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Novo Testamento · Profetas · Apóstolos e discípulos

João, o apóstolo

Outros nomes

Boanerges, isto é, Filho do Trovão, apelido que Jesus deu a ele e ao seu irmão Tiago (Mc 3.17); o discípulo amado, expressão do Evangelho de João que a tradição aplica a ele (Jo 13.23; Jo 21.20-24); na tradição cristã, João Evangelista e João, o Teólogo

Significado do nome

"O Senhor é gracioso", sentido do nome hebraico Yohanan; a Bíblia não explica o nome

Posição / vínculo com a Bíblia

Pescador da Galileia, filho de Zebedeu e irmão de Tiago; um dos Doze e um dos três discípulos mais próximos de Jesus; identificado pela tradição como o discípulo amado, que se reclinou junto a Jesus na última ceia, esteve aos pés da cruz, recebeu Maria em sua casa e foi o primeiro a crer ao ver o túmulo vazio; foi coluna da igreja de Jerusalém com Pedro; a tradição lhe atribui o quarto evangelho, três cartas e o Apocalipse, escrito quando estava exilado em Patmos (Mc 3.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 13.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.26-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 20.2-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 3–4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gl 2.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ap 1.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Nascimento

Provavelmente na Galileia, na região de Betsaida ou de Cafarnaum, no início do século I d.C.

Morte

Éfeso, segundo a tradição antiga, por volta de 98 a 100 d.C., já muito idoso, no início do reinado do imperador Trajano

Testamento

Novo Testamento

Grupo

Profetas · Apóstolos e discípulos

Síntese histórica

João, filho de Zebedeu e irmão de Tiago, era pescador no mar da Galileia quando Jesus o chamou, e ele deixou o barco e o pai para segui-lo (Mc 1.19-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Tornou-se um dos Doze e, com Pedro e Tiago, fez parte do grupo mais próximo de Jesus, presente na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração e no Getsêmani (Mc 5.37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 17.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 14.33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Com o irmão, recebeu o apelido de Filho do Trovão, e os evangelhos mostram o seu temperamento ardente: quis proibir um homem que expulsava demônios em nome de Jesus, pediu fogo do céu contra uma aldeia samaritana e desejou um lugar de honra no reino (Mc 3.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 9.49-56 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 10.35-37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O Evangelho de João nunca menciona o nome do apóstolo, mas fala do "discípulo a quem Jesus amava", que a tradição identifica com ele. Esse discípulo se reclinou junto a Jesus na última ceia, esteve aos pés da cruz, onde Jesus lhe confiou a sua mãe, correu ao túmulo vazio e, ao ver os lençóis, creu (Jo 13.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.26-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 20.2-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Depois do Pentecostes, João esteve ao lado de Pedro na cura do coxo, diante do Sinédrio e na missão à Samaria, e Paulo o menciona como uma das colunas da igreja de Jerusalém (At 3–4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 8.14-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gl 2.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A tradição antiga lhe atribui o quarto evangelho, três cartas e o Apocalipse, e conta que ele foi exilado na ilha de Patmos e morreu muito idoso em Éfeso, o único dos Doze que não morreu como mártir.

História

Origem

João era filho de Zebedeu, um pescador da Galileia, e irmão de Tiago (Mt 4.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A família possuía um barco e empregados (Mc 1.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e trabalhava em sociedade com Simão Pedro e André (Lc 5.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A sua mãe, que muitos identificam com Salomé, também seguiu Jesus e esteve junto à cruz (Mt 27.56 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 15.40 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Como Tiago costuma ser mencionado primeiro, muitos pensam que João era o irmão mais novo, e a tradição o considera o mais jovem dos apóstolos.

Muitos intérpretes pensam que João tenha sido o discípulo de João Batista que, junto com André, seguiu Jesus quando o Batista o apontou como o Cordeiro de Deus, e cujo nome não é mencionado (Jo 1.35-40 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Alguns também o identificam com o "outro discípulo", conhecido do sumo sacerdote, que conseguiu que Pedro entrasse no pátio na noite da prisão de Jesus (Jo 18.15-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Essas identificações são prováveis, mas não certas.

O chamado

Jesus viu Tiago e João no barco com o pai, consertando as redes, e os chamou; eles deixaram imediatamente o pai, Zebedeu, no barco com os empregados e o seguiram (Mc 1.19-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quando Jesus escolheu os Doze, João estava entre eles (Mc 3.14-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O Filho do Trovão

Jesus deu a Tiago e a João o apelido de Boanerges, Filhos do Trovão (Mc 3.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e alguns episódios mostram por quê. Certa vez, João disse a Jesus: Mestre, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não te segue conosco. Jesus respondeu: não o impeçam, porque quem não é contra vocês é a favor de vocês (Lc 9.49-50 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pouco depois, quando uma aldeia samaritana não recebeu Jesus, João e Tiago perguntaram se deviam pedir que descesse fogo do céu para consumi-la, e Jesus os repreendeu (Lc 9.52-55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E, quando Jesus subia para Jerusalém, os dois irmãos pediram para se sentar à sua direita e à sua esquerda na sua glória; Jesus lhes falou do cálice que iriam beber e ensinou que o maior é aquele que serve (Mc 10.35-45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O círculo mais próximo

Com Pedro e Tiago, João foi testemunha de momentos que os outros discípulos não presenciaram: a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Jesus no monte e a sua agonia no Getsêmani (Mc 5.37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 17.1-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 14.33-37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Com Pedro, Tiago e André, perguntou a Jesus sobre a destruição do templo e os sinais do fim (Mc 13.3-4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E, com Pedro, foi encarregado de preparar a refeição da Páscoa que Jesus celebraria com os discípulos na véspera da sua morte (Lc 22.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O discípulo amado

O Evangelho de João nunca menciona o nome de João, filho de Zebedeu. Em vez disso, fala várias vezes do "discípulo a quem Jesus amava" e afirma, no final, que esse discípulo é quem dá testemunho dessas coisas e as escreveu (Jo 13.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 20.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 21.7,20-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Desde o século II, a tradição cristã, especialmente por meio de Irineu de Lyon, que conheceu Policarpo, discípulo de João, identifica esse discípulo com o apóstolo João. Muitos estudiosos modernos discutem essa identificação e propõem outras possibilidades; mas a tradição antiga é bastante consistente.

Na última ceia, esse discípulo estava reclinado junto ao peito de Jesus. Quando Jesus anunciou que um deles o trairia, Pedro fez sinal para que ele perguntasse de quem se tratava, e ele, inclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou: Senhor, quem é? (Jo 13.21-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Aos pés da cruz

Quando Jesus foi crucificado, junto à cruz estavam a sua mãe, algumas mulheres e o discípulo amado — o único dos discípulos homens mencionado ali. Vendo a sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, Jesus disse à mãe: mulher, aí está o seu filho. Depois disse ao discípulo: aí está a sua mãe. E, desde aquela hora, o discípulo a recebeu em sua casa (Jo 19.25-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Foi também ele quem deu testemunho de que, quando um soldado traspassou o lado de Jesus com uma lança, saiu sangue e água; e o evangelho acrescenta: aquele que viu isso deu testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro, para que vocês também creiam (Jo 19.34-35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O túmulo vazio

Na manhã do primeiro dia da semana, Maria Madalena correu até Pedro e o outro discípulo, a quem Jesus amava, e lhes disse que tinham tirado o Senhor do túmulo. Os dois correram juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa e chegou primeiro; abaixou-se, viu os lençóis de linho, mas não entrou. Pedro chegou, entrou e viu os lençóis e o pano que cobrira a cabeça de Jesus, dobrado à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro, e viu, e creu (Jo 20.1-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Foi o primeiro dos discípulos a crer na ressurreição.

Mais tarde, junto ao mar da Galileia, quando a rede se encheu de peixes por ordem do homem que estava na praia, foi o discípulo amado quem primeiro o reconheceu e disse a Pedro: é o Senhor! (Jo 21.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Depois da restauração de Pedro, este viu o discípulo amado e perguntou a Jesus: Senhor, e quanto a ele? Jesus respondeu: se eu quiser que ele permaneça até que eu venha, que importa isso a você? Quanto a você, siga-me. Por causa dessa frase, espalhou-se entre os irmãos o boato de que aquele discípulo não morreria; mas o evangelho esclarece que Jesus não disse isso (Jo 21.20-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Na igreja de Jerusalém

Depois do Pentecostes, João aparece várias vezes ao lado de Pedro. Os dois subiam ao templo na hora da oração quando curaram, em nome de Jesus, um homem coxo de nascença (At 3.1-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Presos e levados diante do Sinédrio, falaram com tanta coragem que as autoridades, sabendo que eram homens sem instrução formal, ficaram admiradas e reconheceram que eles haviam estado com Jesus. Proibidos de falar em nome de Jesus, responderam: não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos (At 4.13-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Quando a Samaria recebeu a palavra de Deus pela pregação de Filipe, os apóstolos enviaram Pedro e João. Eles oraram pelos samaritanos e impuseram as mãos sobre eles, e eles receberam o Espírito Santo; na volta para Jerusalém, anunciaram o evangelho em muitas aldeias samaritanas (At 8.14-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O discípulo que um dia quisera fazer descer fogo sobre uma aldeia samaritana agora levava a ela o evangelho. Paulo conta que, quando foi a Jerusalém, Tiago, Cefas e João, considerados colunas da igreja, estenderam a ele e a Barnabé a mão direita em sinal de comunhão (Gl 2.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os escritos

A tradição cristã atribui a João cinco livros do Novo Testamento. O Evangelho de João começa afirmando que no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus, e que o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.1,14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Narra sete grandes sinais de Jesus e as suas declarações "Eu sou", e foi escrito, segundo o próprio autor, para que os leitores creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, crendo, tenham vida em seu nome (Jo 20.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Nele está a frase talvez mais conhecida da Bíblia: Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito (Jo 3.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A primeira carta de João começa falando do que "ouvimos, vimos com os nossos olhos e as nossas mãos tocaram" a respeito do Verbo da vida (1Jo 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e declara duas vezes que Deus é amor (1Jo 4.8,16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). As duas cartas menores são escritas por alguém que se apresenta como "o presbítero" (2Jo 1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 3Jo 1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Apocalipse foi escrito por um João que se apresenta como irmão e companheiro dos leitores na tribulação, e que estava na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus (Ap 1.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Desde a Antiguidade, alguns autores notaram diferenças de estilo entre o Apocalipse e o evangelho, e muitos estudiosos modernos discutem se todos esses livros são do mesmo autor; a tradição antiga, porém, os atribui ao apóstolo.

As tradições sobre os seus últimos anos

Segundo escritores antigos como Irineu e Eusébio, João viveu os últimos anos em Éfeso, na Ásia Menor, onde, segundo uma tradição, também teria vivido Maria, a mãe de Jesus. Durante o reinado do imperador Domiciano, por volta de 95 d.C., foi exilado na ilha de Patmos, onde recebeu a revelação do Apocalipse, e depois voltou a Éfeso. Irineu afirma que ele viveu até o reinado de Trajano, que começou em 98 d.C., e, segundo a tradição, foi o único dos Doze que não morreu como mártir. Tertuliano registra uma lenda segundo a qual, em Roma, João foi lançado em óleo fervente e saiu ileso. Jerônimo conta que, já muito idoso, João era levado à igreja pelos discípulos e repetia sempre: filhinhos, amem-se uns aos outros; quando lhe perguntavam por que dizia sempre a mesma coisa, respondia que esse é o mandamento do Senhor e que, se for cumprido, basta. Em Éfeso, no atual território da Turquia, estão as ruínas de uma grande basílica construída sobre o túmulo tradicional de João.

Fé e caráter

João é um dos exemplos mais claros de transformação pelo amor de Cristo. O jovem impetuoso, que queria impedir outros de agir em nome de Jesus, destruir uma aldeia com fogo e ocupar o lugar de honra, tornou-se o apóstolo do amor, que escreveu: amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus (1Jo 4.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Viveu uma profunda intimidade com Jesus (Jo 13.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e foi fiel até a cruz, quando quase todos fugiram (Jo 19.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Tinha uma fé atenta, que percebia os sinais: viu os lençóis e creu, e reconheceu o Senhor na praia antes dos outros (Jo 20.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 21.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Foi corajoso diante das autoridades (At 4.13,19-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e firme na defesa da verdade sobre Cristo contra os falsos mestres (1Jo 2.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Jo 4.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E mostrou humildade ao nunca escrever o próprio nome no evangelho, preferindo ser lembrado como o discípulo a quem Jesus amava.

Legado

João é lembrado como o evangelista que contemplou mais profundamente o mistério de Cristo, o apóstolo do amor e o vidente do Apocalipse. Na arte cristã, é representado pela águia, símbolo da altura da sua visão. Muitas igrejas celebram a sua memória em 27 de dezembro. João, o apóstolo, não deve ser confundido com João Batista, nem com João Marcos, o autor do segundo evangelho (At 12.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Conexão com Cristo

João começou o seu evangelho com a revelação mais elevada de Cristo: no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus; e o Verbo se fez carne, habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1.1,14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). João tinha visto essa glória no monte da transfiguração (Mt 17.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e a anunciou como testemunha: o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos e as nossas mãos tocaram, isso anunciamos a vocês, para que vocês tenham comunhão conosco, e a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo (1Jo 1.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O evangelho diz que o discípulo amado estava reclinado junto ao peito de Jesus na última ceia (Jo 13.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), usando a mesma palavra que aparece no prólogo, quando diz que o Filho unigênito está junto ao peito do Pai e o revelou (Jo 1.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Assim como o Filho vive na intimidade do Pai, o discípulo foi acolhido na intimidade do Filho. Jesus orou para que todos os que cressem nele participassem dessa mesma comunhão: como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, que também eles estejam em nós (Jo 17.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e disse: como o Pai me amou, assim também eu amei vocês (Jo 15.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Aos pés da cruz, João viu o sangue e a água saírem do lado de Jesus e deu testemunho para que creiamos (Jo 19.34-35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na sua carta, ele escreveria que o sangue de Jesus, o seu Filho, nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e o Apocalipse começa louvando aquele que nos ama e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados (Ap 1.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Filho do Trovão foi transformado pelo amor que contemplou na cruz: nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós (1Jo 3.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); nós amamos porque ele nos amou primeiro (1Jo 4.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Por fim, o discípulo que se reclinara junto ao peito de Jesus o viu, em Patmos, glorificado, com olhos como chama de fogo e o rosto brilhando como o sol, e caiu aos seus pés como morto. Mas Jesus colocou sobre ele a mão direita e disse: não tenha medo; eu sou o Primeiro e o Último, e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte (Ap 1.12-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O mesmo Senhor que João conheceu na intimidade é o Senhor glorioso que reina sobre a história. E o livro que, na ordem das Bíblias cristãs, encerra as Escrituras termina com a voz de João respondendo à promessa de Jesus — "certamente venho em breve" —: amém; vem, Senhor Jesus (Ap 22.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Livros onde aparece

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