Antigo Testamento · Profetas · Sacerdotes
Ezequiel
- Significado do nome
"Deus fortalece" ou "Deus fortalecerá" (do hebraico Yehezqel), etimologia provável
- Posição / vínculo com a Bíblia
Sacerdote e profeta do exílio babilônico, chamado por Deus junto ao rio Quebar; anunciou a queda de Jerusalém e, depois dela, a restauração de Israel, com um coração novo, o Espírito de Deus e a volta da glória do Senhor
- Nascimento
Provavelmente em Judá, por volta de 623 a.C., se o "trigésimo ano" de Ez 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) indicar a sua idade
- Morte
Babilônia, em data incerta, depois de 571 a.C. (Ez 29.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); a tradição situa o seu túmulo em Al-Kifl, no atual Iraque
- Testamento
Antigo Testamento
- Grupo
Profetas · Sacerdotes
Síntese histórica
Ezequiel, filho do sacerdote Buzi, foi levado para a Babilônia na deportação de 597 a.C., junto com o rei Joaquim (Ez 1.2-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Rs 24.10-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Vivia entre os exilados em Tel-Abibe, junto ao rio Quebar, quando, por volta de 593 a.C., teve uma visão da glória de Deus e foi chamado a ser profeta para uma "casa rebelde" (Ez 1.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 2.3-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 3.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Durante cerca de vinte e dois anos, entre 593 e 571 a.C., anunciou primeiro o juízo inevitável sobre Jerusalém e, depois da destruição da cidade, a esperança de restauração (Ez 1.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 29.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Profeta de visões grandiosas e de gestos simbólicos impressionantes, Ezequiel viu a glória do Senhor deixar o templo de Jerusalém (Ez 10–11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e, anos depois, voltar a um templo restaurado (Ez 43.1-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Sua mensagem central é que Deus age para que o seu povo e as nações saibam que Ele é o Senhor, e que Ele mesmo dará ao seu povo um coração novo e o seu Espírito (Ez 36.26-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
História
Contexto e origem
Ezequiel viveu os anos decisivos do fim do reino de Judá. A Babilônia de Nabucodonosor dominava o Oriente Próximo, e Judá, entre revoltas e submissões, caminhava para a ruína (2Rs 24–25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em 597 a.C., Nabucodonosor tomou Jerusalém, levou para o exílio o rei Joaquim, os príncipes, os guerreiros e os artesãos, e colocou Zedequias no trono (2Rs 24.10-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ezequiel estava entre esses exilados (Ez 1.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 33.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Era sacerdote, filho de Buzi (Ez 1.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e isso marca todo o seu livro: a preocupação com a santidade, com o templo, com a pureza e com a glória de Deus que habita no meio do povo. Se o "trigésimo ano" mencionado no início do livro se refere à sua idade, como muitos intérpretes pensam, ele foi chamado aos trinta anos, idade em que os sacerdotes começavam o serviço (Nm 4.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e teria nascido por volta de 623 a.C., nos dias do rei Josias (Ez 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O texto, porém, não explica a que se refere esse ano.
Foi contemporâneo de Jeremias, que profetizava em Jerusalém, e de Daniel, levado à Babilônia anos antes (Dn 1.1-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ezequiel cita um Daniel ao lado de Noé e Jó como exemplo de justiça e de sabedoria (Ez 14.14,20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 28.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); se se trata do Daniel do livro bíblico ou de uma figura antiga conhecida, é questão debatida.
A visão da glória e o chamado
No quinto ano do exílio de Joaquim, por volta de 593 a.C., os céus se abriram para Ezequiel junto ao Quebar (Ez 1.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ele viu uma tempestade vinda do norte, quatro seres viventes com rostos de homem, de leão, de boi e de águia, rodas cheias de olhos que se moviam em todas as direções e, acima de tudo, um trono, e sobre o trono uma figura com aparência de homem, envolta em resplendor como o arco-íris. Era a aparência da glória do Senhor, e Ezequiel caiu com o rosto em terra (Ez 1.4-28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A mensagem da visão era surpreendente para os exilados: o Deus de Israel não estava preso a Jerusalém nem ao templo; a sua glória se manifestava também na terra do cativeiro.
Deus chamou Ezequiel de "filho do homem" — expressão que no livro sublinha a fragilidade humana do profeta diante da majestade divina e que se repete mais de noventa vezes — e o enviou a um povo obstinado, quer ouvisse, quer deixasse de ouvir (Ez 2.1-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Recebeu um rolo escrito por dentro e por fora com lamentações e ais, e Deus mandou que o comesse; na boca, era doce como o mel (Ez 2.8–3.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus prometeu tornar o seu rosto tão firme quanto o rosto endurecido do povo, o que muitos relacionam com o significado do seu nome (Ez 3.8-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
O atalaia de Israel
Depois de sete dias atônito entre os exilados em Tel-Abibe (Ez 3.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), Ezequiel recebeu uma responsabilidade grave: ser atalaia da casa de Israel. Se advertisse o ímpio e o justo, salvaria a própria vida, ainda que eles não ouvissem; se se calasse, o sangue deles seria cobrado dele (Ez 3.16-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A mesma comissão é renovada depois da queda de Jerusalém (Ez 33.1-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Deus também o fez ficar mudo, exceto quando falasse a palavra que lhe fosse dada (Ez 3.26-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Esse silêncio só terminou quando um fugitivo chegou com a notícia de que Jerusalém havia caído (Ez 24.25-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 33.21-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Os sinais em ação
Mais do que qualquer outro profeta, Ezequiel pregou com o próprio corpo. Desenhou Jerusalém num tijolo e encenou o cerco da cidade (Ez 4.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); ficou deitado sobre um lado e depois sobre o outro por longos períodos, carregando simbolicamente a iniquidade de Israel e de Judá (Ez 4.4-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); comeu pão racionado, para mostrar a fome do cerco (Ez 4.9-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); rapou a cabeça e a barba e dividiu os cabelos em três partes, figura do destino dos habitantes de Jerusalém (Ez 5.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); preparou uma bagagem de exilado e saiu por um buraco aberto no muro, anunciando a fuga e a captura do rei Zedequias (Ez 12.1-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Rs 25.4-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Os exilados vinham à sua casa para ouvi-lo (Ez 8.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 14.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 20.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), mas Deus o advertiu de que muitos o tratavam como um cantor de belas canções: ouviam, mas não praticavam (Ez 33.30-32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A glória deixa o templo
Em 592 a.C., Ezequiel foi levado em visão a Jerusalém (Ez 8.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ali viu as abominações praticadas no próprio templo: um ídolo que provocava o zelo de Deus, anciãos queimando incenso a imagens, mulheres chorando por Tamuz, homens adorando o sol de costas para o santuário (Ez 8.5-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Viu também o juízo começar pelo santuário e homens fiéis marcados na testa para serem poupados (Ez 9.1-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Então a glória do Senhor se levantou do templo, parou à entrada da porta oriental e, por fim, deixou a cidade e pousou sobre o monte a oriente (Ez 10.18-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 11.22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Para um sacerdote, era a cena mais terrível possível: Deus abandonava a casa que o povo havia profanado.
Juízo e responsabilidade pessoal
Grande parte da primeira metade do livro denuncia a infidelidade de Jerusalém, comparada a uma esposa adúltera que esqueceu o amor que a resgatou (Ez 16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e anuncia a queda da cidade (Ez 21–22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Ao mesmo tempo, Ezequiel combateu um provérbio fatalista que circulava entre os exilados: os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que se embotaram. Deus declarou que cada pessoa responde pelos próprios atos, que o justo vive pela sua justiça e o ímpio morre pelo seu pecado, e — o coração da mensagem — que Ele não tem prazer na morte do ímpio, mas deseja que se converta e viva (Ez 18.2-4,20-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba),30-32; Ez 33.10-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Seguem-se oráculos contra as nações vizinhas, especialmente Tiro e o Egito, que confiavam na própria riqueza e no próprio poder (Ez 25–32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A morte da esposa
No dia em que o exército babilônico iniciou o cerco de Jerusalém, por volta de 588 a.C. (Ez 24.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Rs 25.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), Deus avisou a Ezequiel que lhe tiraria a delícia dos seus olhos, e à tarde sua mulher morreu (Ez 24.15-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus ordenou que ele não fizesse o luto costumeiro, e o profeta explicou ao povo o sinal: assim também eles perderiam o templo, o orgulho e o amor de suas vidas, e ficariam sem forças até para lamentar (Ez 24.19-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É uma das passagens mais dolorosas da vida de um profeta, e a Escritura a registra com sobriedade.
Depois da queda: a esperança
No décimo segundo ano do exílio, chegou um fugitivo com a notícia de que Jerusalém fora tomada (Ez 33.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A partir daí, a mensagem de Ezequiel se volta para a restauração.
Deus denuncia os maus pastores que exploraram o rebanho e promete que Ele mesmo buscará a ovelha perdida, trará de volta a desgarrada e cuidará da ferida, e que porá sobre o povo um só pastor, o seu servo Davi (Ez 34.1-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Promete purificar o povo, dar-lhe um coração novo, tirar o coração de pedra e pôr dentro dele o seu Espírito (Ez 36.25-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Na visão do vale de ossos secos, Ezequiel profetiza aos ossos e ao Espírito, e um exército morto volta à vida: é Israel, sem esperança no exílio, que Deus abriria das sepulturas e faria voltar à terra (Ez 37.1-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em seguida, junta dois pedaços de madeira numa só mão, anunciando a reunificação de Judá e Israel sob um só rei e uma aliança de paz eterna (Ez 37.15-28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A vitória final de Deus sobre Gogue, de Magogue, mostra que nenhum inimigo poderá desfazer essa restauração (Ez 38–39 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
O novo templo
Em 573 a.C., vinte e cinco anos depois da deportação, Ezequiel foi levado em visão a um monte muito alto, onde um homem com aparência de bronze lhe mostrou, com cordel e cana de medir, um templo restaurado (Ez 40.1-4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ali viu a glória do Senhor voltar pelo caminho do oriente e encher a casa (Ez 43.1-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Do templo saía um rio que crescia até se tornar impossível de atravessar, levando vida até às águas do mar Morto, com árvores cujos frutos alimentam e cujas folhas curam (Ez 47.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O livro termina com o novo nome da cidade: O Senhor está ali (Ez 48.35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A interpretação desses capítulos varia entre as tradições cristãs: há quem os leia como profecia de um templo futuro literal, e há quem os leia como visão simbólica da presença de Deus no meio do seu povo restaurado, cumprida em Cristo e na nova criação. O texto, em todo caso, é uma visão, e o seu foco é a volta da glória.
Fé e fraquezas
Ezequiel aparece como servo de obediência radical. Comeu o rolo, aceitou o silêncio, deitou-se por meses, rapou a cabeça e enterrou a esposa sem luto público, porque a palavra de Deus pedia (Ez 3.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 4.4-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 24.15-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Escritura não registra pecados seus, mas mostra a sua humanidade: ficou amargurado e atônito depois do chamado (Ez 3.14-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), protestou ao receber a ordem de cozinhar o pão de modo impuro, e Deus atendeu ao seu pedido (Ez 4.14-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e clamou em angústia pelo restante de Israel diante do juízo (Ez 9.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 11.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Legado e tradição
O livro de Ezequiel foi lido com grande reverência e alguma cautela no judaísmo. O Talmude registra que houve quem quisesse retirá-lo do uso porque algumas de suas leis do templo pareciam divergir da Lei de Moisés, e que um rabino teria passado longas noites conciliando os textos; e a visão do capítulo 1, chamada pela tradição de "carruagem", tornou-se objeto de estudo reservado. Uma tradição antiga, registrada no escrito apócrifo Vidas dos Profetas, afirma que Ezequiel morreu mártir na Babilônia; nada disso está no texto bíblico. Seu túmulo tradicional, em Al-Kifl, no atual Iraque, foi por séculos lugar de peregrinação de judeus e muçulmanos.
O Novo Testamento não menciona Ezequiel pelo nome, mas está cheio de suas imagens, sobretudo no Evangelho de João e no Apocalipse.
Conexão com Cristo
A promessa de Ez 34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) se cumpre em Jesus. Deus disse que Ele mesmo buscaria as ovelhas perdidas e que levantaria um só pastor da casa de Davi (Ez 34.11-16,23-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus se apresenta como o bom pastor que dá a vida pelas ovelhas e que reúne um só rebanho (Jo 10.11-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e declara que o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido (Lc 19.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A promessa do coração novo e do Espírito (Ez 36.25-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) está por trás das palavras de Jesus a Nicodemos sobre nascer da água e do Espírito (Jo 3.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e se cumpre no dom do Espírito à igreja (At 2.33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Co 3.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A visão dos ossos secos, em que o sopro de Deus dá vida aos mortos (Ez 37.9-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), aponta para Cristo, que é a ressurreição e a vida (Jo 11.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e que soprou o Espírito sobre os discípulos (Jo 20.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A glória que deixou o templo (Ez 10–11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) voltou de modo inesperado: o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória (Jo 1.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus fala do seu corpo como o templo que seria destruído e reerguido em três dias (Jo 2.19-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O rio que sai do templo de Ezequiel (Ez 47.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) ecoa na promessa de rios de água viva para quem crê nele (Jo 7.37-39 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e reaparece no rio da vida que sai do trono de Deus e do Cordeiro, com a árvore cujas folhas curam as nações (Ap 22.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E o nome final da cidade — O Senhor está ali (Ez 48.35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — encontra o seu cumprimento na Nova Jerusalém, onde Deus habita com o seu povo e o Cordeiro é a sua luz (Ap 21.3,22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Pode-se notar ainda, com moderação, que o título "filho do homem", dado a Ezequiel para lembrar a sua condição humana, foi assumido por Jesus em sentido muito maior, a partir de Dn 7.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba): o Filho do Homem que é verdadeiramente humano e, ao mesmo tempo, recebe domínio eterno (Mc 14.62 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na visão inicial, Ezequiel viu sobre o trono uma figura com aparência de homem (Ez 1.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); em Cristo, o Deus da glória se revelou de fato com rosto humano (2Co 4.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
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