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Antigo Testamento · Patriarcas

Sete

Significado do nome

"Concedido" ou "posto em lugar de"; Eva explica o nome ao dizer que Deus lhe concedera outro descendente no lugar de Abel (Gn 4.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Posição / vínculo com a Bíblia

Terceiro filho de Adão e Eva, nascido depois da morte de Abel; por meio dele continuou a linhagem que leva a Noé, a Abraão e, por fim, a Jesus Cristo (Gn 5.3-32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Nascimento

Quando Adão tinha 130 anos (Gn 5.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Testamento

Antigo Testamento

Grupo

Patriarcas

Síntese histórica

Sete foi o filho que Adão e Eva tiveram depois que Caim matou Abel. Ao dar-lhe o nome, Eva reconheceu que Deus lhe concedera outro descendente no lugar do filho morto (Gn 4.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Nos dias de Enos, filho de Sete, começou-se a invocar o nome do Senhor (Gn 4.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e é a partir dele que Gênesis traça a genealogia que conduz a Noé (Gn 5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A Bíblia não registra feitos nem palavras de Sete; sua importância está na linhagem que ele representa. Enquanto a descendência de Caim é marcada pela violência (Gn 4.23-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), a de Sete é marcada pela invocação de Deus. O Evangelho de Lucas inclui Sete na genealogia de Jesus, entre Enos e Adão (Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

História

Um filho no lugar de Abel

A primeira família humana havia sido ferida pela morte de Abel, assassinado pelo irmão, e pela partida de Caim, condenado a ser errante (Gn 4.8-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Depois de registrar a descendência de Caim, o texto volta a Adão e Eva: Adão conheceu de novo sua mulher, e ela deu à luz um filho, a quem chamou Sete, dizendo que Deus lhe concedera outro descendente no lugar de Abel (Gn 4.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O nome soa, em hebraico, como o verbo "pôr" ou "conceder", e a palavra que Eva usa para "descendente" é a mesma da promessa de Gn 3.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), sobre a descendência da mulher que venceria a serpente. Sem afirmar mais do que o texto diz, pode-se perceber que Eva vê em Sete um dom de Deus e a continuidade da esperança que parecia ter morrido com Abel.

À imagem de Adão

A genealogia de Gênesis 5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) começa lembrando que Deus criou o ser humano à sua semelhança (Gn 5.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e, em seguida, registra que Adão, aos 130 anos, gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe deu o nome de Sete (Gn 5.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A frase ensina duas coisas ao mesmo tempo: a imagem de Deus continua presente na humanidade depois da queda (Gn 9.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), mas agora é transmitida por meio de um pai caído, que passa adiante também a sua condição.

A família de Sete

Aos 105 anos, Sete gerou Enos (Gn 5.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O texto registra que, nessa época, começou-se a invocar o nome do Senhor (Gn 4.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É a primeira menção, na Bíblia, de adoração pública e coletiva a Deus pelo seu nome, e ela surge justamente na família de Sete.

Depois do nascimento de Enos, Sete viveu mais 807 anos e gerou outros filhos e filhas; morreu aos 912 anos (Gn 5.7-8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A Escritura não informa onde viveu nem como morreu. Da sua linhagem vieram Enoque, que andou com Deus e foi tomado por ele (Gn 5.21-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Noé, por meio de quem a humanidade foi preservada no dilúvio (Gn 5.28-32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 6.8-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Fé e legado

A Bíblia não diz nada sobre o caráter de Sete, e o texto deve respeitar esse silêncio. O que se sabe é que sua família é aquela em que o nome do Senhor passou a ser invocado (Gn 4.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e que dela saiu a linhagem dos que andaram com Deus (Gn 5.22-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Gn 6.9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Seu nome volta a aparecer apenas nas genealogias: no início de Crônicas, que vai de Adão ao povo de Israel (1Cr 1.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e no Evangelho de Lucas, que leva a genealogia de Jesus até Adão (Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Fora da Bíblia, a tradição judaica acrescentou lendas sobre Sete e seus descendentes, como as registradas por Flávio Josefo, que lhes atribui o estudo dos astros. Alguns intérpretes antigos, como Agostinho, entenderam também que os "filhos de Deus" de Gn 6.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) seriam os descendentes de Sete — uma das várias interpretações dessa passagem difícil, sem consenso entre os estudiosos.

Conexão com Cristo

Sete é um elo da corrente que leva a Cristo. Lucas registra a genealogia de Jesus retrocedendo até Enos, filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus (Lc 3.38 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), mostrando que a descendência prometida à mulher (Gn 3.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) passou por ele. Quando Eva o chamou de descendente concedido no lugar de Abel (Gn 4.25 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), estava, sem saber, apontando para a linhagem da qual nasceria aquele que Paulo chama de a descendência por excelência (Gl 3.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), nascido de mulher na plenitude dos tempos (Gl 4.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O nascimento de Sete mostra que a morte do justo não interrompe o plano de Deus. Diante do sangue derramado de Abel, Deus concede um novo começo; diante da morte de Cristo, o Justo, Deus o ressuscita e por meio dele dá vida a uma nova humanidade (At 2.23-24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Co 15.20-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Pode-se ver, com moderação, no filho "concedido" um eco da grande dádiva de Deus, que deu o seu Filho unigênito ao mundo (Jo 3.16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Is 9.6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Sete nasceu à imagem de Adão (Gn 5.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), herdando com ela a fragilidade da queda. Em Cristo, a imagem de Deus é restaurada: ele é a imagem do Deus invisível (Cl 1.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e os que nele creem, assim como trouxeram a imagem do homem terreno, trarão também a imagem do celestial (1Co 15.49 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Por fim, a invocação do nome do Senhor, iniciada na família de Sete (Gn 4.26 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), encontra seu cumprimento no evangelho: todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Rm 10.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 2.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e não há outro nome, debaixo do céu, pelo qual importa que sejamos salvos, senão o nome de Jesus (At 4.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

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