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Antigo Testamento · Reis

Zedequias, filho de Josias

Outros nomes

Matanias, o seu nome original, mudado por Nabucodonosor quando o colocou no trono (2Rs 24.17)

Significado do nome

Zedequias significa "o Senhor é justiça", e Matanias, "dom do Senhor", sentidos dos nomes hebraicos; a Bíblia não explica os nomes

Posição / vínculo com a Bíblia

Último rei de Judá, filho de Josias; colocado no trono por Nabucodonosor, rei da Babilônia, aos vinte e um anos, reinou onze anos; consultou o profeta Jeremias várias vezes, mas não teve coragem de obedecer, rebelou-se contra a Babilônia quebrando o juramento que fizera em nome de Deus e viu Jerusalém ser cercada e destruída; capturado na fuga, viu os filhos serem mortos, foi cegado e levado acorrentado para a Babilônia, onde morreu (2Rs 24.17–25.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Cr 36.10-13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 37–39 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 52.1-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Nascimento

Provavelmente em Jerusalém, por volta de 618 a.C. (2Rs 24.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Morte

Babilônia, em data desconhecida, mantido preso até o dia da sua morte (Jr 52.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba))

Testamento

Antigo Testamento

Grupo

Reis

Síntese histórica

Em 597 a.C., Nabucodonosor, rei da Babilônia, tomou Jerusalém, levou para o exílio o rei Joaquim e muitos dos principais do povo, e colocou no trono Matanias, tio de Joaquim e filho de Josias, mudando o seu nome para Zedequias (2Rs 24.10-17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Zedequias tinha vinte e um anos e reinou onze anos em Jerusalém; fez o que era mau aos olhos do Senhor e não se humilhou diante do profeta Jeremias, que lhe falava da parte de Deus (2Rs 24.18-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Cr 36.11-12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Embora tivesse jurado fidelidade ao rei da Babilônia em nome de Deus, rebelou-se contra ele, confiando na ajuda do Egito (2Cr 36.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 17.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Durante o cerco de Jerusalém, Zedequias consultou Jeremias várias vezes, inclusive em segredo, e ouviu que, se se rendesse, a cidade seria poupada; mas teve medo e não obedeceu (Jr 37.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 38.14-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Também permitiu que os seus oficiais lançassem o profeta numa cisterna (Jr 38.4-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em 586 a.C., os babilônios romperam as muralhas. Zedequias fugiu de noite, mas foi capturado perto de Jericó e levado a Nabucodonosor, que matou os seus filhos diante dele, cegou-o e o levou acorrentado para a Babilônia, onde ficou preso até a morte (Jr 39.1-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 52.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Com ele terminou o reino de Judá.

História

Contexto e origem

Zedequias era filho do rei Josias e de Hamutal, filha de Jeremias, de Libna (2Rs 24.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) — um homem diferente do profeta Jeremias. Era irmão de Jeoacaz, que reinara apenas três meses antes de ser levado ao Egito, meio-irmão de Jeoaquim e tio do rei Joaquim, também chamado Jeconias (2Rs 23.31-34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Rs 24.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 1Cr 3.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Em 597 a.C., depois de um cerco, Nabucodonosor tomou Jerusalém e levou para a Babilônia o jovem rei Joaquim, a sua família, os oficiais, os guerreiros e os artesãos — entre eles, o futuro profeta Ezequiel —, deixando apenas a população mais pobre (2Rs 24.10-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 1.1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Em seguida, colocou no trono o tio de Joaquim, Matanias, e mudou o seu nome para Zedequias, como sinal de que ele lhe estava sujeito (2Rs 24.17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Zedequias jurou fidelidade a Nabucodonosor em nome de Deus (2Cr 36.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Ez 17.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Uma antiga crônica babilônica confirma esses fatos: registra que o rei da Babilônia tomou Jerusalém no segundo dia do mês de adar, em março de 597 a.C., e ali colocou um rei de sua escolha.

Um rei sob pressão

Zedequias tinha vinte e um anos quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém, aproximadamente de 597 a 586 a.C. Fez o que era mau aos olhos do Senhor, como Jeoaquim havia feito (2Rs 24.18-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O livro de Crônicas acrescenta que ele não se humilhou diante do profeta Jeremias, que lhe falava da parte do Senhor, e endureceu o coração, recusando-se a voltar para Deus; os chefes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as infidelidades, profanaram o templo e zombaram dos mensageiros de Deus, até que não houve mais remédio (2Cr 36.12-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Deus mostrou a Jeremias dois cestos de figos: um com figos muito bons, que representavam os exilados levados para a Babilônia, e outro com figos estragados, que representavam Zedequias, os seus oficiais e os que permaneciam em Jerusalém (Jr 24.1-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No início do seu reinado, embaixadores de Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sidom vieram a Jerusalém, provavelmente para planejar uma revolta contra a Babilônia. Jeremias apareceu com um jugo no pescoço e aconselhou Zedequias a se submeter ao rei da Babilônia para viver (Jr 27.1-15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), enquanto o falso profeta Hananias anunciava o fim do domínio babilônico em dois anos (Jr 28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A rebelião

Apesar do juramento que fizera em nome de Deus, Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia (2Rs 24.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Cr 36.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Segundo o profeta Ezequiel, ele enviou mensageiros ao Egito pedindo cavalos e um grande exército (Ez 17.15 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ezequiel, que estava entre os exilados, contou uma parábola sobre duas águias e uma videira e perguntou se quem quebrasse a aliança escaparia; e declarou que, por ter desprezado o juramento e quebrado a aliança, Zedequias morreria na Babilônia (Ez 17.11-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O cerco

No nono ano de Zedequias, no décimo mês, no décimo dia, por volta de janeiro de 588 a.C., Nabucodonosor veio com todo o seu exército contra Jerusalém e a cercou (2Rs 25.1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 52.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Zedequias enviou mensageiros a Jeremias, pedindo que consultasse o Senhor, na esperança de que Deus fizesse algum milagre, como nos tempos antigos, e o inimigo se retirasse (Jr 21.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A resposta foi dura: o próprio Deus lutaria contra a cidade. E o Senhor colocou diante do povo o caminho da vida e o caminho da morte: quem ficasse na cidade morreria, mas quem se entregasse aos babilônios viveria (Jr 21.3-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Durante o cerco, os babilônios foram tomando as cidades fortificadas de Judá, até que restaram apenas Laquis e Azeca (Jr 34.7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Cartas escritas em cacos de cerâmica, encontradas nas ruínas de Laquis, trazem a mensagem de um oficial dizendo que observavam os sinais de fogo de Laquis, porque já não viam os de Azeca — um testemunho impressionante desses dias.

Os escravos libertados e retomados

No meio do cerco, Zedequias fez uma aliança com o povo de Jerusalém para libertar os escravos hebreus, como a Lei mandava, e todos os libertaram (Jr 34.8-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas, quando o exército egípcio se aproximou e os babilônios suspenderam o cerco por um tempo, os senhores voltaram atrás e tornaram a escravizar os que haviam libertado (Jr 34.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 37.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Deus respondeu, por meio de Jeremias, que, já que eles não haviam proclamado liberdade aos seus irmãos, ele proclamaria contra eles uma "liberdade" para a espada, a peste e a fome; os babilônios voltariam, tomariam a cidade e a queimariam (Jr 34.17-22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O rei e o profeta

A relação de Zedequias com Jeremias mostra a sua indecisão. Ele mandou pedir ao profeta que orasse pelo povo (Jr 37.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Quando Jeremias foi preso pelos oficiais, acusado de traição, o rei o mandou buscar em segredo e perguntou: há alguma palavra do Senhor? Jeremias respondeu que sim: ele seria entregue nas mãos do rei da Babilônia. Mesmo assim, Zedequias atendeu ao pedido do profeta e o transferiu do calabouço para o pátio da guarda, onde lhe davam um pão por dia enquanto houvesse pão na cidade (Jr 37.16-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Mais tarde, os oficiais pediram a morte de Jeremias, e Zedequias respondeu: ele está nas mãos de vocês, porque o rei nada pode fazer contra vocês (Jr 38.4-5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Eles o lançaram numa cisterna lamacenta. Mas, quando Ebede-Meleque intercedeu, o rei mandou tirá-lo de lá (Jr 38.6-13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Então Zedequias chamou Jeremias para um encontro secreto numa entrada do templo. O profeta perguntou se, dizendo a verdade, não seria morto, e se o rei ouviria o seu conselho. O rei jurou em segredo que não o mataria (Jr 38.14-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jeremias lhe disse que, se ele se rendesse aos oficiais da Babilônia, viveria, a cidade não seria queimada e a sua família sobreviveria; mas, se não se rendesse, a cidade seria entregue e queimada, e ele não escaparia (Jr 38.17-18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Zedequias confessou o seu medo: temia os judeus que já haviam passado para o lado dos babilônios, que poderiam maltratá-lo (Jr 38.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jeremias insistiu que obedecesse à voz do Senhor (Jr 38.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas o rei apenas pediu que ninguém soubesse daquela conversa e orientou o profeta a dizer aos oficiais que fora pedir para não voltar à prisão (Jr 38.24-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

A queda de Jerusalém

No décimo primeiro ano de Zedequias, no quarto mês, no nono dia, por volta de julho de 586 a.C., a fome era extrema na cidade, e os babilônios abriram uma brecha na muralha (Jr 39.2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 52.6-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Zedequias e os seus soldados fugiram de noite, pelo caminho do jardim do rei, pela porta entre os dois muros, em direção ao vale do Jordão (Jr 39.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O exército babilônio os perseguiu e alcançou Zedequias nas planícies de Jericó; os seus soldados se dispersaram (Jr 39.5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Zedequias foi levado a Nabucodonosor, em Ribla, na terra de Hamate, onde foi julgado. O rei da Babilônia mandou matar os filhos de Zedequias diante dos seus olhos e matou também os nobres de Judá; depois, mandou cegar Zedequias e prendê-lo com correntes de bronze para levá-lo à Babilônia (Jr 39.5-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 2Rs 25.6-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ali ele foi mantido na prisão até o dia da sua morte (Jr 52.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Um mês depois, o templo, o palácio e as casas de Jerusalém foram queimados, e os muros da cidade foram derrubados (Jr 52.12-14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Profecias cumpridas

O destino de Zedequias cumpriu palavras aparentemente difíceis de conciliar. Jeremias anunciara que os olhos de Zedequias veriam os olhos do rei da Babilônia (Jr 32.4 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 34.3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e Ezequiel anunciara que ele seria levado para a Babilônia, mas não a veria, ainda que morresse lá (Ez 12.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). As duas palavras se cumpriram: Zedequias viu Nabucodonosor em Ribla e só depois foi cegado e levado para a Babilônia, que nunca chegou a ver. O historiador Flávio Josefo comenta que Zedequias pensara que os dois profetas se contradiziam e, por isso, não acreditou em nenhum deles.

Fé e fraquezas

Zedequias não foi um tirano cruel como o seu irmão Jeoaquim. Buscou várias vezes a palavra de Jeremias (Jr 21.1-2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 37.3,17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 38.14 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), aliviou a sua prisão e permitiu que fosse tirado da cisterna (Jr 37.21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jr 38.10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Mas era um homem fraco e indeciso, que temia mais os seus oficiais e a opinião dos outros do que a Deus (Jr 38.5,19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Ouviu a verdade, mas não teve coragem de obedecer. Quebrou o juramento feito em nome de Deus (Ez 17.18-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), retomou a promessa de libertar os escravos (Jr 34.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e não se humilhou diante do Senhor (2Cr 36.12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Diferentemente do seu pai, Josias, que se comoveu e se humilhou ao ouvir a palavra de Deus (2Rs 22.19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), Zedequias a ouviu em segredo e a deixou de lado.

Legado

Zedequias foi o último rei da linhagem de Davi a reinar em Jerusalém. Com a sua queda, terminou a monarquia de Judá, o templo foi destruído e o povo foi levado para o exílio, como os profetas haviam anunciado durante décadas (2Cr 36.17-21 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Não deve ser confundido com Zedequias, filho de Quenaana, falso profeta do tempo de Acabe (1Rs 22.11,24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), nem com Zedequias, filho de Maaseias, falso profeta entre os exilados da Babilônia (Jr 29.21-23 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Conexão com Cristo

O nome Zedequias significa "o Senhor é justiça", mas o rei que o carregava governou com injustiça e fraqueza. Jeremias, que conviveu com ele, anunciou que Deus levantaria a Davi um Renovo justo, um rei que reinaria com sabedoria e praticaria o direito e a justiça, cujo nome seria "o Senhor, Justiça Nossa" (Jr 23.5-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Muitos intérpretes veem nessa profecia um contraste intencional com o nome de Zedequias: o rei que se chamava "o Senhor é justiça" fracassou, mas Deus daria o verdadeiro Rei justo. Esse Rei é Cristo, que se tornou para nós justiça (1Co 1.30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

O profeta Ezequiel dirigiu-se ao príncipe de Israel daqueles dias, Zedequias, e anunciou que Deus lhe tiraria a coroa; o trono ficaria em ruínas até que viesse aquele a quem pertence o direito, e a ele Deus o daria (Ez 21.25-27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Com Zedequias, a coroa de Davi caiu, e nenhum descendente de Davi voltou a reinar em Jerusalém por séculos. Mas a promessa permanecia, e o anjo anunciou a Maria que o seu filho receberia o trono de Davi, seu pai, e o seu reino não teria fim (Lc 1.32-33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Cristo é aquele a quem a coroa pertence de direito, o Rei dos reis, que traz na cabeça muitas coroas (Ap 19.12,16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Zedequias ouviu a palavra de Deus em segredo, mas teve medo dos homens e não a obedeceu (Jr 38.14-20,24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Evangelho de João fala de autoridades que creram em Jesus, mas não o confessavam por medo, porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus (Jo 12.42-43 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); e Pilatos, que reconheceu não haver culpa em Jesus, acabou entregando-o por medo da multidão e de César (Jo 19.8-16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus, ao contrário, foi fiel até o fim e advertiu que não se deve temer os que matam o corpo, mas temer a Deus (Mt 10.28 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Por fim, Zedequias terminou a vida cego e acorrentado, numa prisão da Babilônia (Jr 52.11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Jesus anunciou que viera proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos (Lc 4.18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e abriu os olhos de cegos, revelando também a cegueira espiritual dos que não querem ver (Jo 9.39-41 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Zedequias quebrou o juramento feito em nome de Deus (Ez 17.18-19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)); Cristo permanece fiel, ainda que sejamos infiéis, porque não pode negar a si mesmo (2Tm 2.13 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), e nele todas as promessas de Deus têm o seu sim (2Co 1.20 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).

Ver: Jesus Cristo — o centro das Escrituras

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