Pular para o conteúdo
Farol Bíblico
Início

← Todos os personagens

Novo Testamento · Outros

Pôncio Pilatos

Outros nomes

Pilatos, o governador (Mt 27.2; Lc 3.1)

Significado do nome

Pôncio indica a família romana dos Pôncios; Pilatos provavelmente se liga ao pilum, o dardo do soldado romano, com o sentido de "armado de dardo"

Posição / vínculo com a Bíblia

Governador romano da Judeia que, mesmo declarando Jesus inocente, entregou-o para ser crucificado; seu nome ficou ligado para sempre à morte de Cristo na confissão de fé da igreja

Morte

Segundo a tradição relatada por Eusébio de Cesareia, suicidou-se no tempo do imperador Calígula; local e data incertos

Testamento

Novo Testamento

Grupo

Outros

Síntese histórica

Pôncio Pilatos foi o governador romano da Judeia entre os anos 26 e 36 d.C., sob o imperador Tibério (Lc 3.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Coube a ele julgar Jesus na manhã da Páscoa. Os quatro Evangelhos mostram um governante que interrogou o acusado, reconheceu repetidamente que não encontrava nele culpa alguma e tentou libertá-lo, mas que, pressionado pelos líderes religiosos e pela multidão, e temendo ser denunciado a César, entregou-o para ser açoitado e crucificado (Lc 23.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 23.14-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.12-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Foi diante de Pilatos que Jesus declarou que o seu Reino não é deste mundo e que veio para dar testemunho da verdade, e foi Pilatos quem respondeu com a célebre pergunta sobre o que é a verdade (Jo 18.36-38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Lavou as mãos diante do povo, como quem quer se isentar do sangue do justo (Mt 27.24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), mas não se livrou da responsabilidade: a igreja o lembra, desde os primeiros séculos, ao confessar que Jesus padeceu sob Pôncio Pilatos. Fontes romanas e judaicas, além de uma inscrição encontrada em Cesareia, confirmam sua existência e o retratam como um administrador duro e pouco sensível aos costumes judaicos.

História

Contexto e origem

Depois que Arquelau, filho de Herodes, o Grande, foi deposto no ano 6 d.C., a Judeia passou a ser governada diretamente por oficiais romanos (Mt 2.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pilatos foi o quinto deles. Seu título oficial era prefeito, como confirma uma inscrição em pedra descoberta em 1961 no teatro de Cesareia Marítima, que menciona Pôncio Pilatos, prefeito da Judeia, e um edifício dedicado ao imperador Tibério. Escritores posteriores o chamaram de procurador, título usado mais tarde para o mesmo cargo. Os Evangelhos o chamam simplesmente de governador (Mt 27.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 20.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O governador residia em Cesareia, no litoral, mas subia a Jerusalém nas grandes festas, quando a cidade se enchia de peregrinos e o risco de revoltas aumentava. Comandava as tropas auxiliares, cobrava os tributos para Roma e detinha o poder de vida e morte, que o Sinédrio não tinha (Jo 18.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Nada se sabe com segurança sobre seu nascimento, sua família ou sua carreira anterior. Mateus menciona apenas a sua mulher, sem dar-lhe nome (Mt 27.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Um governo conturbado

Fontes extrabíblicas registram vários conflitos durante o governo de Pilatos. Flávio Josefo conta que ele introduziu em Jerusalém estandartes militares com a imagem do imperador, o que os judeus consideravam idolatria, e só os retirou diante de uma multidão disposta a morrer; e que usou recursos do tesouro do templo para construir um aqueduto, reprimindo com violência os protestos. Fílon de Alexandria, autor judeu da época, descreve-o como inflexível, obstinado e cruel, embora seu relato tenha intenção polêmica. O historiador romano Tácito, no início do século II, menciona que Cristo foi executado no tempo de Tibério pelo governador Pôncio Pilatos.

O próprio Evangelho de Lucas registra um episódio semelhante: alguns contaram a Jesus que Pilatos havia misturado o sangue de certos galileus com os sacrifícios que eles ofereciam, e Jesus usou o fato para chamar todos ao arrependimento (Lc 13.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Lucas também observa que Pilatos e Herodes Antipas eram inimigos até o dia do julgamento de Jesus (Lc 23.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Jesus diante do governador

Na madrugada da sexta-feira, depois do interrogatório na casa de Caifás, os líderes judeus levaram Jesus amarrado ao pretório, a residência oficial do governador em Jerusalém (Mt 27.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 18.28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Não entraram, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa, e Pilatos saiu ao encontro deles (Jo 18.28-29 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Perguntou qual era a acusação. Responderam que, se ele não fosse um malfeitor, não o teriam entregado. Pilatos mandou que o julgassem segundo a lei deles, mas eles lembraram que não tinham autoridade para executar ninguém (Jo 18.29-31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Diante do governador, a acusação religiosa de blasfêmia se transformou em acusação política. Disseram que Jesus pervertia a nação, proibia pagar tributo a César e se dizia Cristo, Rei (Lc 23.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Para um governador romano, essa era uma acusação grave, porque qualquer pretendente a rei era uma ameaça ao domínio do imperador.

"Que é a verdade?"

Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe se ele era o rei dos judeus (Jo 18.33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus respondeu que o seu Reino não é deste mundo; se fosse, os seus servos lutariam para que ele não fosse entregue (Jo 18.36 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pilatos insistiu se ele era, então, rei, e Jesus afirmou que ele mesmo o dizia, e que para isso nascera e viera ao mundo: para dar testemunho da verdade, e que todo aquele que é da verdade ouve a sua voz (Jo 18.37 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pilatos respondeu com a pergunta "Que é a verdade?" e, sem esperar resposta, saiu de novo (Jo 18.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Diante dos acusadores, declarou que não encontrava nele crime algum (Jo 18.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 23.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Os Evangelhos registram que Pilatos repetiu essa declaração três vezes (Lc 23.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 23.14-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 23.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.4-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Diante das muitas acusações, Jesus permaneceu em silêncio, a ponto de o governador ficar muito admirado (Mt 27.12-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 15.3-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Herodes, Barrabás e o sonho

Ao ouvir que Jesus era galileu, Pilatos enviou-o a Herodes Antipas, que estava em Jerusalém. Herodes zombou dele e o devolveu (Lc 23.6-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pilatos então reuniu os líderes e o povo e anunciou que, como nem ele nem Herodes haviam encontrado culpa em Jesus, iria castigá-lo e soltá-lo (Lc 23.13-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Havia o costume de o governador soltar um preso na festa, a pedido do povo. Pilatos ofereceu a escolha entre Jesus e Barrabás, preso por sedição e homicídio, sabendo que os principais sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja (Mt 27.15-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mc 15.6-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 23.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Enquanto estava no tribunal, sua mulher mandou-lhe um recado, pedindo que não se envolvesse com aquele justo, porque naquele dia sofrera muito em sonho por causa dele (Mt 27.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão a pedir Barrabás e a morte de Jesus (Mt 27.20-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quando Pilatos perguntou o que faria com Jesus, todos gritaram que fosse crucificado (Mt 27.22-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

"Eis o homem"

Pilatos mandou açoitar Jesus. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos, puseram-na sobre a sua cabeça, vestiram-no com um manto de púrpura e zombavam dele, saudando-o como rei dos judeus (Jo 19.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pilatos o apresentou ao povo assim, coroado de espinhos e vestido de púrpura, dizendo: "Eis o homem!", e repetiu que não encontrava nele crime algum (Jo 19.4-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Talvez esperasse que a imagem de um homem humilhado fosse suficiente para satisfazer os acusadores. Os principais sacerdotes e os guardas, porém, gritaram pela crucificação (Jo 19.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Os líderes declararam, então, que Jesus devia morrer segundo a Lei deles, porque se fizera Filho de Deus. Ao ouvir isso, Pilatos teve ainda mais medo (Jo 19.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Voltou ao pretório e perguntou a Jesus de onde ele era, mas Jesus não respondeu. Pilatos lembrou-lhe que tinha autoridade para soltá-lo e para crucificá-lo. Jesus respondeu que ele não teria nenhuma autoridade sobre ele, se não lhe fosse dada do alto, e que, por isso, quem o entregara tinha maior pecado (Jo 19.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A rendição

Desde então, Pilatos procurava soltar Jesus, mas os líderes gritavam que, se o soltasse, não seria amigo de César, porque todo aquele que se faz rei se opõe a César (Jo 19.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A ameaça era clara: uma denúncia ao imperador Tibério, conhecido por sua desconfiança, poderia custar ao governador o cargo e até a vida.

Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, num lugar chamado Pavimento, em hebraico Gábata. Era a preparação da Páscoa, por volta da hora sexta. Disse aos judeus: "Eis o vosso rei". Eles gritaram que fosse crucificado, e, quando Pilatos perguntou se crucificaria o rei deles, os principais sacerdotes responderam que não tinham rei senão César (Jo 19.13-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Mateus registra que, vendo que nada conseguia e que o tumulto aumentava, Pilatos mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e declarou-se inocente do sangue daquele justo, e o povo respondeu que o sangue dele caísse sobre eles e sobre seus filhos (Mt 27.24-25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O gesto lembra o rito da Lei pelo qual os anciãos de uma cidade lavavam as mãos para declarar-se inocentes de um homicídio cujo autor era desconhecido (Dt 21.6-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No caso de Pilatos, porém, o juiz sabia quem era o inocente e tinha o poder de soltá-lo. Ao longo da história, a resposta da multidão foi usada para justificar o ódio aos judeus, leitura que o Novo Testamento não autoriza: a própria igreja reconheceu que gentios e judeus, Herodes e Pilatos, se reuniram contra Jesus (At 4.27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e que ele morreu pelos pecados de todos (1Jo 2.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para ser crucificado (Mc 15.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O título e o sepultamento

Pilatos mandou escrever um título e colocá-lo sobre a cruz: Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus. O texto estava escrito em hebraico, latim e grego, e muitos o leram. Os principais sacerdotes pediram que escrevesse que Jesus apenas dizia ser o rei dos judeus, mas Pilatos respondeu: "O que escrevi, escrevi" (Jo 19.19-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Depois da morte de Jesus, Pilatos atendeu ao pedido dos líderes de quebrar as pernas dos crucificados, para que os corpos não ficassem na cruz no sábado (Jo 19.31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Recebeu também José de Arimateia, que lhe pediu o corpo de Jesus. Marcos registra que Pilatos se admirou de que ele já estivesse morto e confirmou a morte com o centurião antes de entregar o corpo (Mc 15.43-45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No dia seguinte, a pedido dos principais sacerdotes e dos fariseus, autorizou uma guarda para o sepulcro, que eles selaram (Mt 27.62-66 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O nome na pregação da igreja

Pilatos é lembrado várias vezes na pregação apostólica. Pedro recordou ao povo que eles haviam negado Jesus diante de Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo (At 3.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Paulo, em Antioquia da Pisídia, lembrou que, mesmo sem encontrarem causa de morte, pediram a Pilatos que Jesus fosse morto (At 13.28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). E, escrevendo a Timóteo, Paulo mencionou que Cristo Jesus fez a boa confissão diante de Pôncio Pilatos (1Tm 6.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A menção ao governador ancorava a mensagem do evangelho num fato histórico preciso, de lugar e data conhecidos.

O fim de Pilatos e a tradição posterior

Segundo Josefo, em 36 d.C., Pilatos reprimiu com violência um grupo de samaritanos reunidos no monte Gerizim. Os samaritanos queixaram-se a Vitélio, legado romano da Síria, que afastou Pilatos do cargo e o mandou a Roma para prestar contas ao imperador. Tibério, porém, morreu antes que ele chegasse, e a partir daí as fontes históricas silenciam.

Eusébio de Cesareia, no século IV, relata uma tradição segundo a qual Pilatos, caído em desgraça, suicidou-se no tempo do imperador Calígula. Outras lendas situam sua morte em Roma, na Gália ou na Suíça. Em sentido oposto, alguns escritos apócrifos o apresentam como simpatizante ou até convertido ao cristianismo, e as igrejas copta e etíope chegaram a venerá-lo, enquanto a igreja ortodoxa grega venera sua mulher, a quem a tradição deu o nome de Cláudia Prócula. Nada disso pertence ao texto bíblico, e deve ser recebido apenas como tradição.

Fé e fraquezas

Os Evangelhos não fazem de Pilatos nem um monstro nem um herói. Ele percebeu a inveja dos acusadores (Mt 27.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), reconheceu a inocência do réu, sentiu medo diante da sua dignidade (Jo 19.8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e procurou soltá-lo (Jo 19.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas não teve coragem de fazer o que sabia ser justo. Escolheu a própria segurança, a carreira e a boa relação com César, e tentou lavar as mãos de uma decisão que era sua. Sua pergunta sobre a verdade, feita diante daquele que é a Verdade, tornou-se o símbolo de quem tem a resposta diante dos olhos e se recusa a esperar por ela. Pilatos é uma advertência para todos os que, por conveniência, preferem a neutralidade diante de Cristo: diante dele, não há como permanecer neutro.

Conexão com Cristo

Pilatos declarou três vezes que não encontrava culpa em Jesus (Lc 23.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 23.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 23.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Sem saber, o juiz romano atestava aquilo que a Escritura afirma sobre o Filho de Deus: ele é o Cordeiro sem defeito e sem mancha (1Pe 1.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), que não cometeu pecado nem houve engano em sua boca (1Pe 2.22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Assim como o cordeiro da Páscoa devia ser examinado e achado sem defeito (Êx 12.5), Jesus foi examinado e declarado inocente antes de ser oferecido.

A troca entre Jesus e Barrabás é uma imagem viva da substituição. O culpado foi solto, e o inocente, condenado em seu lugar (Mc 15.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É o que o evangelho anuncia a todo pecador: Cristo foi traspassado pelas nossas transgressões (Is 53.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus (2Co 5.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

As palavras de Pilatos também anunciaram, sem querer, verdades profundas. "Eis o homem" apresentou ao mundo o último Adão, o homem verdadeiro e perfeito, que restaura a humanidade (Jo 19.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Co 15.45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). "Eis o vosso rei" e o título escrito em hebraico, latim e grego proclamaram, nas línguas do mundo de então, que o crucificado é Rei (Jo 19.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19.19-20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), aquele diante de quem todo joelho se dobrará (Fp 2.9-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Por fim, Jesus lembrou a Pilatos que nenhuma autoridade ele teria se não lhe fosse dada do alto (Jo 19.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O governador pensava ter nas mãos a vida de Jesus, mas o próprio Senhor já havia dito que ninguém lhe tirava a vida: ele a dava por si mesmo (Jo 10.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pilatos lavou as mãos com água, mas nenhuma água pode purificar a consciência; só o sangue de Cristo, que se ofereceu sem mácula a Deus, purifica de todo pecado (Hb 9.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Jo 1.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Livros onde aparece

Os livros com estudos no Farol levam à página do livro.

← Todos os personagens