expressão exata do ser de Deus (Hb 1.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e o criador e sustentador de todas as coisas (Cl 1.15-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Verdadeiro homem

Ao mesmo tempo, Jesus nasceu de mulher (Gl 4.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), cresceu em sabedoria, em estatura e em graça (Lc 2.52 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), sentiu fome (Mt 4.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), cansaço (Jo 4.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e sede (Jo 19.28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), chorou diante do túmulo de um amigo (Jo 11.35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e experimentou profunda angústia no Getsêmani (Mt 26.37-38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Foi tentado em tudo como nós, mas sem pecado (Hb 4.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e precisou tornar-se semelhante aos seus irmãos para ser um sumo sacerdote misericordioso (Hb 2.14-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É por ser homem que pode ser o único mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Uma só pessoa

Paulo descreve o mistério em um hino: aquele que existia na forma de Deus não se apegou à sua igualdade com Deus, mas esvaziou-se, assumindo a forma de servo e fazendo-se semelhante aos homens, e humilhou-se até a morte de cruz (Fp 2.5-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A igreja antiga, refletindo sobre esses textos, confessou no Concílio de Niceia (325 d.C.) que o Filho é da mesma substância do Pai e, no Concílio de Calcedônia (451 d.C.), que Cristo é uma só pessoa em duas naturezas, divina e humana, sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação. Essas formulações, que pertencem à história da igreja e não ao texto bíblico, são até hoje a confissão comum das principais tradições cristãs — católica, ortodoxa e protestantes.

História

A promessa antes do nascimento

Os Evangelhos apresentam Jesus como o ponto de chegada de uma longa história. Mateus abre o Novo Testamento com sua genealogia a partir de Abraão, passando por Davi (Mt 1.1-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Lucas a recua até Adão, o primeiro homem (Lc 3.23-38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). As duas genealogias diferem em vários nomes, e os estudiosos propõem explicações diferentes — por exemplo, que uma seguiria a linhagem legal de José e a outra a linhagem natural, possivelmente por Maria. O ponto comum é claro: Jesus é herdeiro das promessas feitas a Abraão e a Davi e o novo começo da humanidade.

Anunciação e nascimento

O anjo Gabriel anunciou a Maria, uma virgem de Nazaré prometida em casamento a José, da casa de Davi, que ela conceberia pelo poder do Espírito Santo e daria à luz um filho chamado Jesus, a quem Deus daria o trono de Davi para sempre (Lc 1.26-38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). José, ao saber da gravidez, pensou em deixá-la em segredo, mas, orientado em sonho, recebeu Maria como esposa (Mt 1.18-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mateus vê nesse nascimento o cumprimento de Is 7.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba): o menino é o Emanuel, "Deus conosco" (Mt 1.22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Um recenseamento ordenado por César Augusto levou o casal a Belém, cidade de Davi, onde Jesus nasceu e foi deitado numa manjedoura (Lc 2.1-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — cumprindo a profecia de Mq 5.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Mt 2.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A relação desse recenseamento com o governo de Quirino na Síria (Lc 2.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) é discutida pelos estudiosos, e o nascimento é situado, em geral, entre 6 e 4 a.C., pouco antes da morte de Herodes, que Flávio Josefo permite datar por volta de 4 a.C. Os primeiros a receber a notícia foram pastores dos campos de Belém (Lc 2.8-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A infância

Ao oitavo dia, o menino foi circuncidado e recebeu o nome de Jesus (Lc 2.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na apresentação no templo, o idoso Simeão reconheceu nele a salvação preparada por Deus, luz para os gentios e glória de Israel, e a profetisa Ana falou dele a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém (Lc 2.22-38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Magos vindos do Oriente, guiados por uma estrela, vieram adorá-lo (Mt 2.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Diante da ameaça de Herodes, José fugiu com a família para o Egito (Mt 2.13-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e o rei mandou matar os meninos de Belém (Mt 2.16-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Após a morte de Herodes, a família se estabeleceu em Nazaré (Mt 2.19-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Aos doze anos, numa peregrinação de Páscoa, Jesus ficou em Jerusalém e foi encontrado no templo entre os mestres, ouvindo e perguntando; à mãe, disse que lhe convinha estar nas coisas de seu Pai (Lc 2.41-52 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Depois disso, os Evangelhos silenciam por cerca de dezoito anos. Sabe-se apenas que era conhecido em Nazaré como o carpinteiro (Mc 6.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e o filho do carpinteiro (Mt 13.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e que tinha irmãos e irmãs (Mc 6.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — cuja relação exata com Jesus é entendida de modos diferentes pelas tradições cristãs.

Batismo e tentação

No décimo quinto ano do imperador Tibério — por volta de 28 ou 29 d.C. —, João Batista começou a pregar no deserto da Judeia o arrependimento para o perdão dos pecados (Lc 3.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 3.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus veio da Galileia e foi batizado por ele no Jordão. Ao sair da água, o Espírito desceu sobre ele como uma pomba e a voz do Pai o declarou Filho amado (Mt 3.13-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — uma cena em que o Pai, o Filho e o Espírito aparecem juntos.

Em seguida, o Espírito o conduziu ao deserto, onde jejuou quarenta dias e foi tentado pelo diabo (Mt 4.1-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 4.1-13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A cada tentação, Jesus respondeu com palavras do Deuteronômio (Dt 8.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Dt 6.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Dt 6.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Onde Israel, nos quarenta anos de deserto, havia murmurado e falhado, o Filho permaneceu fiel; e onde Adão havia cedido no jardim, o novo Adão resistiu — não é por acaso que Lucas coloca a tentação logo depois da genealogia que termina em "Adão, filho de Deus" (Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 4.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Primeiros discípulos e primeiros sinais

Ao ver Jesus, João Batista o apontou como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Dois discípulos de João passaram a segui-lo; um deles, André, levou o irmão, Simão, a quem Jesus chamou Cefas, isto é, Pedro; depois vieram Filipe e Natanael (Jo 1.35-51 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em Caná da Galileia, numa festa de casamento, Jesus transformou água em vinho, o primeiro de seus sinais (Jo 2.1-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em Jerusalém, expulsou os vendedores do templo e falou do santuário do seu corpo, que seria destruído e levantado em três dias (Jo 2.13-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Conversou de noite com Nicodemos sobre o novo nascimento (Jo 3.1-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e, junto ao poço de Jacó, revelou-se como o Messias a uma mulher samaritana (Jo 4.1-42 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O ministério na Galileia

Na sinagoga de Nazaré, Jesus leu a profecia de Is 61.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) e declarou que ela se cumpria naquele dia; seus conterrâneos, porém, o rejeitaram (Lc 4.16-30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Fez de Cafarnaum, à beira do mar da Galileia, o centro de sua atividade (Mt 4.13-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Chamou pescadores para segui-lo (Mc 1.16-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e também um cobrador de impostos, Mateus (Mt 9.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e, depois de uma noite de oração, escolheu os doze apóstolos (Lc 6.12-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Seu ensino tinha uma autoridade que espantava os ouvintes (Mc 1.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No Sermão do Monte, apresentou a vida do Reino de Deus, levando a Lei ao seu sentido mais profundo (Mt 5–7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em parábolas, mostrou o Reino como semente que cresce, tesouro escondido e rede lançada ao mar (Mt 13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Acolheu pecadores e comeu com eles, o que escandalizava os líderes religiosos (Lc 7.36-50 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 15.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e entrou em conflito com os fariseus sobre o sábado, declarando-se senhor do sábado (Mc 2.23–3.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os milagres acompanharam a pregação como sinais do Reino: purificou leprosos (Mc 1.40-45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), curou e perdoou um paralítico (Mc 2.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), acalmou a tempestade (Mc 4.35-41 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), libertou um endemoninhado em Gerasa (Mc 5.1-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), curou uma mulher doente havia doze anos e ressuscitou a filha de Jairo (Mc 5.21-43 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), além do filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A multiplicação dos pães para cinco mil homens é o único milagre, além da ressurreição, narrado pelos quatro Evangelhos (Mt 14.13-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 6.30-44 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 9.10-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 6.1-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); logo depois, Jesus andou sobre as águas (Mt 14.22-33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e se apresentou como o pão da vida (Jo 6.35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A confissão de Pedro e a transfiguração

Perto de Cesareia de Filipe, Jesus perguntou aos discípulos quem diziam que ele era, e Pedro respondeu que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.13-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A partir de então, Jesus começou a anunciar claramente que precisava sofrer, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia (Mc 8.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 9.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 10.33-34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pouco depois, num monte alto, foi transfigurado diante de Pedro, Tiago e João; Moisés e Elias — a Lei e os Profetas — conversavam com ele sobre a partida que ele cumpriria em Jerusalém, e a voz do Pai ordenou que o ouvissem (Mt 17.1-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 9.28-36 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O caminho para Jerusalém

Lucas registra que Jesus decidiu firmemente seguir para Jerusalém (Lc 9.51 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No caminho, contou algumas de suas parábolas mais conhecidas: o bom samaritano (Lc 10.25-37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho pródigo (Lc 15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o fariseu e o publicano (Lc 18.9-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em Betânia, ressuscitou Lázaro, morto havia quatro dias, depois de se declarar a ressurreição e a vida (Jo 11.1-44 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — e esse sinal levou o Sinédrio a decidir sua morte (Jo 11.45-53 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em Jericó, devolveu a visão ao cego Bartimeu (Mc 10.46-52 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e entrou na casa de Zaqueu, resumindo sua missão: buscar e salvar o perdido (Lc 19.1-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A última semana

Seis dias antes da Páscoa, Maria de Betânia ungiu os pés de Jesus com perfume caro, e ele interpretou o gesto como preparação para o seu sepultamento (Jo 12.1-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No dia seguinte, Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho, aclamado como o filho de Davi, cumprindo Zc 9.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Mt 21.1-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Purificou o templo (Mc 11.15-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), enfrentou as perguntas dos líderes religiosos (Mt 21.23–22.46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), lamentou sobre Jerusalém (Mt 23.37-39 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e, no monte das Oliveiras, falou da destruição do templo e de sua volta gloriosa (Mt 24–25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Enquanto isso, Judas Iscariotes combinou entregá-lo por trinta moedas de prata (Mt 26.14-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Na última noite, Jesus celebrou a Páscoa com os Doze e deu ao pão e ao cálice um novo sentido: seu corpo entregue e a nova aliança em seu sangue (Lc 22.7-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Co 11.23-26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Lavou os pés dos discípulos (Jo 13.1-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), anunciou a traição de Judas e a negação de Pedro (Jo 13.21-38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), consolou-os com a promessa do Espírito Santo (Jo 14–16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e orou por eles e por todos os que creriam por meio deles (Jo 17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No Getsêmani, em agonia, submeteu-se à vontade do Pai (Mt 26.36-46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 22.39-46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ali foi preso, depois que Judas o identificou com um beijo (Mt 26.47-56 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 18.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O julgamento

Jesus foi levado primeiro a Anás (Jo 18.12-14,19-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e depois ao sumo sacerdote Caifás e ao Sinédrio. Interrogado se era o Cristo, o Filho do Bendito, respondeu afirmativamente e falou do Filho do Homem assentado à direita do Poder, vindo com as nuvens do céu (Mc 14.61-64 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Dn 7.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — e foi condenado por blasfêmia. Naquela mesma noite, Pedro o negou três vezes (Lc 22.54-62 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Pela manhã, o Sinédrio o entregou a Pôncio Pilatos (Lc 22.66–23.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pilatos o interrogou sobre ser rei, e Jesus respondeu que seu reino não é deste mundo (Jo 18.33-38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Enviado a Herodes Antipas, foi escarnecido e devolvido (Lc 23.6-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pilatos declarou por três vezes não encontrar culpa nele (Lc 23.4,14,22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), mas, pressionado pela multidão, soltou Barrabás e entregou Jesus para ser crucificado (Mt 27.15-26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), depois de mandar açoitá-lo; os soldados o coroaram de espinhos e zombaram dele (Jo 19.1-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Judas, tomado de remorso, devolveu o dinheiro e tirou a própria vida (Mt 27.3-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A cruz

Simão de Cirene foi obrigado a carregar a cruz (Mc 15.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Jesus foi crucificado no lugar chamado Gólgota, entre dois criminosos (Jo 19.17-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Sobre sua cabeça, uma inscrição em hebraico, latim e grego o identificava como rei dos judeus (Jo 19.19-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os soldados repartiram suas vestes, como estava escrito em Sl 22.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Jo 19.23-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os Evangelhos registram sete palavras de Jesus na cruz: pediu ao Pai que perdoasse os que o crucificavam (Lc 23.34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); prometeu ao criminoso arrependido que estaria com ele no paraíso (Lc 23.39-43 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); confiou sua mãe ao discípulo amado (Jo 19.25-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); clamou com as palavras do Sl 22.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), expressando o desamparo de quem carregava o pecado (Mt 27.46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); disse que tinha sede (Jo 19.28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); declarou "Está consumado" (Jo 19.30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); e entregou o espírito nas mãos do Pai, com palavras do Sl 31.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Lc 23.46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Houve trevas sobre a terra do meio-dia às três da tarde (Mt 27.45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e, quando Jesus morreu, o véu do santuário rasgou-se de alto a baixo (Mt 27.51 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — sinal de que o acesso a Deus estava aberto (Hb 10.19-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Um centurião romano reconheceu que aquele homem era o Filho de Deus (Mc 15.39 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Para confirmar a morte, um soldado lhe traspassou o lado, e João vê ali o cumprimento das Escrituras: nenhum osso lhe foi quebrado, como no cordeiro pascal, e olhariam para aquele a quem traspassaram (Jo 19.31-37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Êx 12.46; Zc 12.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). José de Arimateia e Nicodemos o sepultaram num túmulo novo, escavado na rocha (Jo 19.38-42 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 27.57-60 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e a entrada foi selada e guardada (Mt 27.62-66 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A ressurreição

No primeiro dia da semana, mulheres que tinham seguido Jesus foram ao túmulo e o encontraram vazio, e receberam a notícia de que ele havia ressuscitado (Mt 28.1-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 16.1-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 24.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Maria Madalena foi a primeira a vê-lo e a anunciar aos discípulos que tinha visto o Senhor (Jo 20.1-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pedro e João correram ao sepulcro e viram os lençóis deixados ali (Jo 20.3-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Naquele mesmo dia, Jesus caminhou com dois discípulos para Emaús e foi reconhecido ao partir o pão (Lc 24.13-35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); à noite, apareceu aos discípulos reunidos, mostrou as mãos e o lado e comeu diante deles (Lc 24.36-43 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 20.19-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Oito dias depois, levou Tomé da dúvida à confissão (Jo 20.24-29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Junto ao mar da Galileia, restaurou Pedro, que o havia negado três vezes, perguntando-lhe três vezes se o amava (Jo 21.1-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Paulo registra ainda aparições a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a Tiago e, por último, a ele mesmo (1Co 15.5-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Esse resumo de 1Co 15.3-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) é, segundo muitos estudiosos, uma fórmula de fé recebida por Paulo poucos anos após a crucificação — um dos testemunhos mais antigos do cristianismo.

Ascensão e envio

Antes de partir, Jesus enviou os discípulos a fazer discípulos de todas as nações, prometendo estar com eles até o fim dos tempos (Mt 28.18-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e anunciou que receberiam poder do Espírito Santo para serem suas testemunhas até os confins da terra (At 1.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quarenta dias depois da ressurreição, foi elevado ao céu diante deles, e dois homens vestidos de branco anunciaram que ele voltaria da mesma forma (Lc 24.50-53 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 1.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Dez dias depois, no Pentecostes, o Espírito foi derramado, e Pedro proclamou que Deus havia feito Senhor e Cristo aquele Jesus que fora crucificado (At 2.1-4,32-36 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Ressuscitado continuou a se manifestar: a Estêvão, no momento do martírio (At 7.55-56 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); a Saulo, no caminho de Damasco (At 9.3-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); e a João, na ilha de Patmos (Ap 1.9-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A obra de Cristo

A encarnação e a vida obediente

Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei (Gl 4.4-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus veio para fazer a vontade do Pai (Hb 10.5-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 4.34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e sua obediência perfeita é o reverso da desobediência de Adão: assim como por um só homem muitos se tornaram pecadores, por um só muitos serão feitos justos (Rm 5.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A cruz

O Novo Testamento descreve a morte de Jesus com várias imagens que se completam. É resgate: o Filho do Homem veio para servir e dar a vida em resgate por muitos (Mc 10.45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É substituição: ele carregou nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro (1Pe 2.24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o justo pelos injustos (1Pe 3.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), aquele que não conheceu pecado feito pecado por nós (2Co 5.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), como anunciara Is 53.4-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba). É propiciação: a oferta que satisfaz a justiça de Deus e demonstra o seu amor (Rm 3.25-26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Jo 2.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Jo 4.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É reconciliação: Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (2Co 5.18-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É vitória: na cruz, Cristo despojou os poderes do mal e libertou os que viviam escravizados pelo medo da morte (Cl 2.13-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 2.14-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E é o sangue da nova aliança (Lc 22.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 9.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), um sacrifício oferecido uma única vez e para sempre (Hb 9.26-28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 10.10-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A ressurreição

Se Cristo não ressuscitou, diz Paulo, a fé é inútil; mas ele ressuscitou como primícias dos que dormem (1Co 15.17-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A ressurreição declara Jesus Filho de Deus com poder (Rm 1.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), confirma que a obra da cruz foi aceita — ele foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para a nossa justificação (Rm 4.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — e garante a ressurreição futura dos que pertencem a ele (1Co 15.20-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A ascensão e a intercessão

Exaltado à direita de Deus (Hb 1.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 2.33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), Cristo vive sempre para interceder pelos seus (Hb 7.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Rm 8.34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Jo 2.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), enviou o Espírito Santo (Jo 16.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 2.33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e foi preparar lugar para os que nele creem (Jo 14.2-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A volta

O mesmo Jesus que subiu ao céu há de voltar (At 1.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 14.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Sua vinda será visível e gloriosa (Mt 24.30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), os mortos em Cristo ressuscitarão (1Ts 4.16-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), ele julgará o mundo com justiça (At 17.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Co 5.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e fará novas todas as coisas (Ap 21.1-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). As tradições cristãs divergem em vários detalhes da ordem dos acontecimentos finais, mas confessam juntas a esperança que encerra a Bíblia: a oração pela vinda do Senhor Jesus (Ap 22.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Profeta, Sacerdote e Rei

No antigo Israel, três ofícios eram exercidos por pessoas ungidas com óleo: o de profeta (1Rs 19.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o de sacerdote (Êx 29.7; Lv 8.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e o de rei (1Sm 16.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus, o Cristo — isto é, o Ungido —, reúne os três em si. Essa leitura aparece já em Eusébio de Cesareia, no século IV (História Eclesiástica, livro I, capítulo 3), e foi sistematizada por João Calvino nas Institutas da Religião Cristã (livro II, capítulo 15), tornando-se clássica na teologia cristã.

Profeta

Moisés anunciou que Deus levantaria um profeta semelhante a ele, a quem o povo deveria ouvir (Dt 18.15-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Pedro aplica essa promessa a Jesus (At 3.22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O povo o reconheceu como grande profeta (Lc 7.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 24.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e na transfiguração o Pai ordenou: que o ouçam (Mt 17.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas Jesus é mais que profeta: os profetas traziam a palavra de Deus; ele é a própria Palavra (Jo 1.1,14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), aquele que revela o Pai (Jo 1.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e por meio de quem Deus falou de modo definitivo (Hb 1.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Sacerdote

O Sl 110.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) anunciava um sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque, e a Carta aos Hebreus mostra que esse sacerdote é Cristo (Hb 5.5-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Diferentemente dos sacerdotes de Israel, que morriam e ofereciam sacrifícios repetidos também por seus próprios pecados, Jesus é santo, permanece para sempre e ofereceu um único sacrifício (Hb 7.23-28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ele é, ao mesmo tempo, o sacerdote e a oferta: ofereceu a si mesmo a Deus (Hb 9.11-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ef 5.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Por isso, os que creem podem aproximar-se com confiança do trono da graça (Hb 4.14-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Rei

Deus prometeu a Davi um descendente cujo trono seria firmado para sempre (2Sm 7.12-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Isaías anunciou um menino em cujos ombros estaria o governo, sem fim para a paz (Is 9.6-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O anjo aplica essas promessas a Jesus (Lc 1.32-33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), os magos o procuram como rei dos judeus (Mt 2.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e ele mesmo se declara rei diante de Pilatos, embora seu reino não seja deste mundo (Jo 18.33-37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É um rei que entra montado num jumentinho (Zc 9.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 21.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e define a grandeza como serviço (Mc 10.42-45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Exaltado depois da cruz, recebeu o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); reinará até que todos os seus inimigos sejam vencidos (1Co 15.24-28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e será reconhecido como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 11.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ap 19.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Cristo em toda a Escritura

Seguindo a divisão usada pelo próprio Jesus — a Lei, os Profetas e os Salmos (Lc 24.44 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) —, é possível percorrer a Bíblia inteira observando três formas de ligação com Cristo: promessas e profecias, que anunciam o que ele faria; figuras, isto é, pessoas, instituições e acontecimentos que o Novo Testamento apresenta como sombras da realidade que viria (Cl 2.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 10.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); e grandes linhas temáticas — aliança, templo, sacrifício, reino —, que atravessam a Escritura e encontram nele o seu ponto final.

Na Lei (Gênesis a Deuteronômio)

Nos livros históricos

Nos livros poéticos e sapienciais

Nos profetas

Nos Evangelhos e em Atos

Os quatro Evangelhos oferecem quatro retratos do mesmo Senhor. Mateus o apresenta como o Rei messiânico, filho de Davi e filho de Abraão, em quem as Escrituras se cumprem (Mt 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 1.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Marcos, como o Filho de Deus que age com poder e veio para servir e dar a vida (Mc 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 10.45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Lucas, como o Salvador de todos, que busca o perdido (Lc 2.10-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 19.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). João, como o Verbo eterno que se fez carne, revelado em sinais e nas declarações "Eu Sou", para que o leitor creia e tenha vida (Jo 1.1,14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 20.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Atos narra o que Jesus continuou a fazer e a ensinar, agora pelo Espírito, por meio da igreja (At 1.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), com uma pregação centrada na cruz e na ressurreição (At 2.22-36 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 13.26-39 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Nas cartas

As cartas desenvolvem quem é Cristo e o que significa estar unido a ele. Romanos mostra a justiça de Deus revelada nele (Rm 3.21-26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). 1 Coríntios resume a pregação apostólica em Cristo crucificado (1Co 2.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e ressuscitado (1Co 15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Gálatas afirma que o cristão vive pela fé no Filho de Deus, que o amou e se entregou por ele (Gl 2.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Efésios apresenta o plano de Deus de reunir em Cristo todas as coisas (Ef 1.3-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Filipenses canta sua humilhação e exaltação (Fp 2.5-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Colossenses, sua supremacia sobre toda a criação (Cl 1.15-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Hebreus mostra que ele é superior aos anjos, a Moisés e ao sacerdócio de Arão (Hb 1–10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Tiago chama-o de Senhor da glória (Tg 2.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Pedro, de cordeiro sem defeito e pastor das almas (1Pe 1.18-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Pe 2.21-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); João, da Palavra da vida que foi vista e tocada (1Jo 1.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

No Apocalipse

O último livro da Bíblia se apresenta como revelação de Jesus Cristo (Ap 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ele aparece glorioso entre os candelabros, como aquele que esteve morto e vive para sempre (Ap 1.12-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); como o Leão da tribo de Judá que é, ao mesmo tempo, o Cordeiro que foi morto (Ap 5.5-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); como o cavaleiro fiel e verdadeiro, Rei dos reis (Ap 19.11-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); como a luz da nova Jerusalém (Ap 21.22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); e como o Alfa e o Ômega, a raiz e a descendência de Davi e a brilhante estrela da manhã (Ap 22.13,16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Bíblia, que começou com a promessa de Gn 3.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), termina com a promessa de sua vinda (Ap 22.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os personagens que apontam para Cristo

Aqui convergem as seções Conexão com Cristo de todas as páginas de Personagens. A lista segue os grupos da seção e indica, em uma linha, como cada vida se relaciona com Jesus. Nos casos em que o Novo Testamento não faz a ligação de modo explícito, ela vem assinalada com moderação.

Patriarcas

Juízes

Reis

Profetas

Sacerdotes

Mulheres da Bíblia

Apóstolos e discípulos

Outros

Os nomes e títulos de Jesus

A Escritura usa muitos nomes para Jesus, e cada um revela uma face de quem ele é:

Os "Eu Sou" do Evangelho de João

No quarto Evangelho, Jesus usa sete vezes a expressão "Eu Sou" seguida de uma imagem:

Além delas, usa a expressão de forma absoluta, ecoando o nome de Deus revelado a Moisés (Jo 8.58 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 18.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Êx 3.14).

O testemunho fora da Bíblia

A fonte principal sobre Jesus é o Novo Testamento. Mas autores não cristãos do primeiro e do início do segundo século também o mencionam:

  • Flávio Josefo, historiador judeu, nas Antiguidades Judaicas (por volta de 93 d.C.), refere-se a Jesus em duas passagens. A primeira (livro 18, 63-64) descreve-o como um homem sábio, condenado à cruz por Pilatos; a maioria dos estudiosos entende que copistas cristãos acrescentaram frases ao texto, mas que há um núcleo original. A segunda (livro 20, 200), de autenticidade amplamente aceita, relata a execução de Tiago, "irmão de Jesus, chamado Cristo", em 62 d.C.
  • Tácito, historiador romano, nos Anais (livro 15, 44, por volta de 116 d.C.), ao narrar a perseguição de Nero após o incêndio de Roma em 64 d.C., informa que Cristo, de quem os cristãos tiravam o nome, fora executado por Pôncio Pilatos no reinado de Tibério.
  • Plínio, o Jovem, governador da Bitínia, numa carta ao imperador Trajano (Cartas, livro 10, 96, por volta de 112 d.C.), relata que os cristãos se reuniam antes do amanhecer para cantar hinos a Cristo como a um deus.
  • Suetônio, na Vida de Cláudio (25.4), menciona a expulsão de judeus de Roma por agitações ligadas a um certo "Chrestus" — provavelmente uma referência confusa a Cristo, episódio que se relaciona com At 18.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); a identificação é debatida.
  • A arqueologia confirmou personagens do relato da paixão: uma inscrição encontrada em Cesareia Marítima, em 1961, menciona Pôncio Pilatos como prefeito da Judeia; e um ossuário descoberto em Jerusalém, em 1990, traz o nome de um Caifás que muitos estudiosos identificam com o sumo sacerdote. Escavações também revelaram lugares citados por João, como os tanques de Betesda (Jo 5.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e de Siloé (Jo 9.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Com base nessas fontes e no estudo crítico dos Evangelhos, há amplo consenso entre os historiadores — cristãos ou não — de que Jesus existiu, foi batizado por João e foi crucificado sob Pôncio Pilatos. Estudiosos sem compromisso de fé, como Bart D. Ehrman (Did Jesus Exist?, 2012) e E. P. Sanders (The Historical Figure of Jesus, 1993), sustentam essa posição. A história, porém, chega até a cruz e ao testemunho dos discípulos de que o viram vivo; a confissão de que ele é o Senhor ressuscitado é a resposta da fé (Jo 20.29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Como o Farol Bíblico lê a Bíblia a partir de Cristo

Esta página também explica o método que orienta todo o acervo:

  1. Cristo é o centro, não um atalho. Antes de ligar um texto a Cristo, é preciso entender o que ele significava em seu próprio contexto — para o autor e para os primeiros leitores. A ligação com Cristo vem depois, e não no lugar desse sentido.
  2. O Novo Testamento é o guia. Sempre que possível, a conexão se apoia no modo como o próprio Novo Testamento lê o Antigo, como em Lc 24.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), Jo 3.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), Rm 5.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), Gl 3.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) e Hb 7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba).
  3. Tipologia, sim; alegoria sem base, não. Tipologia é a correspondência real entre pessoas, acontecimentos ou instituições históricas e a obra de Cristo — o próprio Paulo usa a palavra typos, "figura", em Rm 5.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) e 1Co 10.6,11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), e Hebreus fala de sombras da realidade (Hb 8.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 10.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Alegoria sem base é atribuir a cada detalhe um sentido escondido que o texto não sustenta. Quando a ligação não tem apoio explícito no Novo Testamento, ela é apresentada com moderação.
  4. Quatro modos de conexão: promessa e linhagem, figura, testemunho e contraste — como explicado no início desta página.
  5. Graça nas fraquezas. A Bíblia não esconde o pecado de seus personagens, e o Farol Bíblico também não. Em cada fracasso humano aparece a necessidade de um Salvador — e a graça de Deus agindo apesar de tudo.

Agostinho de Hipona expressou esse princípio em uma fórmula que se tornou clássica: o Novo Testamento está oculto no Antigo, e o Antigo se revela no Novo (Questões sobre o Heptateuco, livro 2, questão 73).

Uma resposta pessoal

João encerra seu Evangelho dizendo que muitos outros sinais não foram registrados, mas que aqueles foram escritos para que o leitor creia que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, crendo, tenha vida em seu nome (Jo 20.30-31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Toda a Bíblia — e todas as vidas que ela narra — conduz à mesma pergunta que Jesus fez aos seus discípulos: e vocês, quem dizem que eu sou (Mt 16.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))?

O convite continua aberto: Jesus chama a si os cansados e sobrecarregados e promete descanso (Mt 11.28-30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); quem confessa com a boca que ele é Senhor e crê no coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos será salvo (Rm 10.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E a resposta de Pedro, quando muitos deixaram de seguir Jesus, permanece como a de todos os que encontraram nele o centro das Escrituras e da vida: a quem iremos? Só ele tem as palavras da vida eterna (Jo 6.68 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

← Todos os personagens↑ Voltar ao topo