Novo Testamento · Outros
José, esposo de Maria
- Significado do nome
"Que Deus acrescente", sentido explicado na Bíblia a respeito do primeiro José, filho de Jacó, cuja mãe disse: que o Senhor me acrescente outro filho (Gn 30.24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))
- Posição / vínculo com a Bíblia
Carpinteiro de Nazaré, descendente do rei Davi, noivo e depois esposo de Maria; homem justo que, ao saber que ela estava grávida, quis deixá-la em segredo, mas, avisado por um anjo em sonho, recebeu-a como esposa e deu ao menino o nome de Jesus; guiado por sonhos, protegeu a família na viagem a Belém, na fuga para o Egito e na volta para Nazaré; foi o pai legal de Jesus, que lhe era obediente e aprendeu com ele o ofício (Mt 1–2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 1.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 13.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))
- Nascimento
Provavelmente na Galileia ou na Judeia, numa família originária de Belém, da casa de Davi (Lc 2.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))
- Testamento
Novo Testamento
- Grupo
Outros
- Onde aparece
Mt 1.16-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 2.13-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 13.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 1.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 2.4-51 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 3.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 4.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 1.45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 6.42 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)
Síntese histórica
José era um carpinteiro de Nazaré, descendente do rei Davi, prometido em casamento a Maria (Mt 13.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 1.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Antes que passassem a viver juntos, descobriu-se que Maria estava grávida, e José, que era justo e não queria expô-la à vergonha pública, decidiu deixá-la em segredo. Mas um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e lhe disse que não tivesse medo de receber Maria como esposa, porque o que nela fora gerado vinha do Espírito Santo, e que ele daria ao menino o nome de Jesus, porque ele salvaria o seu povo dos seus pecados. José obedeceu, recebeu Maria e deu ao filho o nome de Jesus (Mt 1.18-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Por causa de um recenseamento, José levou Maria a Belém, a cidade de Davi, onde Jesus nasceu (Lc 2.4-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Apresentou o menino no templo, com a oferta dos pobres (Lc 2.22-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Avisado de novo em sonho, fugiu de noite com o menino e a mãe para o Egito, escapando de Herodes, e, depois da morte do rei, voltou e se estabeleceu em Nazaré (Mt 2.13-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quando Jesus tinha doze anos, José e Maria o procuraram aflitos durante três dias e o encontraram no templo; ele voltou com eles para Nazaré e lhes era obediente (Lc 2.41-51 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Bíblia não registra nenhuma palavra de José, e ele não aparece mais depois desse episódio; por isso, muitos entendem que morreu antes do início do ministério de Jesus.
História
Contexto e origem
José era descendente do rei Davi, e o anjo o chamou de filho de Davi (Mt 1.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). As duas genealogias de Jesus no Novo Testamento passam por José: a de Mateus o apresenta como filho de Jacó e marido de Maria, da qual nasceu Jesus (Mt 1.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e a de Lucas, como filho de Eli (Lc 3.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os intérpretes explicam essa diferença de várias maneiras: alguns pensam que Mateus registra a linhagem legal e real de José, e Lucas, a sua linhagem natural; outros, que um dos nomes se deve ao costume do casamento de levirato; e outros, que a genealogia de Lucas seria, na verdade, a de Maria. A questão é discutida, mas as duas genealogias afirmam que Jesus pertencia, por José, à casa de Davi.
José vivia em Nazaré, na Galileia (Lc 1.26-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 2.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Era carpinteiro (Mt 13.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); a palavra grega usada designava um artesão que trabalhava com madeira e, às vezes, com pedra, construindo casas, móveis e ferramentas. Perto de Nazaré, a cidade de Séforis estava sendo reconstruída na época, e alguns estudiosos supõem que José tenha trabalhado ali, mas isso não passa de hipótese. A Bíblia não informa a sua idade; a ideia de que fosse um homem idoso e viúvo vem de escritos apócrifos posteriores.
O noivado e a descoberta
José estava prometido em casamento a Maria (Lc 1.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 1.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No costume judaico da época, o noivado era um compromisso legal, e o noivo já era chamado de marido, embora o casal só passasse a viver junto depois do casamento. Antes que isso acontecesse, Maria foi encontrada grávida pelo Espírito Santo (Mt 1.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). José não sabia disso, e a situação, para ele, só podia significar infidelidade.
O Evangelho de Mateus diz que José, seu marido, sendo justo e não querendo expô-la à desonra pública, decidiu deixá-la secretamente (Mt 1.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Lei permitia que a noiva infiel fosse denunciada publicamente e punida com severidade (Dt 22.23-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). José, porém, escolheu um caminho discreto: daria a ela uma carta de divórcio diante de poucas testemunhas, sem expô-la. A sua justiça era acompanhada de misericórdia.
O primeiro sonho
Enquanto pensava nisso, um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e disse: José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, porque o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você lhe porá o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1.20-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O evangelista explica que isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta Isaías: a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado Emanuel, que significa Deus conosco (Mt 1.22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Is 7.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu Maria como sua esposa; mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho, e ele lhe pôs o nome de Jesus (Mt 1.24-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ao dar o nome ao menino, José o reconhecia legalmente como seu filho e o incluía na família de Davi. A Bíblia não registra nenhuma palavra de José; ele aparece sempre agindo, e obedecendo sem demora.
A viagem a Belém
Quando o imperador César Augusto ordenou um recenseamento, cada um foi registrar-se na sua cidade. José também subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, para a Judeia, para Belém, a cidade de Davi, porque era da casa e da família de Davi, para registrar-se com Maria, sua noiva, que estava grávida (Lc 2.1-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Era uma viagem de cerca de cento e cinquenta quilômetros. Em Belém, Maria deu à luz o seu filho primogênito e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria (Lc 2.6-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os pastores, avisados pelos anjos, foram depressa e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura (Lc 2.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A circuncisão e a apresentação
Oito dias depois, o menino foi circuncidado e recebeu o nome de Jesus, como o anjo havia dito (Lc 2.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quarenta dias depois do nascimento, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, conforme a Lei, e ofereceram um par de rolinhas ou dois pombinhos, a oferta dos que não tinham recursos para oferecer um cordeiro (Lc 2.22-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lv 12.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quando o idoso Simeão tomou o menino nos braços e louvou a Deus, José e a mãe do menino se admiraram com o que se dizia a respeito dele, e Simeão os abençoou (Lc 2.33-34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
O segundo sonho e a fuga para o Egito
Depois da visita dos magos, um anjo do Senhor apareceu de novo a José em sonho e disse: levante-se, tome o menino e a sua mãe e fuja para o Egito; fique lá até que eu lhe avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo (Mt 2.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). José se levantou, tomou o menino e a mãe durante a noite e partiu para o Egito, onde ficou até a morte de Herodes (Mt 2.14-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Naquela época, havia grandes comunidades judaicas no Egito, especialmente em Alexandria. O evangelista viu nesse episódio o cumprimento da palavra do profeta Oseias: do Egito chamei o meu filho (Mt 2.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Os 11.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Tradições posteriores, especialmente da igreja copta do Egito, descrevem o percurso da família no país, mas esses relatos não estão na Bíblia.
A volta para Nazaré
Depois que Herodes morreu, em 4 a.C., o anjo do Senhor apareceu outra vez em sonho a José, no Egito, e disse: levante-se, tome o menino e a sua mãe e vá para a terra de Israel, porque já morreram os que procuravam tirar a vida do menino. José se levantou e voltou com eles para a terra de Israel (Mt 2.19-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas, quando soube que Arquelau, filho de Herodes, reinava na Judeia, teve medo de ir para lá; avisado em sonho, retirou-se para a região da Galileia e foi morar na cidade de Nazaré (Mt 2.22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O historiador Flávio Josefo confirma que Arquelau começou o seu governo com grande violência. Como o patriarca José, filho de Jacó, que também recebeu revelações em sonhos e levou a sua família para o Egito, José de Nazaré foi conduzido por Deus por meio de sonhos — quatro vezes, segundo o Evangelho de Mateus.
O pai em Nazaré
Em Nazaré, o menino crescia e se fortalecia, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre ele (Lc 2.40 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Todos os anos, José e Maria iam a Jerusalém para a festa da Páscoa (Lc 2.41 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quando Jesus tinha doze anos, ficou em Jerusalém sem que eles percebessem; depois de procurá-lo durante três dias, encontraram-no no templo, entre os mestres. Maria lhe disse: seu pai e eu estávamos aflitos, procurando você. Jesus respondeu: não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai? (Lc 2.42-49 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus distinguia José, o pai que o criava, do seu Pai celestial. Mesmo assim, voltou com José e Maria para Nazaré e lhes era obediente, e crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens (Lc 2.51-52 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Esse é o último episódio em que José aparece na Bíblia.
O carpinteiro
Anos depois, quando Jesus ensinava na sinagoga de Nazaré, os moradores perguntavam admirados: não é este o filho do carpinteiro? (Mt 13.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); não é este o filho de José? (Lc 4.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 6.42 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Evangelho de Marcos chama o próprio Jesus de carpinteiro (Mc 6.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o que indica que ele aprendeu o ofício com José. Lucas observa que Jesus era tido como filho de José (Lc 3.23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), deixando claro que a sua relação com José era de paternidade legal, e não natural. Filipe, ao apresentar Jesus a Natanael, chamou-o de Jesus de Nazaré, filho de José (Jo 1.45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
O silêncio e a morte
Depois do episódio de Jesus aos doze anos, José não aparece mais nos evangelhos. Ele não é mencionado nas bodas de Caná, nos episódios em que a mãe e os irmãos de Jesus o procuram durante o ministério, nem junto à cruz, onde Jesus confiou Maria aos cuidados do discípulo amado (Jo 2.1-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 3.31-35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.26-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Por isso, a maioria dos intérpretes entende que José morreu antes do início do ministério público de Jesus. A Bíblia não registra a sua morte. Um escrito apócrifo posterior, chamado História de José, o Carpinteiro, conta que ele morreu muito idoso, assistido por Jesus e Maria, e por isso a tradição cristã passou a considerá-lo padroeiro da boa morte; trata-se de uma tradição sem base nos evangelhos.
Fé e caráter
José é apresentado pela Bíblia como um homem justo (Mt 1.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), cuja justiça era acompanhada de misericórdia. Obedeceu a Deus com prontidão: quatro vezes recebeu uma ordem em sonho, e quatro vezes se levantou e fez o que lhe fora dito, mesmo quando isso significava enfrentar a vergonha, abandonar a sua casa no meio da noite ou viver como estrangeiro (Mt 1.24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 2.14,21-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Protegeu Maria e o menino com coragem, cumpriu com fidelidade os preceitos da Lei (Lc 2.21-24,41 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e criou com humildade um filho que não era seu por natureza, mas que era o Filho de Deus. Trabalhou com as próprias mãos e ensinou o seu ofício a Jesus (Mt 13.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 6.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Bíblia não registra nenhuma palavra sua nem nenhuma falha.
Legado
José é lembrado como modelo de pai, de esposo e de homem justo e obediente. Muitas igrejas cristãs o honram de modo especial, e a Igreja Católica o proclamou padroeiro da igreja universal no século XIX. A sua figura silenciosa, mas decisiva, mostra como Deus usa pessoas simples e fiéis para cumprir os seus grandes propósitos. José, esposo de Maria, não deve ser confundido com outros homens do mesmo nome na Bíblia, como José, filho de Jacó (Gn 37–50 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), José de Arimateia, que sepultou Jesus (Mt 27.57-60 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e José, um dos irmãos de Jesus (Mt 13.55 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Conexão com Cristo
Por meio de José, Jesus recebeu legalmente a herança da casa de Davi. O Evangelho de Mateus começa apresentando Jesus Cristo como filho de Davi (Mt 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e chega a ele pela linhagem de José, o marido de Maria (Mt 1.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus havia prometido a Davi que levantaria um descendente seu, cujo trono seria estabelecido para sempre (2Sm 7.12-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e o anjo anunciou a Maria que Deus daria a Jesus o trono de Davi, seu pai (Lc 1.32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). José, o filho de Davi que adotou Jesus como seu, foi o instrumento dessa continuidade.
Foi José quem deu ao menino o nome de Jesus, conforme a ordem do anjo, porque ele salvaria o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21,25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Por meio da obediência silenciosa de um carpinteiro de Nazaré, o Filho de Deus recebeu o nome que está acima de todo nome, diante do qual todo joelho se dobrará (Fp 2.9-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o único nome dado entre os homens pelo qual devemos ser salvos (At 4.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
José foi justo e, ao mesmo tempo, misericordioso: diante do que parecia ser um pecado, não quis expor Maria à vergonha (Mt 1.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Nisso, ele antecipa, com moderação, o caráter do Filho que criou. Jesus ensinou que Deus quer misericórdia (Mt 9.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 12.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e, diante da mulher acusada de adultério, não a condenou, mas a chamou a uma vida nova (Jo 8.10-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na cruz, a justiça e a misericórdia de Deus se encontraram plenamente (Rm 3.25-26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Por fim, José, conduzido por sonhos, levou a família para o Egito para preservar a vida do menino, como o patriarca José, filho de Jacó, também conduzido por sonhos, levou para o Egito a família de Israel para preservá-la (Gn 45.5-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 46.1-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus refez, assim, o caminho de Israel, como o verdadeiro Filho chamado do Egito (Mt 2.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E há uma bela inversão na história de José de Nazaré: ele recebeu em sua família, como filho adotivo, o Filho eterno de Deus; e esse Filho veio para que nós fôssemos adotados como filhos na família de Deus (Gl 4.4-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ef 1.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), podendo chamar Deus de Pai, como ele nos ensinou (Mt 6.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O carpinteiro de Nazaré criou aquele por meio de quem Deus fez o universo (Hb 1.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), o construtor que edifica a sua igreja, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão (Mt 16.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
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