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Novo Testamento · Apóstolos e discípulos

Estêvão

Outros nomes

Estêvão, o protomártir, título dado pela tradição cristã

Significado do nome

"Coroa", do grego stéphanos

Posição / vínculo com a Bíblia

Um dos sete homens escolhidos para servir à igreja de Jerusalém, cheio de fé e do Espírito Santo, que fez um discurso decisivo diante do Sinédrio e foi apedrejado, tornando-se o primeiro mártir cristão

Morte

Jerusalém, fora da cidade, apedrejado, provavelmente por volta de 34 ou 35 d.C. (At 7.57-60 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Testamento

Novo Testamento

Grupo

Apóstolos e discípulos

Síntese histórica

Estêvão aparece no livro de Atos quando a igreja de Jerusalém, em rápido crescimento, enfrentou o problema da assistência às viúvas de língua grega. Os apóstolos pediram que a comunidade escolhesse sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, para cuidar desse serviço, e o primeiro escolhido foi Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo (At 6.1-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Cheio de graça e de poder, ele realizava grandes prodígios e sinais entre o povo e debatia com tal sabedoria que seus opositores não conseguiam resistir-lhe (At 6.8-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Acusado falsamente de blasfemar contra Moisés, contra a Lei e contra o templo, foi levado ao Sinédrio, onde fez o mais longo discurso registrado em Atos, percorrendo a história de Israel para mostrar que o povo sempre resistira aos enviados de Deus (At 6.11–7.53 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Enfurecidos, os ouvintes o arrastaram para fora da cidade e o apedrejaram. Antes de morrer, Estêvão viu Jesus em pé à direita de Deus, entregou-lhe o espírito e pediu perdão para os que o matavam (At 7.54-60 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Um jovem chamado Saulo aprovava a sua morte (At 7.58 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 8.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A perseguição que se seguiu espalhou os discípulos e levou o evangelho para além de Jerusalém (At 8.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 11.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

História

Contexto e origem

A Bíblia não informa onde Estêvão nasceu nem quem era a sua família. Seu nome é grego, como o dos outros seis escolhidos com ele (At 6.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o que leva a maioria dos intérpretes a considerá-lo um judeu helenista, isto é, um judeu de língua e cultura gregas, provavelmente nascido fora da terra de Israel ou de família vinda da diáspora. Nos primeiros anos da igreja, havia em Jerusalém dois grupos de discípulos: os hebreus, de língua aramaica, e os helenistas, de língua grega (At 6.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O nome Estêvão significa "coroa", a coroa de louros dada ao vencedor nos jogos gregos. O Novo Testamento usa essa mesma palavra para falar da recompensa prometida aos que permanecem fiéis até o fim (1Co 9.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Tm 4.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ap 2.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o que torna o nome do primeiro mártir especialmente significativo.

Um dos sete

Com o crescimento da igreja, os helenistas começaram a murmurar contra os hebreus, porque as suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimentos (At 6.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os doze apóstolos reuniram os discípulos e explicaram que não era razoável abandonarem a palavra de Deus para servir às mesas. Pediram que a comunidade escolhesse sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, para encarregá-los desse serviço, enquanto eles se dedicariam à oração e ao ministério da palavra (At 6.2-4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A proposta agradou a todos, e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, além de Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos apóstolos, que oraram e lhes impuseram as mãos (At 6.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Lucas registra que a palavra de Deus crescia e que o número de discípulos se multiplicava em Jerusalém, e que até muitos sacerdotes obedeciam à fé (At 6.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os sete são frequentemente chamados de primeiros diáconos, porque o texto usa a palavra grega para "serviço" e "servir" (At 6.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Lucas, porém, não lhes dá esse título. E o próprio relato mostra que o serviço deles não se limitou às mesas: tanto Estêvão quanto Filipe se destacaram na pregação do evangelho (At 6.8-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 8.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Sabedoria e poder

Lucas descreve Estêvão como cheio de graça e de poder, realizando grandes prodígios e sinais entre o povo (At 6.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Alguns membros da chamada sinagoga dos Libertos, formada por judeus de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da província da Ásia, levantaram-se para discutir com ele (At 6.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os libertos provavelmente eram descendentes de judeus que haviam sido escravos e alcançado a liberdade. É interessante notar que Saulo era natural de Tarso, na Cilícia (At 22.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), uma das regiões mencionadas, embora o texto não diga que ele participou dessas discussões.

Os opositores não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que Estêvão falava (At 6.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), cumprindo a promessa de Jesus de que daria aos seus discípulos uma boca e uma sabedoria às quais os adversários não poderiam resistir (Lc 21.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

As falsas acusações

Incapazes de vencê-lo no debate, os adversários subornaram alguns homens para dizer que o tinham ouvido proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Agitaram o povo, os anciãos e os escribas, prenderam Estêvão e o levaram ao Sinédrio (At 6.11-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ali apresentaram falsas testemunhas, que afirmaram que ele não parava de falar contra o lugar santo e contra a Lei, e que o tinham ouvido dizer que Jesus, o Nazareno, destruiria aquele lugar e mudaria os costumes que Moisés lhes havia dado (At 6.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

As acusações lembram as que foram feitas contra o próprio Jesus, quando falsas testemunhas afirmaram que ele dissera que destruiria o templo (Mc 14.57-58 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Todos os que estavam sentados no Sinédrio fixaram os olhos em Estêvão e viram o seu rosto como o rosto de um anjo (At 6.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O discurso diante do Sinédrio

O sumo sacerdote perguntou se as acusações eram verdadeiras (At 7.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Estêvão respondeu com um longo discurso sobre a história de Israel (At 7.2-53 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ele não negou diretamente as acusações; mostrou, a partir das próprias Escrituras, que Deus nunca esteve preso a um lugar e que Israel sempre resistiu aos que Deus enviou.

Começou com Abraão, a quem o Deus da glória apareceu ainda na Mesopotâmia, fora da terra prometida, e a quem prometeu uma terra que ele nunca chegou a possuir (At 7.2-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Passou a José, que os irmãos venderam por inveja, mas a quem Deus estava junto no Egito e por meio de quem salvou a família (At 7.9-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Detalhou a vida de Moisés, a quem Deus se revelou na sarça ardente, numa terra estrangeira, chamando-a de terra santa (At 7.30-33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Lembrou que o povo rejeitou Moisés, perguntando quem o havia constituído príncipe e juiz, e que, no entanto, foi a esse mesmo Moisés que Deus enviou como libertador (At 7.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 7.35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Recordou que Moisés anunciou que Deus levantaria um profeta semelhante a ele (At 7.37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Dt 18.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e que o povo, mesmo depois de libertado, se voltou para o bezerro de ouro (At 7.39-41 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Em seguida, falou do tabernáculo e do templo. Os pais tiveram no deserto o tabernáculo do testemunho, feito segundo o modelo que Moisés vira, e Salomão edificou uma casa para Deus. Mas o Altíssimo não habita em casas feitas por mãos humanas, como dissera o profeta: o céu é o seu trono e a terra, o estrado dos seus pés (At 7.44-50 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Is 66.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Por fim, aplicou a história aos seus ouvintes. Chamou-os de homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, que sempre resistiam ao Espírito Santo, como haviam feito os seus pais. Lembrou que os pais perseguiram os profetas e mataram os que anunciavam a vinda do Justo, de quem eles agora se tornaram traidores e assassinos. Haviam recebido a Lei por ministério de anjos e não a guardaram (At 7.51-53 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A visão do céu

Ao ouvir essas palavras, os membros do conselho ficaram furiosos e rangiam os dentes contra ele (At 7.54 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Estêvão, porém, cheio do Espírito Santo, fixou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus em pé à direita de Deus. E disse que via os céus abertos e o Filho do Homem em pé à direita de Deus (At 7.55-56 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

É a única vez no Novo Testamento, fora dos Evangelhos, em que alguém chama Jesus de Filho do Homem com essas palavras. Diante do mesmo conselho, Jesus havia anunciado que veriam o Filho do Homem assentado à direita do Poder (Mt 26.64 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Estêvão o vê em pé. Muitos intérpretes entendem que o Senhor se levanta para receber o seu servo, ou como testemunha e advogado que defende diante do Pai aquele que dera testemunho dele diante dos homens (Lc 12.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O texto não explica o detalhe, mas a imagem é de um Senhor atento e presente.

O apedrejamento

Os ouvintes gritaram em alta voz, taparam os ouvidos e, todos juntos, lançaram-se contra ele. Arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram as suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo (At 7.57-58 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Lei previa o apedrejamento para o blasfemo, fora do arraial, e determinava que as testemunhas lançassem as primeiras pedras (Lv 24.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Dt 17.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, pedindo ao Senhor Jesus que recebesse o seu espírito. Depois, pondo-se de joelhos, clamou em alta voz que o Senhor não lhes imputasse aquele pecado. E, dizendo isso, adormeceu (At 7.59-60 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Lucas usa para a morte de Estêvão a mesma palavra que os cristãos usavam para falar da morte dos que estão em Cristo: sono do qual se desperta (1Ts 4.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Como o Sinédrio não tinha, em princípio, autoridade para executar penas de morte sem o governador romano (Jo 18.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), muitos estudiosos entendem que a morte de Estêvão foi um linchamento, ou que ocorreu num momento de vazio da autoridade romana, talvez depois da saída de Pilatos, em 36 d.C. A data exata é incerta, e a maioria a situa entre os anos 31 e 36 d.C., com frequência por volta de 34 ou 35 d.C.

Saulo e a perseguição

Lucas registra que Saulo consentia na morte de Estêvão (At 8.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Naquele dia, levantou-se uma grande perseguição contra a igreja em Jerusalém, e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e da Samaria. Homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto por ele, enquanto Saulo devastava a igreja, entrando nas casas e arrastando homens e mulheres para a prisão (At 8.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Anos mais tarde, depois de convertido, Paulo lembraria esse dia em oração, reconhecendo diante do Senhor que, quando se derramava o sangue de Estêvão, sua testemunha, ele mesmo estava presente, consentindo e guardando as vestes dos que o matavam (At 22.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A palavra grega traduzida por "testemunha" é a mesma da qual vem o termo "mártir".

O fruto do martírio

A perseguição que começou com a morte de Estêvão teve um resultado inesperado. Os que foram dispersos iam por toda parte, anunciando a palavra (At 8.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Filipe, um dos sete, levou o evangelho à Samaria (At 8.5-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Outros chegaram à Fenícia, a Chipre e a Antioquia, onde alguns começaram a anunciar o Senhor Jesus também aos gregos, e um grande número creu (At 11.19-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Foi em Antioquia que os discípulos foram chamados, pela primeira vez, de cristãos (At 11.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e dali partiria a missão de Paulo aos gentios (At 13.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O discurso de Estêvão, ao mostrar que Deus não está preso ao templo nem à terra de Israel, preparou o caminho para essa expansão. E o jovem que guardava as vestes dos que o apedrejaram tornou-se o maior missionário da igreja. Agostinho, no século V, observou que, se Estêvão não tivesse orado, a igreja talvez não tivesse Paulo.

A tradição posterior

A tradição cristã deu a Estêvão o título de protomártir, isto é, o primeiro mártir. Um relato do século V conta que, no ano 415, um sacerdote chamado Luciano encontrou os restos de Estêvão perto de Jerusalém, e que eles foram depois distribuídos a várias igrejas; Agostinho registra milagres atribuídos às suas relíquias no norte da África. O lugar tradicional do apedrejamento é situado por alguns ao norte da cidade antiga e, por outros, a leste, perto da porta que hoje leva o seu nome. Nada disso pertence ao texto bíblico, e deve ser recebido apenas como tradição.

Fé e legado

Estêvão é apresentado por Lucas como um homem cheio: cheio de fé, do Espírito Santo, de sabedoria, de graça e de poder (At 6.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 6.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 6.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 7.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Começou servindo às mesas e terminou dando a vida pelo evangelho. Sua história mostra que não há serviço pequeno no Reino de Deus, que a coragem para falar a verdade vem do Espírito, e que é possível morrer como Jesus morreu: confiando no Senhor e perdoando os inimigos. Seu sangue, longe de deter a igreja, tornou-se semente da sua expansão.

Conexão com Cristo

A morte de Estêvão é, em muitos detalhes, um reflexo da morte de Jesus. Ambos foram acusados por falsas testemunhas de falar contra o templo (Mc 14.57-58 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 6.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), julgados pelo Sinédrio, levados para fora da cidade (Hb 13.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 7.58 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e morreram orando. Jesus entregou o seu espírito ao Pai (Lc 23.46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Estêvão entregou o seu espírito ao Senhor Jesus (At 7.59 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), confessando assim que Jesus tem a mesma autoridade do Pai sobre a vida e a morte. Jesus pediu ao Pai que perdoasse os que o crucificavam (Lc 23.34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Estêvão pediu que o Senhor não imputasse aos seus algozes aquele pecado (At 7.60 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O discípulo morreu à semelhança do Mestre, porque o Espírito de Cristo vivia nele (Rm 8.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O discurso de Estêvão aponta para Cristo em cada etapa. José, rejeitado pelos irmãos e exaltado como salvador deles, prefigura o Messias rejeitado pelo próprio povo (At 7.9-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Moisés, rejeitado e depois enviado como libertador, anunciou o profeta semelhante a ele, que é Jesus (At 7.35-37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 3.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E o templo feito por mãos humanas apontava para o verdadeiro templo, o corpo de Cristo, em quem Deus habita plenamente (Jo 2.19-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Cl 2.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A visão de Estêvão revela o Cristo exaltado. Ele viu o Filho do Homem à direita de Deus (At 7.56 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), cumprindo a profecia de Daniel e do Salmo 110 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Dn 7.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Sl 110.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Senhor que estava em pé para receber o seu servo é o mesmo que vive sempre para interceder pelos seus (Rm 8.34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 7.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e que prometeu a coroa da vida aos que forem fiéis até a morte (Ap 2.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Estêvão, cujo nome significa coroa, recebeu-a das mãos daquele que primeiro foi coroado de espinhos por amor dele. Como os vencedores do Apocalipse, ele venceu pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho, e não amou a própria vida até a morte (Ap 12.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

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