Salmos · 19 de 66 · Antigo Testamento
Salmos — Síntese geral
4. Síntese geral do Livro
O movimento do Saltério: da obediência ao louvor. O Livro de Salmos não é uma coleção aleatória de 150 poemas. É uma obra organizada com intenção, e o seu movimento geral pode ser descrito em uma frase: da obediência ao louvor, passando pelo sofrimento. O livro abre com o Salmo 1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), a bem-aventurança do justo que se deleita na Palavra de Deus, e com o Salmo 2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), o reinado de Deus exercido por meio do seu Ungido. Fecha com o Salmo 150 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), em que todo ser que respira é convocado a louvar o Senhor. Walter Brueggemann mostrou que esses dois polos, a obediência do início e o louvor do fim, emolduram tudo o que está entre eles: a dor, a dúvida, a culpa, o protesto, a crise, a confiança e a gratidão.
Esse caminho corresponde aos três movimentos da vida de fé que o próprio Brueggemann descreveu e que organizaram este estudo:
- Orientação (Blocos 1 a 5): a vida estável em que Deus é conhecido como fonte da Palavra, Criador majestoso, Rei soberano e fiel à sua aliança com Davi.
- Desorientação (Blocos 6 a 9): a crise em que o indivíduo lamenta, confessa, clama por justiça, e o povo inteiro pergunta onde está Deus diante das ruínas.
- Nova orientação (Blocos 10 a 12): a fé que atravessou a noite e encontra Deus como refúgio, libertador, destino da peregrinação e objeto de um louvor sem reservas.
Claus Westermann observou um fenômeno correspondente na distribuição das formas: os lamentos predominam na primeira metade do livro, e os louvores ganham espaço crescente até dominarem completamente o final. O Saltério faz, em sua própria estrutura, o caminho que ensina a fazer na oração.
Os cinco livros e a história da monarquia. A divisão canônica em cinco livros, apresentada no panorama, confirma esse movimento. Gerald Wilson mostrou que ela conta, em linguagem de oração, a história de Israel. Os Livros I e II (Sl 1–72 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) giram em torno de Davi, de suas lutas e de sua confiança, e terminam com a oração pelo rei ideal (Sl 72 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Livro III (Sl 73–89 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) atravessa a crise, desde a perplexidade do Salmo 73 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) até o colapso aparente da aliança davídica no Salmo 89 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba). O Livro IV (Sl 90–106 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) responde à crise voltando a Moisés e proclamando que o Senhor reina (Sl 93–99 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), com ou sem trono humano em Jerusalém. O Livro V (Sl 107–150 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) celebra a restauração: o grande salmo da Torá (Sl 119 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), a peregrinação a Sião (Sl 120–134 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)), uma última coleção davídica (Sl 138–145 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e o Hallel final (Sl 146–150 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). A pergunta angustiada sobre a promessa a Davi permanece aberta, mas agora iluminada pela esperança num Rei-Sacerdote eterno (Sl 110 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e num renovo que Deus fará brotar em Sião (Sl 132 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Os principais temas. O estudo organizou o livro em doze blocos que revelam os grandes eixos teológicos do Saltério:
- a Palavra de Deus como fonte de vida e sabedoria, capaz de sustentar o justo diante do enigma da prosperidade dos ímpios e da certeza da morte;
- o Deus Criador, cuja majestade se revela no cosmos e cuja misericórdia se inclina sobre os humildes;
- o reinado de Deus sobre as águas, as nações e a história, e a vinda do Senhor para julgar a terra com justiça;
- o Rei ungido da casa de Davi, retrato ideal de justiça que nenhum rei histórico preencheu e que se abriu para a esperança messiânica;
- o lamento como forma legítima de fé, que leva a Deus a dor, a pergunta e até o protesto;
- o arrependimento e a graça abundante do perdão, que não apenas apaga a culpa mas cria um coração novo;
- a sede de justiça que atravessa os salmos imprecatórios, entregando a Deus a vingança que o sofredor não deve executar;
- a memória da história da salvação, com sua fidelidade divina e sua infidelidade humana, e o clamor da nação em crise;
- a confiança e a gratidão de quem encontrou em Deus o Pastor, o refúgio e o libertador;
- a peregrinação comunitária rumo a Sião, a cidade da presença de Deus, aberta até às nações;
- o louvor como destino final de toda a criação.
A mensagem espiritual central. Se fosse preciso resumir o Saltério em uma afirmação, seria esta: o Deus que reina é o Deus que ouve. O Senhor que governa o universo e a história não está distante das lágrimas humanas. Por isso toda a vida, com tudo o que ela tem de alegria, angústia, culpa, perplexidade e esperança, pode e deve ser levada a ele em oração. Os outros livros da Bíblia são, sobretudo, a palavra de Deus dirigida ao seu povo. Os Salmos são palavras humanas dirigidas a Deus que o próprio Deus acolheu como sua Palavra. Com isso, ele ensinou o seu povo a orar e mostrou que nenhuma experiência humana fica fora do alcance da sua presença.
A contribuição do Saltério para a Bíblia e para a Igreja. A importância do livro é difícil de exagerar. Ele foi o hinário e o livro de oração de Israel, cantado no templo e depois nas sinagogas. Tornou-se o livro de oração da Igreja desde os primeiros séculos. A oração das horas monásticas foi estruturada em torno da recitação de todo o Saltério a cada semana. Na Reforma, os salmos foram postos em versos métricos para serem cantados por todo o povo. O Saltério de Genebra foi concluído em 1562, e o Bay Psalm Book (1640) foi o primeiro livro impresso na América do Norte britânica.
Teologicamente, os Salmos são uma ponte entre a Lei, a história e os profetas. Eles transformam em oração a criação, os patriarcas, o êxodo, o Sinai, a monarquia davídica, Sião, o exílio e o retorno, e projetam a esperança num Rei futuro, num juízo justo e numa criação reconciliada. Junto com Isaías, Salmos é o livro do Antigo Testamento mais citado no Novo. Martinho Lutero tinha razão ao chamá-lo de "pequena Bíblia": ali está, em forma de oração, o conteúdo das Escrituras inteiras.
Os Salmos na história da redenção. O Saltério percorre toda a história da salvação:
- a criação e a dignidade humana (Sl 8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 104);
- a aliança com os patriarcas (Sl 105 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba));
- o êxodo e o deserto (Sl 78 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 114; 136);
- o dom da Torá (Sl 19 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 119);
- a escolha de Davi e de Sião (Sl 78:67-72 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 89; 132);
- a queda de Jerusalém e o exílio (Sl 74 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 79; 137);
- o retorno e a restauração (Sl 126 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 147);
- a esperança escatológica de um Rei universal, de um juízo justo e de um louvor cósmico (Sl 2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 96; 98; 110; 148; 150).
Nenhum outro livro do Antigo Testamento reúne, em tão pouco espaço, o arco inteiro da relação entre Deus e seu povo, do princípio ao fim.
Os Salmos e Cristo. Depois da ressurreição, Jesus declarou que era necessário cumprir-se tudo o que estava escrito a seu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos (Lc 24:44 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). O Novo Testamento lê o Saltério em três dimensões, que a tradição cristã, desde Agostinho com a ideia do Christus totus, reconheceu e desenvolveu.
Os Salmos falam de Cristo. Ele é o Filho entronizado do Salmo 2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (At 13:33 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 1:5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É o Senhor de Davi que se assenta à direita de Deus e o Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Sl 110 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 22:41-46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 5–7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É o Rei cujo trono é eterno (Sl 45 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 1:8-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É o Santo que não viu corrupção (Sl 16 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); At 2:25-32 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É o Justo sofredor cujas vestes foram sorteadas (Sl 22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 19:24 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É o que foi consumido pelo zelo da casa de Deus (Sl 69 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Jo 2:17 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É a pedra rejeitada que se tornou pedra angular (Sl 118 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Mt 21:42 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É o ser humano verdadeiro, coroado de glória e honra (Sl 8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 2:6-9 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). É o Corpo preparado para cumprir a vontade de Deus (Sl 40 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); Hb 10:5-10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Cristo ora os Salmos. Jesus cantou o Hallel na noite em que foi traído (Mt 26:30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). No Getsêmani, fez sua a angústia dos Salmos 42–43 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Mc 14:34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Na cruz, clamou o abandono do Salmo 22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Mc 15:34 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)) e entregou o espírito com as palavras do Salmo 31 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba) (Lc 23:46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)). Dietrich Bonhoeffer tirou disso a conclusão de que o Saltério é, antes de tudo, a oração de Cristo. Ele assumiu os lamentos do seu povo, carregou até a cruz o peso dos salmos de culpa e o juízo pedido nas imprecações, e ressuscitou para conduzir o louvor dos seus irmãos (Hb 2:12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
A Igreja ora os Salmos com Cristo. Por estar unida a ele, a Igreja pode fazer seus todos os Salmos: o louvor e o lamento, a confissão e a confiança, o clamor por justiça e a esperança do juízo. Ela os ora como corpo de Cristo, sabendo que seu Cabeça já percorreu o caminho do Saltério inteiro, da obediência perfeita do Salmo 1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), passando pelo abandono do Salmo 22 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba), até o aleluia eterno que o Apocalipse contempla realizado (Ap 19:1-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba)).
Como ler e orar os Salmos hoje. O estudo sugere alguns princípios práticos para quem deseja tornar o Saltério seu livro de oração.
O primeiro é ler os Salmos como orações, e não apenas como textos sobre Deus. A maioria deles fala a Deus, e a melhor forma de compreendê-los é orá-los em voz alta, emprestando a própria voz às palavras do salmista.
O segundo é deixar que o Saltério amplie a oração pessoal. Quem ora só com as próprias palavras tende a repetir os mesmos pedidos. O Saltério ensina a louvar, lamentar, confessar, interceder, lembrar e esperar, cobrindo todas as estações da vida.
O terceiro é orar também os salmos que não correspondem ao momento pessoal. Quem está alegre pode orar um lamento em favor dos que choram. Quem está em crise pode orar um hino como ato de fé. É assim que o crente participa da oração de todo o povo de Deus.
O quarto é ler cada salmo à luz de Cristo, perguntando como ele fala dele, como ele o orou e como a Igreja pode orá-lo nele.
Uma prática antiga, usada por monges e reformadores, é percorrer todo o Saltério num ciclo regular: cinco salmos por dia completam o livro em um mês. Assim, ao longo dos anos, a linguagem dos Salmos se torna a linguagem natural da alma diante de Deus.
5. Quadro final dos principais temas
| Tema | Onde aparece | Significado bíblico |
|---|---|---|
| Palavra de Deus e Torá | Salmos 1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 19; 119 | A instrução de Deus é fonte de vida, sabedoria, alegria e orientação para o caminho |
| Os dois caminhos | Salmos 1 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 37; 49; 73; 112 | A vida humana se decide pela relação com Deus e sua Palavra, e o fim revela o destino de cada caminho |
| Criação e providência | Salmos 8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 19; 33; 104; 147; 148 | Deus criou todas as coisas por sua palavra e continua a sustentá-las a cada instante |
| Dignidade humana | Salmos 8 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 139:13-16; 144:3-4 | O ser humano é frágil, mas foi formado por Deus com cuidado e coroado de glória e honra |
| Reinado de Deus | Salmos 29:10 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 47; 93; 95; 96; 97; 98; 99; 146:10 | O Senhor reina sobre as forças do caos, as nações e a história, com um trono fundado na justiça |
| Rei ungido e esperança messiânica | Salmos 2 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 18; 45; 72; 89; 110; 132 | Deus prometeu a Davi um descendente eterno, Rei justo e Sacerdote para sempre, cumprido em Cristo |
| Lamento | Salmos 3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 13; 22; 31; 42; 43; 88 | A dor, a pergunta e até o protesto podem ser levados a Deus em oração honesta |
| Sofrimento e vindicação do Justo | Salmos 16:8-11 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 22; 31:5; 69; 118:22 | O Justo que sofre é sustentado por Deus e vindicado por ele, e o Novo Testamento vê isso cumprido na cruz e na ressurreição de Jesus |
| Arrependimento e perdão | Salmos 6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 32; 38; 51; 102; 130; 143 | Deus não despreza o coração quebrantado, perdoa abundantemente e cria um coração novo |
| Justiça e juízo de Deus | Salmos 35 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 58; 69; 96:13; 98:9; 109; 137 | Deus não é indiferente ao mal, e a vingança pertence a ele, que julgará o mundo com justiça |
| Misericórdia e amor leal | Salmos 100:5 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 103; 118:1-4; 136; 145:8-9 | O chesed de Deus, seu amor fiel à aliança, dura para sempre e sustenta toda a história |
| Refúgio e confiança | Salmos 2:12 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 11; 16; 23; 46; 62; 91 | Deus é pastor, rocha e refúgio seguro em meio ao perigo, inclusive diante da morte |
| Ação de graças | Salmos 30 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 34; 40; 116; 118 | O livramento recebido se transforma em testemunho público e louvor na comunidade |
| Memória da história da salvação | Salmos 44:1-3 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 78; 105; 106; 114; 136 | Lembrar os atos de Deus fundamenta a fé, ensina as gerações e sustenta a esperança nas crises |
| Sião e presença de Deus | Salmos 46 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 48; 84; 87; 122; 132:13-14 | Deus escolheu habitar no meio do seu povo, presença cumprida em Cristo e na Jerusalém celestial |
| Peregrinação | Salmos 84:5-7 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 120; 121; 122; 126; 134 | A vida de fé é um caminho comunitário rumo à presença de Deus, guardado por ele em cada passo |
| Fragilidade humana e morte | Salmos 39:4-6 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 49; 88; 90; 103:14-16; 146:3-4 | A vida humana é breve como a relva, e só em Deus há permanência e esperança além da morte |
| Cuidado com os pobres e oprimidos | Salmos 9:18 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 72:12-14; 113:7-8; 140:12; 146:7-9 | Deus defende o necessitado, o órfão, a viúva e o estrangeiro, e espera o mesmo de quem o serve |
| Louvor universal das nações | Salmos 22:27 (abre o texto bíblico na Bible.com, em nova aba); 47; 67; 87; 96; 117; 148; 150 | Todos os povos e toda a criação são chamados a louvar a Deus, destino que se cumpre em Cristo |
Sabedoria para o Cotidiano
O Livro de Salmos ensina que não existe experiência humana que não possa ser levada a Deus: nem a alegria mais alta, nem a noite mais escura, nem a culpa mais pesada. O mesmo Deus que reina sobre as estrelas inclina o ouvido para quem clama, e em Cristo ele não apenas ouviu nossas orações, mas as fez suas, até a cruz e além do túmulo. Faça dos Salmos a sua escola de oração: comece pela Palavra, atravesse com honestidade os vales, lembre-se do que Deus já fez e caminhe em direção ao louvor. Porque a sua história, como a do Saltério, não termina no lamento, e sim no aleluia.