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Antigo Testamento · Profetas

Balaão

Significado do nome

Etimologia incerta; entre as propostas estão "devorador do povo" e "senhor do povo", por semelhança com palavras hebraicas; a Bíblia não explica o nome

Posição / vínculo com a Bíblia

Adivinho de Petor, na Mesopotâmia, filho de Beor; contratado por Balaque, rei de Moabe, para amaldiçoar Israel, foi obrigado por Deus a abençoá-lo e anunciou a estrela que procederia de Jacó; depois aconselhou que Israel fosse levado à idolatria e à imoralidade, e o Novo Testamento o lembra como exemplo de avareza e de ensino corruptor (Nm 22–24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Nm 31.8,16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Pe 2.15-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jd 11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ap 2.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Nascimento

Provavelmente em Petor, junto ao rio Eufrates, na Mesopotâmia, onde vivia (Nm 22.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Dt 23.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Morte

Morto à espada pelos israelitas na guerra contra os midianitas, por volta de 1230 a.C., pouco antes da morte de Moisés (Nm 31.2,8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Js 13.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Testamento

Antigo Testamento

Grupo

Profetas

Síntese histórica

Balaão, filho de Beor, era um adivinho famoso que vivia em Petor, junto ao rio Eufrates (Nm 22.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quando Israel acampou nas planícies de Moabe, no fim da caminhada pelo deserto, o rei Balaque, com medo, mandou buscá-lo para amaldiçoar o povo, oferecendo-lhe recompensa (Nm 22.2-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus proibiu Balaão de amaldiçoar Israel, porque o povo era abençoado; quando, depois de uma segunda embaixada, ele partiu para Moabe, o Anjo do Senhor se colocou no seu caminho, e a sua jumenta, que viu o anjo, recebeu de Deus a capacidade de falar (Nm 22.8-35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Diante de Balaque, Balaão tentou três vezes amaldiçoar Israel, mas cada vez abriu a boca para abençoá-lo, declarando que Deus não é homem para mentir e anunciando que uma estrela procederia de Jacó e um cetro se levantaria de Israel (Nm 23–24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Fracassada a maldição, porém, Balaão aconselhou os midianitas a seduzir Israel à idolatria e à imoralidade em Baal-Peor (Nm 25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Nm 31.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Morreu à espada quando Israel guerreou contra Midiã (Nm 31.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Novo Testamento o apresenta como alguém que amou o pagamento da injustiça e ensinou o povo de Deus a pecar (2Pe 2.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ap 2.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

História

Contexto e origem

Balaão era filho de Beor e morava em Petor, junto ao rio Eufrates, na terra de Arã-Naaraim, na Mesopotâmia (Nm 22.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Dt 23.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Era conhecido como adivinho e vidente, alguém cujas bênçãos e maldições eram consideradas eficazes (Nm 22.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Js 13.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Bíblia não informa como ele conhecia o nome do Senhor, mas o texto o mostra usando esse nome e recebendo a palavra de Deus (Nm 22.8,18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Fora da Bíblia, uma inscrição encontrada em 1967 em Deir Alla, na atual Jordânia, datada de alguns séculos depois, fala de "Balaão, filho de Beor", como um vidente dos deuses que recebia visões à noite. É uma das raras menções extrabíblicas a um personagem do Pentateuco, e mostra que a sua fama perdurou por muito tempo na região.

A primeira embaixada

Depois de vencer os reis Seom e Ogue, Israel acampou nas planícies de Moabe, do outro lado do Jordão, diante de Jericó (Nm 21.21-35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Nm 22.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, ficou apavorado com a multidão de israelitas e, em acordo com os anciãos de Midiã, mandou mensageiros a Balaão, levando o pagamento pelos encantamentos. A mensagem era clara: um povo saíra do Egito e cobria a face da terra; que Balaão viesse amaldiçoá-lo, porque Balaque sabia que quem ele abençoava era abençoado, e quem ele amaldiçoava era amaldiçoado (Nm 22.2-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Balaão pediu que os mensageiros passassem a noite ali, enquanto ele esperava a resposta do Senhor. De noite, Deus veio a ele e perguntou quem eram aqueles homens; depois ordenou que não fosse com eles nem amaldiçoasse o povo, porque era bendito (Nm 22.8-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pela manhã, Balaão despediu os mensageiros, dizendo que o Senhor não lhe permitia ir (Nm 22.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A segunda embaixada

Balaque enviou príncipes mais numerosos e mais honrados, prometendo grandes honras e tudo o que Balaão pedisse (Nm 22.15-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Balaão respondeu que, ainda que Balaque lhe desse a sua casa cheia de prata e de ouro, não poderia ir além da ordem do Senhor, seu Deus, em coisa pequena ou grande. Mesmo assim, pediu que os príncipes ficassem mais uma noite, para saber o que o Senhor lhe diria de novo (Nm 22.18-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). De noite, Deus lhe disse que, se aqueles homens viessem chamá-lo, fosse com eles, mas fizesse apenas o que ele lhe dissesse (Nm 22.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A jumenta e o Anjo do Senhor

Pela manhã, Balaão selou a sua jumenta e partiu com os príncipes de Moabe. O texto diz que a ira de Deus se acendeu porque ele ia, e o Anjo do Senhor se pôs no caminho como adversário (Nm 22.21-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A aparente tensão entre a permissão de Deus e a sua ira é explicada pelos intérpretes de diferentes modos; muitos entendem que Deus permitiu a viagem, mas viu o coração de Balaão, atraído pela recompensa, como o Novo Testamento afirma (2Pe 2.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A jumenta viu o anjo com a espada desembainhada e saiu do caminho para o campo; Balaão a espancou. Num caminho estreito entre vinhas, ela se encostou ao muro e apertou o pé de Balaão contra ele; Balaão a espancou de novo. Num lugar ainda mais estreito, onde não havia como desviar, ela se deitou, e Balaão, irado, bateu nela com a vara (Nm 22.23-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Então o Senhor abriu a boca da jumenta, que perguntou o que lhe fizera para ser espancada três vezes. Balaão respondeu que ela zombara dele e que, se tivesse uma espada, a mataria. A jumenta lembrou que era a montaria de sempre e perguntou se alguma vez costumara agir assim; Balaão admitiu que não (Nm 22.28-30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O Senhor abriu os olhos de Balaão, e ele viu o anjo com a espada e se prostrou. O anjo disse que o caminho de Balaão era perverso diante dele e que, se a jumenta não se tivesse desviado, ele teria matado Balaão e poupado o animal (Nm 22.31-33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Balaão reconheceu que pecara e se ofereceu para voltar; o anjo mandou que fosse, mas falasse somente o que ele lhe dissesse (Nm 22.34-35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A ironia é evidente: o vidente famoso não via o que a sua jumenta enxergava. Pedro resume a cena dizendo que um animal mudo, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta (2Pe 2.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os oráculos

Balaque recebeu Balaão na fronteira de Moabe, e Balaão o advertiu de que só poderia falar a palavra que Deus pusesse em sua boca (Nm 22.36-38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Por três vezes, o rei o levou a lugares altos de onde se via o acampamento de Israel; em cada um, levantaram sete altares e ofereceram novilhos e carneiros (Nm 22.41 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Nm 23.1-2,14,28-29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

No primeiro oráculo, Balaão perguntou como poderia amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoara; descreveu Israel como um povo que habita à parte, numeroso como o pó, e desejou morrer a morte dos justos (Nm 23.7-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Balaque protestou, e Balaão repetiu que só podia dizer o que o Senhor lhe punha na boca (Nm 23.11-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

No segundo, do alto do Pisga, Balaão declarou que Deus não é homem para mentir nem filho de homem para se arrepender; se prometeu, cumprirá. Não havia iniquidade que Deus visse em Jacó; o Senhor estava com Israel, que aclamava o seu Rei; e não havia encantamento nem adivinhação que valesse contra Jacó (Nm 23.18-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Desesperado, Balaque pediu que ao menos não o abençoasse (Nm 23.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Na terceira vez, no alto do Peor, Balaão já não foi buscar presságios, como das outras vezes. Viu Israel acampado por tribos, e o Espírito de Deus veio sobre ele (Nm 24.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Exaltou a beleza das tendas de Jacó e repetiu as palavras da bênção feita a Abraão: benditos os que abençoassem Israel, e malditos os que o amaldiçoassem (Nm 24.5-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 12.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Balaque, furioso, bateu as mãos e disse que o chamara para amaldiçoar os seus inimigos, e ele os abençoara três vezes; mandou-o embora sem a recompensa prometida (Nm 24.10-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Antes de partir, Balaão anunciou, sem que lhe pedissem, o que Israel faria a Moabe no futuro. Disse que via alguém, mas não para agora; contemplava, mas não de perto: uma estrela procederia de Jacó, e um cetro se levantaria de Israel, que esmagaria Moabe; Edom seria conquistado, e de Jacó sairia aquele que dominaria (Nm 24.15-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Seguiram-se breves oráculos sobre Amaleque, os queneus, a Assíria e os povos de Quitim, e Balaão voltou para a sua terra (Nm 24.20-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Baal-Peor

Logo depois, em Sitim, os israelitas começaram a se prostituir com as mulheres moabitas, que os convidaram aos sacrifícios dos seus deuses; Israel se juntou ao culto de Baal-Peor, e a ira do Senhor se acendeu. Uma praga atingiu o povo até que Fineias, neto de Arão, agiu com zelo (Nm 25.1-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mais tarde, Moisés revelou a origem dessa queda: foram as mulheres midianitas que, por conselho de Balaão, levaram Israel a pecar contra o Senhor no caso de Peor (Nm 31.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Apocalipse confirma: Balaão ensinou Balaque a pôr uma armadilha diante dos israelitas, levando-os a comer sacrifícios oferecidos a ídolos e a praticar a imoralidade (Ap 2.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O homem que não pôde amaldiçoar Israel ensinou como fazer o povo atrair juízo sobre si mesmo.

A morte de Balaão

Pouco antes da morte de Moisés, Deus ordenou a Israel que executasse vingança contra os midianitas (Nm 31.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na batalha, os israelitas mataram os cinco reis de Midiã e também Balaão, filho de Beor, à espada (Nm 31.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Josué o chama de "o adivinho" ao registrar a sua morte (Js 13.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Aquele que desejara morrer a morte dos justos (Nm 23.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) morreu entre os inimigos de Israel.

Um profeta dividido

Balaão é uma figura complexa. Ele usou o nome do Senhor, recebeu revelações verdadeiras e, sob o constrangimento de Deus, proferiu algumas das mais belas profecias sobre Israel (Nm 23–24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Afirmou que nem por uma casa cheia de ouro desobedeceria à palavra de Deus (Nm 22.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas o seu coração estava dividido: insistiu em consultar a Deus depois de ter recebido um "não" claro (Nm 22.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), recorria a presságios (Nm 24.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), cobiçava a recompensa (2Pe 2.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e, quando não pôde amaldiçoar Israel, ensinou o caminho para corrompê-lo (Nm 31.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Sua história mostra que é possível conhecer verdades sobre Deus e até anunciá-las sem ter o coração entregue a ele.

Legado

A Lei de Moisés excluiu moabitas e amonitas da assembleia do Senhor, entre outros motivos, porque contrataram Balaão para amaldiçoar Israel; mas o Senhor não quis ouvir Balaão e transformou a maldição em bênção, porque amava o seu povo (Dt 23.4-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ne 13.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Josué e Miqueias lembram o episódio como prova da fidelidade de Deus (Js 24.9-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mq 6.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No Novo Testamento, Balaão aparece três vezes, sempre como advertência: Pedro fala do caminho de Balaão, que amou o pagamento da injustiça (2Pe 2.15-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Judas, dos que se lançam no erro de Balaão por recompensa (Jd 11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); e Jesus, no Apocalipse, repreende a igreja de Pérgamo por tolerar os que seguiam a doutrina de Balaão (Ap 2.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Conexão com Cristo

O oráculo mais famoso de Balaão anuncia que uma estrela procederia de Jacó e um cetro se levantaria de Israel (Nm 24.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Antigas traduções e interpretações judaicas já entendiam esse texto como referência ao Messias, e a tradição cristã o associou à estrela que conduziu os magos do oriente até o Rei dos judeus nascido em Belém (Mt 2.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No fim da Bíblia, o próprio Jesus se apresenta como a raiz e a descendência de Davi, a brilhante estrela da manhã (Ap 22.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Balaão viu de longe — não agora, não de perto (Nm 24.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — aquele que os magos viriam adorar.

A grande lição dos oráculos de Balaão é que ninguém pode amaldiçoar aquele que Deus abençoou (Nm 23.8,20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus não é homem para mentir nem para voltar atrás no que prometeu (Nm 23.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Paulo afirma que os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis (Rm 11.29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e que todas as suas promessas têm em Cristo o seu sim (2Co 1.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em Cristo, essa segurança alcança todos os que creem: se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem acusará os escolhidos de Deus, se é Deus quem justifica, e quem os condenará, se é Cristo quem morreu e intercede por eles? (Rm 8.31-34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E isso é possível porque Cristo tomou sobre si a maldição que pesava sobre nós, para que a bênção de Abraão chegasse aos que creem (Gl 3.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Balaão declarou que Deus não via iniquidade em Jacó (Nm 23.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), embora logo depois o povo caísse em pecado grave. Pode-se ver nisso, com moderação, um eco da verdade que o evangelho revela plenamente: bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, a quem o Senhor não imputa pecado (Rm 4.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), porque em Cristo Deus estava reconciliando consigo o mundo, não lhes levando em conta os seus pecados (2Co 5.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Por fim, Balaão desejou morrer a morte dos justos (Nm 23.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), mas não viveu como justo e morreu entre os inimigos de Deus. A justiça que ele almejou só pode ser recebida em Cristo, não a que vem do próprio mérito, mas a que vem de Deus pela fé (Fp 3.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E a sua história ilustra a advertência de Jesus de que ninguém pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro (Mt 6.24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), além do alerta dos apóstolos contra os que, por ganância, transformam o serviço de Deus em fonte de lucro (2Pe 2.1-3,15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

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