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Antigo Testamento · Profetas

Malaquias

Significado do nome

"Meu mensageiro", sentido do nome hebraico; a Bíblia não explica o nome, e alguns estudiosos pensam que se trate de um título, e não de um nome próprio, porque o livro anuncia: eis que envio o meu mensageiro (Ml 3.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Posição / vínculo com a Bíblia

Profeta de Judá depois do exílio, último dos Doze Profetas e, na ordem das Bíblias cristãs, o último livro do Antigo Testamento; por meio de perguntas e respostas, confrontou os sacerdotes e o povo pela sua indiferença, pelos sacrifícios defeituosos, pela infidelidade no casamento e pela retenção dos dízimos; anunciou o mensageiro que prepararia o caminho, o Senhor que viria de repente ao seu templo, o sol da justiça e a volta do profeta Elias (Ml 1–4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 11.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 1.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Testamento

Antigo Testamento

Grupo

Profetas

Síntese histórica

Malaquias é conhecido apenas pelo livro que leva o seu nome, apresentado como a sentença da palavra do Senhor a Israel por meio de Malaquias (Ml 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pregou depois do exílio, quando o templo já havia sido reconstruído e funcionava, e Judá era governado por um governador persa (Ml 1.8,10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os problemas que denunciou — sacerdotes negligentes, casamentos com mulheres que serviam a outros deuses, divórcios e dízimos retidos — são os mesmos enfrentados por Esdras e Neemias, e por isso muitos situam o seu ministério por volta de 460 a 430 a.C. O povo havia voltado à sua terra, mas a restauração gloriosa anunciada pelos profetas ainda não viera, e a fé se tornara cansada e rotineira.

Malaquias transmitiu a mensagem de Deus em forma de diálogo: Deus fazia uma afirmação, o povo respondia com uma objeção — "em que…?" — e Deus explicava. Declarou o amor de Deus por Israel (Ml 1.2-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), repreendeu os sacerdotes que ofereciam animais cegos e doentes (Ml 1.6–2.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), condenou a infidelidade conjugal e o divórcio (Ml 2.10-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e chamou o povo a voltar para Deus trazendo os dízimos (Ml 3.7-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Anunciou que Deus enviaria o seu mensageiro para preparar o caminho, e que o Senhor viria de repente ao seu templo (Ml 3.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); que nasceria o sol da justiça, trazendo cura nas suas asas (Ml 4.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); e que Deus enviaria o profeta Elias antes do grande dia do Senhor (Ml 4.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Novo Testamento identifica esse mensageiro com João Batista, que preparou o caminho para Jesus (Mt 11.10-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

História

Contexto e origem

A Bíblia não informa nada sobre a vida de Malaquias além do nome (Ml 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Como "Malaquias" significa "meu mensageiro", e como a antiga tradução grega traduziu o primeiro versículo como "por meio do seu mensageiro", alguns estudiosos pensam que o livro seja anônimo e que o nome tenha sido tirado de Malaquias 3.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); outros entendem que se trata de um nome próprio, como os dos demais profetas. Uma tradição judaica antiga chegou a identificá-lo com Esdras, sem fundamento seguro.

O livro reflete a situação de Judá algumas décadas depois da reconstrução do templo, concluída em 516 a.C. O templo estava em funcionamento, com sacrifícios e sacerdotes (Ml 1.7-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e o povo estava sob um governador persa (Ml 1.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas o entusiasmo da volta havia passado. As promessas de Ageu e de Zacarias sobre a glória do templo e a vinda do Rei pareciam não se cumprir; o povo era pobre e pequeno, e muitos se perguntavam se valia a pena servir a Deus (Ml 3.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A religião continuava, mas sem coração.

Um diálogo com o povo

Malaquias organizou a sua mensagem como uma série de diálogos. Deus fazia uma afirmação; o povo respondia com uma pergunta cética — em que nos amaste? em que desprezamos o teu nome? em que te roubamos? —; e Deus respondia mostrando a verdade (Ml 1.2,6-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ml 2.14,17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ml 3.7-8,13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Essas perguntas revelam um povo que não percebia o próprio pecado nem o amor de Deus.

"Eu amei vocês"

A primeira palavra do livro é uma declaração de amor: eu amei vocês, diz o Senhor. Mas o povo perguntou: em que nos amaste? (Ml 1.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus respondeu lembrando a história de Jacó e Esaú: Esaú não era irmão de Jacó? Mas eu amei Jacó e rejeitei Esaú (Ml 1.2-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Edom, o povo de Esaú, estava em ruínas e continuaria assim, enquanto Israel fora restaurado; e o povo veria com os próprios olhos e diria que o Senhor é grande, até além das fronteiras de Israel (Ml 1.3-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na linguagem hebraica, a expressão "amar e odiar" pode indicar escolha e preferência, e não apenas sentimento (Gn 29.30-31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 14.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O apóstolo Paulo citou essas palavras para falar da escolha livre e graciosa de Deus (Rm 9.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os sacerdotes e os sacrifícios

Deus voltou-se para os sacerdotes: o filho honra o pai, e o servo, o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou senhor, onde está o temor que me é devido? E perguntou por que eles desprezavam o seu nome (Ml 1.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os sacerdotes ofereciam no altar alimentos impuros e animais cegos, aleijados e doentes, e achavam que isso não tinha importância. Deus os desafiou: experimentem oferecê-los ao governador; será que ele se agradaria de vocês? (Ml 1.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Seria melhor que alguém fechasse as portas do templo, para que não acendessem o fogo do altar inutilmente; Deus não tinha prazer neles nem aceitaria as suas ofertas (Ml 1.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Diziam que o serviço era um cansaço e o tratavam com desprezo (Ml 1.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

No meio dessa repreensão, Deus fez uma declaração surpreendente: desde o nascente até o poente o meu nome é grande entre as nações; em todo lugar se oferece incenso ao meu nome e uma oferta pura, porque o meu nome é grande entre as nações (Ml 1.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E acrescentou: eu sou um grande Rei, e o meu nome é temido entre as nações (Ml 1.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Deus lembrou a aliança que fizera com Levi, o antepassado dos sacerdotes: havia nele temor de Deus, a lei da verdade estava na sua boca, ele andava em paz e retidão e desviava muitos da iniquidade. Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca o povo deve buscar a instrução, pois ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos (Ml 2.4-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas os sacerdotes daquele tempo haviam se desviado do caminho, feito muitos tropeçarem e mostrado parcialidade no ensino da Lei; por isso Deus os tornaria desprezíveis diante do povo (Ml 2.8-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A infidelidade e o divórcio

Malaquias perguntou: não temos todos um único Pai? Não fomos criados por um único Deus? Por que, então, somos infiéis uns com os outros, profanando a aliança dos nossos pais? (Ml 2.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Judá havia sido infiel, casando-se com a filha de um deus estrangeiro, isto é, com mulheres que serviam a outros deuses (Ml 2.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E havia ainda outro pecado: o povo cobria o altar de lágrimas e gemidos, porque Deus não aceitava mais as suas ofertas. Quando perguntaram por quê, Deus respondeu: porque o Senhor foi testemunha entre você e a mulher da sua mocidade, com a qual você foi infiel, embora ela fosse a sua companheira e a mulher da sua aliança (Ml 2.13-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Muitos homens estavam abandonando as esposas com quem haviam se casado na juventude. Deus declarou que odeia o divórcio e a violência com que alguns cobriam as suas vestes, e chamou: tenham cuidado com o seu espírito e não sejam infiéis (Ml 2.15-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A tradução exata do versículo 16 é discutida, mas o sentido geral é claro: Deus condena a quebra da aliança do casamento.

"Onde está o Deus da justiça?"

O povo cansava a Deus com as suas palavras, dizendo que todo o que fazia o mal era bom aos olhos do Senhor e que ele se agradava dos maus; ou perguntando: onde está o Deus da justiça? (Ml 2.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A resposta de Deus foi uma das profecias mais importantes do livro: eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vocês buscam, o mensageiro da aliança, a quem vocês desejam; eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos (Ml 3.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Mas quem poderia suportar o dia da sua vinda? Quem ficaria de pé quando ele aparecesse? Porque ele seria como o fogo do ourives e como o sabão do lavandeiro; ele se sentaria como quem refina e purifica a prata, purificaria os filhos de Levi e os refinaria como ouro e prata, para que trouxessem ao Senhor ofertas com justiça (Ml 3.2-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ele viria para julgar os feiticeiros, os adúlteros, os que juram falsamente, os que exploram o salário do trabalhador, oprimem a viúva e o órfão e negam justiça ao estrangeiro (Ml 3.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E Deus acrescentou: porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vocês, filhos de Jacó, não foram destruídos (Ml 3.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os dízimos

Deus chamou o povo a voltar: desde os dias dos seus pais vocês se desviaram dos meus decretos; voltem para mim, e eu voltarei para vocês. E, quando perguntaram como voltariam, Deus respondeu com uma pergunta dura: pode um homem roubar a Deus? Mas vocês me roubam. Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas (Ml 3.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os levitas dependiam dos dízimos para servir no templo, e, quando eles não eram entregues, abandonavam o serviço, como Neemias também constatou (Ne 13.10-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus disse: tragam todos os dízimos ao depósito do templo, para que haja alimento na minha casa, e ponham-me à prova nisso, para ver se não abrirei as janelas do céu e não derramarei sobre vocês bênção sem medida (Ml 3.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ele afastaria as pragas que destruíam as colheitas, e todas as nações chamariam Israel de feliz (Ml 3.11-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O livro de memória

Alguns do povo diziam duramente que era inútil servir a Deus e que não havia vantagem em guardar os seus mandamentos, porque os arrogantes prosperavam e os que tentavam a Deus escapavam (Ml 3.13-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas havia outros: os que temiam o Senhor conversavam uns com os outros, e o Senhor prestava atenção e os ouvia; e foi escrito diante dele um livro de memória a respeito dos que temiam o Senhor e honravam o seu nome (Ml 3.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus declarou: eles serão meus, no dia em que eu agir, serão o meu tesouro especial; terei compaixão deles como um pai tem compaixão do filho que o serve. E então se veria de novo a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve (Ml 3.17-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O sol da justiça

Malaquias anunciou o dia que viria ardendo como uma fornalha, em que os arrogantes e os que praticam o mal seriam como palha (Ml 4.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas para os que temem o nome de Deus, nasceria o sol da justiça, trazendo cura nas suas asas; e eles sairiam e saltariam de alegria, como bezerros soltos do curral (Ml 4.2-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Moisés e Elias

O livro termina com duas lembranças. A primeira olha para trás: lembrem-se da lei do meu servo Moisés, os decretos e as ordenanças que lhe dei no monte Horebe para todo Israel (Ml 4.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A segunda olha para a frente: eis que eu enviarei a vocês o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; ele fará voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição (Ml 4.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na ordem das Bíblias cristãs, essas são as últimas palavras do Antigo Testamento. Na tradição judaica, quando o livro é lido na sinagoga, costuma-se repetir o versículo sobre Elias depois do último, para não encerrar a leitura com a palavra "maldição", e na celebração da Páscoa se reserva um cálice para Elias.

O silêncio profético

A Bíblia não registra nada sobre o fim da vida de Malaquias. Uma antiga tradição judaica considera Ageu, Zacarias e Malaquias os últimos profetas, depois dos quais a profecia cessou em Israel. Seguiram-se cerca de quatro séculos sem um profeta reconhecido, até que surgiu no deserto João Batista, vestido como Elias, preparando o caminho do Senhor.

Fé e mensagem

O livro revela um profeta que teve a coragem de confrontar a indiferença religiosa do povo e dos sacerdotes, num tempo de desânimo. A sua mensagem combina a afirmação do amor fiel de Deus (Ml 1.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ml 3.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) com a exigência de um culto sincero (Ml 1.6-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), de fidelidade no casamento (Ml 2.14-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), de justiça para com os pobres (Ml 3.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e de generosidade (Ml 3.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ao mesmo tempo, Malaquias manteve viva a esperança na vinda do Senhor e do seu mensageiro (Ml 3.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ml 4.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Legado

O livro de Malaquias encerra os Doze Profetas e, na ordem cristã, todo o Antigo Testamento, ligando-o diretamente ao Novo por meio da promessa do mensageiro e de Elias. As suas palavras sobre os dízimos (Ml 3.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), sobre o Deus que não muda (Ml 3.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e sobre o sol da justiça (Ml 4.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) se tornaram muito conhecidas. Os evangelhos o citam no início do ministério de João Batista e de Jesus (Mc 1.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 11.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Conexão com Cristo

Malaquias anunciou que Deus enviaria o seu mensageiro para preparar o caminho e que, de repente, o Senhor viria ao seu templo (Ml 3.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Evangelho de Marcos começa justamente com essa profecia, aplicada a João Batista (Mc 1.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Jesus declarou que João era o mensageiro de quem estava escrito: eis que envio o meu mensageiro adiante de ti, o qual preparará o teu caminho (Mt 11.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 7.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em Malaquias, o mensageiro prepara o caminho do próprio Senhor; nos evangelhos, ele prepara o caminho de Jesus. O Senhor que viria ao seu templo é Jesus, apresentado ali ainda bebê (Lc 2.22-32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e que, como o fogo do ourives anunciado por Malaquias, purificou o templo, expulsando os que o profanavam (Jo 2.13-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ml 3.2-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Malaquias anunciou que Deus enviaria o profeta Elias para converter o coração dos pais aos filhos (Ml 4.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O anjo Gabriel usou exatamente essas palavras ao anunciar o nascimento de João Batista: ele iria adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos (Lc 1.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus confirmou que João era o Elias que havia de vir (Mt 11.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 17.10-13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E há um detalhe notável: o último livro do Antigo Testamento termina lembrando Moisés e anunciando Elias (Ml 4.4-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e, no monte da transfiguração, foram justamente Moisés e Elias que apareceram conversando com Jesus, enquanto a voz do Pai dizia: este é o meu Filho amado; a ele ouvi (Mt 17.3-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Malaquias anunciou que, para os que temem a Deus, nasceria o sol da justiça, trazendo cura nas suas asas (Ml 4.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Zacarias, o pai de João Batista, cantou que o sol nascente das alturas viria nos visitar, para iluminar os que estão nas trevas (Lc 1.78-79 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Jesus declarou: eu sou a luz do mundo (Jo 8.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A palavra hebraica traduzida por "asas" também designava as pontas do manto; muitos intérpretes lembram, com moderação, a mulher que foi curada ao tocar a borda do manto de Jesus (Mt 9.20-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Por fim, Malaquias anunciou que o nome de Deus seria grande entre as nações e que em todo lugar se ofereceria a ele uma oferta pura (Ml 1.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus anunciou que chegaria a hora em que os verdadeiros adoradores adorariam o Pai em espírito e em verdade, não apenas em Jerusalém (Jo 4.21-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e o evangelho foi levado a todas as nações. O Deus que declarou "eu, o Senhor, não mudo" (Ml 3.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) se revelou plenamente em Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hb 13.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E o Antigo Testamento, que na ordem cristã termina com a advertência da maldição (Ml 4.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), encontra a sua resposta no Novo: Cristo nos resgatou da maldição da lei, tornando-se maldição em nosso lugar (Gl 3.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e, na nova criação, não haverá mais nenhuma maldição (Ap 22.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); a última palavra da Bíblia é graça (Ap 22.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

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